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Vilmar Rocha: "Estou pronto para ser candidato"

Política Comentários 13 de junho de 2014

Com mais de 30 anos da atividade política, um mandato de deputado estadual e cinco de deputado federal, inclusive, em exercício na atual legislatura, além de passagens por vários cargos no Governo de Goiás, Vilmar Rocha que é, também, professor universitário, afirma que está diante de um dos principais desafios de sua carreira, ou seja, a busca de uma cadeira no Senado Federal. Na entrevista que segue, ele relata sua trajetória, avalia o trabalho desenvolvido no período de pré-campanha e as suas expectativas em relação ao pleito de outubro.


Ninguém chega à política, por um simples acaso. De onde surgiu, qual a raiz, o DNA que o colocou dentro deste cenário?

Vilmar Rocha - Essa é uma boa pergunta. Foi do meu pai que era político, embora nunca tenha sido candidato a nada, nem a vereador, nem a prefeito. Mas, era ligado a partido, coordenava campanhas e, desde criança, sofri essa influência. E, depois, eu sofri a influência da política estudantil. Em 1970 fui fazer Direito na Universidade Federal e, dois anos depois, fui eleito para secretário geral do Centro Acadêmico “11 de Maio”. Depois me formei e montei um escritório de advocacia com dois procuradores da República: Nelson Gomes da Silva e Darci Coelho e nós advogamos por um bom tempo. Aí fui atraído pela política partidária e estou nela até hoje. Estive num jantar em Goiânia, onde havia muitos jovens que querem ser candidatos e a mim foi dada a palavra e eu disse o seguinte para incentivá-los: “Fui eleito pela primeira vez em 1982 deputado estadual. Portanto, são mais de 30 anos e não me arrependo de ter feito essa opção, foi boa para mim”. Além disso, outra coisa que acho que tenha me influenciado, foi a minha condição de professor. A vida toda fui professor e ainda sou, na UFG, embora licenciado para o exercício do mandato (Deputado Federal).

A secretaria da Casa Civil é a mais próxima da caneta do Governador. O convite para que o senhor assumisse essa Pasta, foi de certa forma uma estratégia de um projeto político, como o que está se delineando agora, com a sua pré-candidatura ao Senado?

Vilmar Rocha - A secretaria nacional da Casa Civil, como é estrutura tanto a nível federal como nos estados, é uma pasta estratégica e fundamental, porque coordena as outras secretarias e a gestão política de governo. Foi muito bom, muito enriquecedor ser secretário. Saí de lá conhecendo os problemas da Administração muito profundamente e, da mesma forma, a realidade do Estado. Mas isso não fez parte de nenhum acordo. Fui eleito deputado federal e só depois veio o convite do Governador Marconi Perillo. Havia uma especulação para eu ser Secretário de Educação, pela minha condição de professor e vivência. Mas, nós nunca tínhamos falado sobre isso até então. Posso dizer que entrei com a alma limpa e saí com a alma limpa, sem nenhum problema. Confiança total. Para um cargo como este, isso é fundamental.

Nós tivemos uma entrevista de um renomado deputado federal, dizendo que gostaria ser Governador de Goiás, mas que, como deputado, jamais conseguiria. E o senhor, que já foi deputado por vários mandatos e, agora, buscando uma candidatura ao Senado, tem horizontes maiores para o futuro político?

Vilmar Rocha - Não. Eu acho o seguinte, tudo tem o seu tempo. Eu gosto muito da frase: “o tempo é o senhor da razão”. E, todos nós temos de, na vida pessoal e profissional, saber interpretar e conhecer o tempo. Então, acho que estou pronto para ser senador. Agora, você me pergunta: por quê: depois dessa larga experiência no Congresso e no Governo, a gente compreende que o mandato de Senador é diferente. O mandato de deputado, por exemplo, você representa uma parte da sociedade, ou seja, você representa uma região, um segmento. E o Senador representa o Estado. Então, você tem de ter um perfil acima das paixões partidárias locais para defender o Estado. E, hoje, acho que tenho claro este perfil. Outra coisa é que o senador não precisa ser isolado, de si mesmo. Ele tem de estar integrado, interagindo e identificado com um conjunto de forças políticas, econômicas e sociais de um estado para ter um suporte. Tem pessoas que não têm esse perfil de convergência, de tolerância, de respeitar o espaço dos outros. Estou inserido neste contexto, a nossa base política é muito forte. Eu acredito piamente na candidatura à reeleição do Governador Marconi Perillo. E nós, eventualmente eleitos, juntando essas forças e inseridos num mesmo projeto, vamos poder fazer muito por Goiás e pelo Brasil e, consequentemente, também por Anápolis. Então, isso é o que me motiva para esta pré-candidatura de Senador. Mas eu não tenho outro projeto para a frente. O PSD, o meu partido vai ser um partido relevante no plano nacional nos próximos anos, qualquer que seja o Presidente eleito. E isso ajudará muito também, caso venha a ser eleito.

