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Vocação esportiva: Motivadas pela perseverança

Geral Comentários 01 de junho de 2015

A realidade do esporte a nível municipal não é distante da estadual e da nacional. Os atletas, de modo geral, vão além do esforço físico e mental; eles são motivados pela vocação para permanecerem treinando e disputando campeonatos


Não é novidade a falta de incentivo financeiro aos atletas, tanto por parte do poder público como do setor privado. Em Anápolis existem alguns times que treinam e disputam campeonatos graças à ajuda financeira dos técnicos, familiares e dos próprios atletas. O time de futsal Associação Shorikan faz parte deste quadro. Sem incentivo financeiro e local fixo para os treinos, as meninas dividem despesas de deslocamento e locação de quadras particulares para treinarem.


Atualmente elas participam da 34ª Copa SESC e do 25º Jogos Abertos. “Temos apresentado bons resultados. Mesmo com tanta dificuldade, sempre damos um jeito. Por exemplo, para jogar a Copa SESC os times rateiam o dinheiro para pagarem a arbitragem e existem meninas que não têm condição financeira alguma. Mesmo assim, dividimos a despesa com as que podem ajudar e jogamos”, explica uma das atletas, a Elen Divina Rosa Teodoro, pivô do time.


A média de idade da equipe varia de 19 a 35 anos. O técnico é Bauer dos Reis. Segundo ele, sempre houve uma grande dificuldade de trabalhar por muito tempo as mesmas atletas e formar um time permanente. “Nós buscamos recursos básicos, como uma quadra, para que elas tenham regularidade nos treinamentos no decorrer da semana. Mas, isso é muito complicado. A Prefeitura, até, tem quadras. Porém, se a Secretaria de Esporte ceder para uma equipe, terá que abrir espaço para os outros times da Cidade também. Apesar de conseguirmos uma ajuda daqui e outra dali, ainda assim não é o suficiente para dar continuidade e estabilidade ao nosso trabalho.”


Atualmente são 13 atletas: uma é de Goiânia, Nilma Ferreira. Ela é pivô do time e tem experiência de Seleção Brasileira. Já passou pelo Corinthians e jogou, durante alguns anos, fora do Brasil. Outra atleta fundamental é a pivô de Bonfinópolis, Shâmua Jessica, de 24 anos. “Elas se deslocam para treinarem conosco no decorrer da semana e jogarem, sendo delas a própria despesa. É um esforço enorme que todas nós fazemos. Dedicamo-nos com muita perseverança, pois acreditamos no projeto do Bauer”, ressalta Helen.


Um dos destaques é a goleira, Letícia Souza, 25, que colabora, muito, com o desempenho do time. Na 34° Copa SESC elas disputaram dois jogos. No primeiro, ganharam do Arena por 4x3 e no 25º Jogos Abertos a Associação Shorikan saiu na frente com duas vitórias. O primeiro jogo foi contra o Ajax: 3x1. E, o segundo, contra o Marreta, quando trinfaram com pelo placar de 4x1.

Autor(a): Mariana Lourenço

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