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Volume de importações bate recorde histórico

Economia Comentários 28 de outubro de 2010

Mercado internacional avança em território goiano, colocando o Estado entre os mais ativos neste setor da economia global. Anápolis participa cada vez mais


As importações feitas por Anápolis atingiram uma marca recorde na série histórica da balança comercial desde o ano de 2000, quando esta apuração passou a ser feita pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) e pela Secretaria de Comércio Exterior (SECEX). Segundo os dados divulgados, de janeiro a setembro deste ano, o volume de compras internacionais chegou a US$ 1,851 bilhão, superando o recorde alcançado em 2009, que era de US$ 1,504 bilhão.
O volume das importações, em setembro deste ano, foi também recorde levando-se em consideração a apuração mensal, com o valor de US$ 253 milhões. Em 2010, apenas nos meses de fevereiro e abril, as compras de outros países fecharam abaixo de US$ 200 milhões (os valores apurados nestes meses foram de US$ 145,5 milhões e US$ 150,5 milhões, respectivamente). No período de janeiro a setembro, as importações tiveram uma variação de 91,47% em relação ao mesmo período do ano passado, quando foi verificado o valor de US$ 966,9 milhões. As projeções apontam que as importações devem fechar o ano batendo a marca de US$ 2 bilhões.
As exportações feitas por Anápolis não seguem o mesmo ritmo. O volume registrado de janeiro a setembro ficou em R$ 44,5 milhões. No mesmo período de 2009, o valor foi de US$ 62,4 milhões, portanto, resultando em uma variação negativa de 28,59%. A melhor performance mensal das vendas externas foi registrada no mês de março: US$ 7,7 milhões. O saldo da balança comercial (resultado da operação exportações menos importações) até agora registra déficit de US$ 1,806 bilhão. A corrente de comércio (exportações mais importações) está em US$ 1,896 bilhão.
Destaques
Segundo o levantamento do MDIC, os principais itens das compras internacionais feitas através de Anápolis são automóveis e peças, além de medicamentos e insumos para a fabricação de remédios. Essa movimentação é devida à montadora de veículos da marca Hyundai e também em função do pólo farmacêutico do Município, considerado o terceiro maior do País. As importações de veículos têm participação de mais de 50% em todo o volume das compras de outros países. A Coréia do Sul é o principal fornecedor, com participação de 60,40%, seguida dos Estados Unidos (participação de 12%), Suíça (9,64%), França (3,47%) e Alemanha (2,85%).
Quanto às exportações, os principais itens da pauta são a soja e derivados, carnes e medicamentos. Os mercados com maior índice são: França (23,33%), Países Baixos - Holanda (13,16%), China (12,70%), Eslovênia (7,75%) e, Irã (7,55%).
Reportagem recente veiculada no jornal Valor Econômico, uma das mais importantes publicações de economia do País, aponta que nos principais portos brasileiros, a quantidade de containers com cargas importadas é maior do que o de cargas para exportações. No Porto de Santos, por exemplo, segundo revela a matéria, os containers de importação representam 55% e os de exportação, 45%. Essa relação sempre foi inversa.

Autor(a): Claudius Brito

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