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Vocação industrial é confirmada em estudo técnico

Economia Comentários 26 de julho de 2013

Anápolis tem o seu perfil identificado, entre os 246 municípios goianos, como economia de elevado porte


A vocação de Anápolis como polo de negócios em setores, inclusive, diferentes da indústria de transformação, está demonstrada através de um estudo realizado pelo Instituto Mauro Borges (IMB), ligado à Secretaria Estadual de Gestão e Planejamento (Segplan), denominado “Perfil e potencialidades dos municípios goianos”, publicado em junho de 2012.
Elaborado a partir da avaliação de uma série de indicadores, dentre eles o PIB (Produto Interno Bruto) e a sua evolução no período de 2002 a 2009. A pesquisa classificou os municípios goianos em cinco grupos, sendo: Municípios com economia de elevado porte, totalizando 21; Municípios com economia de médio porte – dinâmica, totalizando 26; Municípios com economia de médio porte - com crescimento intermediário, 47 municípios; Municípios com economia de médio porte – estagnada, 24 e Municípios com economia de pequeno porte – dinâmica, 29.
Anápolis integra a lista dos 21 municípios do perfil de economia de elevado porte. Os 21 municípios dessa classificação concentram 70% do PIB de Goiás. Conforme o estudo, as cidades desse grupo possuem “capacidade maior de deslanchar por si só, já que também, na maioria das vezes, são o alvo preferido para o direcionamento de investimento por parte da iniciativa privada. São esses municípios também que mais se beneficiam das políticas macro dos governos. Nesses 21 municípios se encontram 58,5% da população goiana, ou seja, 3,5 milhões de pessoas”.
No caso de Anápolis, o principal destaque econômico é a indústria. A produção fabril na região é bastante diversificada com plantas de fabricação de medicamentos; produtos alimentícios; bebidas; fertilizantes; insumos para construção civil; metalurgia; confecção de artigos do vestuário e acessórios; construção civil; edição e impressão; produtos de borracha; material plástico; madeira; têxteis; veículos automotores, reboques e carrocerias; produção de água mineral, dentre outros produtos.

Quadro de atividades econômicas de destaque

1º Indústria de benefício de grãos em Goiás, segundo o pessoal ocupado;
1º Produção mineral de água em Goiás, segundo o pessoal ocupado;
1º Produção de medicamentos em Goiás, segundo o pessoal ocupado;
3º Principais indústrias de alimentos e bebidas em Goiás, segundo o pessoal ocupado;
5º Principais indústrias de confecção em Goiás, segundo o pessoal ocupado;
8º Principais frigoríficos de abate de bovinos em Goiás, segundo o pessoal ocupado;
18º Principais produtores municipais de ovos;
6º Principais produtores municipais de banana;
12º Principais produtores municipais de Côco da Bahia;
13º Principais produtores municipais de laranja;
7 º Principais produtores municipais de limão;
16º Principais produtores municipais de lenha;
(Fonte: IMBSegplan- 2010)

Anápolis é o segundo maior gerador de riquezas de Goiás
O PIB (Produto Interno Bruto) dos Municípios, divulgado pelo Instituto Mauro Borges, com base cálculos feitos pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), referente ao ano de 2010, aponta que o Estado de Goiás atingiu o valor de R$ 97,576 bilhões, alcançando um recorde na série histórica desse levantamento. Em termos de variação do PIB, houve acréscimo de 8,8% em comparação com o ano de 2009, com registro de crescimento nos três grandes setores: indústria, com a maior taxa (13,7%), seguida pelo setor de serviços (6,4%) e pela agropecuária (5,4%). A participação no PIB nacional, que era de 2,6%, em 2009, não sofreu modificações em 2010. Com isso, o estado de Goiás se manteve na 9ª posição no ranking nacional.
Os municípios mais bem posicionados no PIB de 2010 foram responsáveis por 60,3% da renda gerada no Estado. São eles, por ordem de participação na geração de riquezas em Goiás: Goiânia (25,1%), Anápolis (10,3%), Aparecida de Goiânia (5,3%), Rio Verde (4,3%), Catalão (4,1%), Senador Canedo (3,3%), Itumbiara (2,3%), Jataí (2,2%), Luziânia (2,1%) e São Simão (1,4%).
O PIB de Anápolis teve um volume registrado de R$ 10,059 bilhões no ano de 2010, último dado consolidado. Em relação a 2009, a participação do PIB anapolino na formação do Produto Interno Bruto de Goiás saiu de 9,5% para 10,3%, segundo constatou o IMB, em razão do crescimento da indústria de transformação, com destaque para produção de medicamentos, alimentos e bebidas, além da expansão do comércio atacadista.
Em segundo lugar no ranking do PIB goiano de 2010, a economia de Anápolis, dentre os três grandes setores que compõe o indicador, teve maior peso o setor de serviços com 51,1% do Valor Adicionado (VA), seguido da indústria, com 48,0% do VA. O PIB per capita naquele ano, foi de R$ 30.025,66

Autor(a): Claudius Brito

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