O senhor participou de quase todos ou de todos os encontros dos partidos da base aliada, neste período da pré-campanha eleitoral. Que balanço faz dessa ação?

Vilmar Rocha - O bom desses encontros é que eles nos facilitaram manter a união. Afinal, são 14 partidos e, à medida que a gente se reúne, conversa, ou e fala, a gente vai se unindo mais. Inclusive, o de Anápolis foi o último, na semana passada e que foi muito positivo.

O senhor acredita que a Carta de Rio Verde, referendando a sua candidatura ao Senado e a do Vice-Governador José Éliton, para a reeleição para o mesmo cargo, será confirmada nas convenções deste mês?

Vilmar Rocha - Eu acredito que está consolidada a nossa chapa, que seria o Marconi para Governador, o José Éliton para vice e eu Senador. Em política como na vida, a melhor solução é a solução natural. No nosso caso, politicamente e partidariamente, essa é a solução natural. O grupo está unido, cumprindo o seu papel e, portanto, essa chapa deve ser consolidada.

O senhor disse, agora, há pouco, que o seu partido, o PSD, vai assumir um papel importante no plano nacional. Mas como o senhor vê a disposição do partido em apoiar a candidatura à reeleição de Dilma Rousseff, do PT?

Vilmar Rocha - O PSD é um partido novo. Agora em setembro vai completar três anos e vai agora disputar a sua primeira eleição estadual e nacional. É um partido que, durante a sua formação, acolheu gente de várias tendências. Então, para esta eleição, ainda temos de conviver com essa situação, que eu chamo de certa ambiguidade, ou seja, parte de nosso partido vai apoiar a Dilma; parte vai apoiar o Eduardo Campos (PSB) e parte vai apoiar o Aécio Neves (PSDB), que é o nosso caso aqui em Goiás. E, a gente tem de aceitar isso, porque é a primeira eleição nacional. Não podemos colocar uma camisa de força em situações que ainda estão sendo acuradas, definidas. Após essa eleição de 2014, aí sim o Partido deverá ter uma unidade maior. Compreendendo isso, em 2011, a executiva nacional do PSD se reuniu - eu faço parte da executiva nacional - e votamos uma resolução dando liberdade aos diretórios estaduais.

O senhor faz parte de um grupo que está defendendo a bandeira de criação de um ministério para a Segurança Pública. O senhor poderia explicar essa proposta?

Vilmar Rocha - Nós sabemos que só criar o ministério não vai resolver o problema, mas sabemos que há uma sinalização para que o Governo Federal, a União, assuma responsabilidades com a segurança do Brasil, que hoje é, apenas, dos estados. A União investe muito pouco na área de segurança e os municípios da mesma forma. Todas as despesas com a segurança pública estão, portanto, concentradas nos estados. E, hoje, nós temos ministério para tudo, menos o da Segurança e os assuntos desse setor são tratados por uma secretaria do Ministério da Justiça. Nós achamos que a segurança merece um status institucional melhor para cuidar, supervisionar e, sobretudo, alocar recursos para investimentos. O Governador Marconi Perillo tem uma proposta interessante nessa área, que seria transferir toda a competência do setor prisional para a União. Se isso fosse feito, já seria um avanço imenso nas finanças dos estados, que poderia com os recursos disponíveis, aumentar o efetivo, melhorar a qualificação e as tecnologias das polícias para combater o crime, aumentar os investimentos do vídeomonitoramento, do uso das tornozeleiras eletrônicas. O certo é que, como temos na educação e na saúde, nós temos de ter recursos para a segurança pública.

Até agora, poucos nomes estão colocados para esta disputa do Senado. E o senhor já de algum tempo vem trabalhando neste projeto. Isso ajuda a sair na frente, pode ser um diferencial para a campanha?

Vilmar Rocha - Esta é a primeira eleição majoritária que vou disputar. Então, eu sou, ainda, no conjunto da sociedade, pouco conhecido. Muitas pessoas falam: - eu já ouvi falar desse nome, parece que é bom, nunca falaram mal dele, mas eu não o conheço bem. Agora, estamos preparando um material para que as pessoas me conheçam, saibam quem eu sou; de onde eu venho, o que já fiz. Eu vejo que muitas pessoas têm referência do meu nome, mas uma boa parte da população ainda não tem. Durante a campanha vamos fazer esse trabalho e acredito que vou crescer nas pesquisas fortemente, quando as pessoas conhecerem a mim, a minha história e o meu trabalho político.

Autor(a): Vander Lúcio Barbosa/Claudius Brito

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