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Viva de maneira mais saudável em 2015

Saúde Comentários 08 de janeiro de 2015

Ter um bicho de estimação, dormir mais cedo e dividir um teto com alguém são algumas medidas que podem melhorar a saúde e o bem-estar


Emagrecer, guardar dinheiro, largar o cigarro e exercitar-se são resoluções comuns de ano-novo. O problema é que, entra ano, sai ano, os mesmos objetivos costumam estar na lista para o ano seguinte, sinal de que a meta não foi alcançada.
Para Ricardo Monezi, psicobiólogo e professor do Instituto de Medicina Comportamental da Unifesp, o segredo para concretizar os sonhos é estabelecer objetivos realistas, possíveis de cumprir em curto a médio prazo. “Quando a pessoa dá pequenos passos, sente mais força para buscar uma meta cada vez maior”, diz Monezi. Depois que o objetivo é cumprido, o cérebro entra num estado de gratidão e estimula a liberação de serotonina e dopamina, neurotransmissores que oferecem sensação prazer e bem-estar. “Na busca por um desafio, o corpo vivencia um stress positivo que dá vitalidade, força e coragem.”

• Ter um bicho de estimação
Doenças ligadas ao aparelho respiratório são comuns no primeiro ano de vida de um bebê. Uma das formas de evitá-las é ter em casa um bicho de estimação, de acordo com uma pesquisa finlandesa. O estudo constatou que crianças que vivem com gatos ou cachorros são mais saudáveis, têm menos infecções de ouvido e precisam de menos antibióticos do que aquelas que não têm esse contato. A exposição a germes na quantidade certa ajuda a amadurecer o sistema imunológico e dar maior resistência a infecções.

• Tomar iogurte
Os probióticos, bactérias naturalmente encontradas no intestino e que estão presentes em iogurtes e leites fermentados, ajudam no funcionamento do intestino e melhoram a pressão sanguínea, de acordo com um recente trabalho feito na Austrália. Consumir iogurte regularmente por mais de oito semanas diminuiu, em média, a pressão sistólica (máxima) em 3,56 mm Hg e a diastólica (mínima) em 2,38 mm Hg. Segundo os pesquisadores, esse efeito se deve à ação dos probióticos na melhora do nível de colesterol LDL (o ruim), redução da glicose no sangue, diminuição da resistência à insulina e auxílio na regulação do sistema hormonal.

• Dividir um teto com alguém
Nos últimos trinta anos, o número de pessoas que vivem sozinhas dobrou. Indivíduos que moram só, no entanto, podem ser menos saudáveis do que aqueles que dividem um teto. Um estudo publicado no periódico BMC Public Health verificou que o risco de pessoas que vivem sozinhas terem depressão é 80% maior do que aquelas que moram com alguém.

• Ir a pé ou de bicicleta para o trabalho
Trocar o carro pela bicicleta ou pela caminhada faz bem para a saúde física e mental, sem mencionar o benefício ao meio ambiente. Segundo um estudo feito da Grã-Bretanha, quem vai ao trabalho a pé ou de bike apresenta um ganho na qualidade de vida ao longo dos anos. Já quem dirige tem uma probabilidade 13% maior de se sentir sob pressão constantemente ou de ter dificuldades em se concentrar.

• Dormir cedo
Uma noite mal dormida pode causar sintomas como fadiga, irritabilidade, falta de concentração e piora na memória. Além disso, uma pesquisa feita nos Estados Unidos constatou que dormir antes da 1h da manhã ajuda a eliminar pensamentos negativos. Os estudiosos chegaram à conclusão de que não dormir regularmente está associado ao desenvolvimento de problemas como transtorno de ansiedade generalizada e depressão.

• Melhorar o humor
Está na meia-idade e é ciumenta, mal-humorada e ansiosa? É melhor repensar esse comportamento. De acordo com um estudo publicado no periódico Neurology, mulheres com essas características têm mais risco de desenvolver Alzheimer no futuro. Segundo os pesquisadores, aquelas que têm facilidade de se desestabilizar emocionalmente e que possuem traços de personalidade como ansiedade, ciúme e mau humor também são mais propensas a expressarem raiva, culpa, inveja e depressão.

• Casar-se
Um grande estudo feito na Universidade de Oxford, na Inglaterra, constatou que o casamento pode fazer bem para a saúde cardíaca do sexo feminino. Os pesquisadores verificaram que as mulheres comprometidas têm 28% menos probabilidade de morrer por doenças cardíacas do que as solteiras.
Outras pesquisas também já revelaram os benefícios do casamento à saúde. Um americano, por exemplo, concluiu que os solteiros têm mais risco de morrer de forma prematura. Outro concluiu que o risco de um tumor progredir são maiores entre os quem vivem sem um companheiro.

• Assistir a menos filmes de ação
Para quem quer controlar o peso, é melhor assistir a menos filmes de ação. Esse gênero faz com que uma pessoa coma mais alimentos calóricos, segundo um estudo publicado no periódico Jama Internal Medicine. “Filmes estimulantes, que são rápidos e com muitos cortes de cena, prendem a atenção do espectador. Distraída, a pessoa come mais”, diz Aner Tal, coautora do estudo e pesquisadora da Universidade Cornell, nos Estados Unidos. Para os fãs dos filmes de ação, os pesquisadores dão uma dica: antes de se sentar na frente da TV, separe a quantidade exata de alimento que será consumido.

• Ficar mais calmo
Segundo um estudo publicado no periódico European Heart Journal, ter um ataque de raiva eleva os riscos de infarto ou derrame. Duas horas depois do episódio de irritação, a probabilidade de infarto aumenta cinco vezes e o de derrame, três. “Apesar de o risco de sofrer um problema agudo ser relativamente baixo com apenas um ataque de raiva, ele se eleva entre pessoas com ataques frequentes”, explicou Elizabeth Mostofsky, coautora do estudo e pesquisadora da Universidade Harvard, nos Estados Unidos.

• Trabalhar em horários regulares
Para proteger as habilidades cognitivas, é bom escolher um trabalho que tenha um horário convencional. Uma recente pesquisa concluiu que trabalhar durante a madrugada ou em horários irregulares reduz o funcionamento do cérebro e causa problemas de memória e raciocínio. Se o hábito for interrompido, o problema pode ser revertido após cinco anos.

Autor(a): Da Redação

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