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Villa Lobos: Paralisação de obras do residencial aguarda definição

Geral Comentários 03 de junho de 2016

Conjunto com 194 casas deveria estar pronto desde 2012. No ano passado, as obras foram paralisadas, transformando o sonho de muita gente em pesadelo


Segue ainda indefinida a situação dos adquirentes de imóveis do Residencial Villa Lobos, localizado próximo à Base Aérea de Anápolis. Cerca de 90% do conjunto habitacional já foi concluído, mas em algumas casas, já há perda de material pela demora na entrega O empreendimento – que deveria ser entregue em 2012 – está paralisado desde fevereiro do ano passado.
Há poucos dias, o assunto foi tema de uma sessão especial na Câmara Municipal, coordenada pelo Vereador Paulo de Lima (PDT), que vem acompanhando de perto a questão, que envolve um grupo grande de pessoas, algumas delas que depositaram as suas fichas no sonho de ter uma casa própria e, desde então, vivem um pesadelo.
O vereador Paulo de Lima recebeu os proprietários das casas no Residencial Villa Lobos e representantes da Caixa Econômica Federal (CEF), do Ministério Público, da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e o presidente da Comissão de Direitos do Consumidor da Câmara Municipal de Anápolis, vereador Amilton Filho (SD), sendo que, na ocasião, foi discutida a paralização das obras no local e o atraso na entrega das residências.
Paulo de Lima explicou que a Câmara Municipal, dentro de suas prerrogativas, pode apenas auxiliar os proprietários a buscar explicações para a situação. “A intenção dessa reunião foi saber o que acontece na obra, o motivo da paralisação e como essas pessoas poderão ter a certeza do retorno de seus investimentos”, explicou.
De acordo com o presidente da Associação de Moradores do Condomínio Villa Lobos, Leandro Carneiro, a construção foi paralisada com quase 90% das obras concluídas. “Algumas casas já possuem cerâmica e falta pouca coisa. Enquanto isso há perda de material porque os quatro anos de atraso deixaram tudo no sol, chuva e abandonado. Queremos uma solução”, afirmou Carneiro.
A obra é financiada pela Caixa Econômica Federal, mas a empresa que executa a construção está atualmente em recuperação judicial. Outra empresa da área, a Formatto, se propôs a continuar o andamento e finalização do Condomínio. O processo está em negociação e, segundo um dos representantes desta construtora, acontecem constantes reuniões entre a empresa e a financiadora para concluir as negociações.
O Condomínio contém 194 casas e, destas, a CEF afirmou que se interessa em finalizar a construção das 123 que foram financiadas pela instituição. Segundo mencionou o advogado que representa os proprietários, Tiago Issa, a Caixa deveria ser responsabilizada pela situação porque financiou o empreendimento desde o início e esse foi um dos motivos que ocasionou a falta de verba financeira para a paralisação das obras.
As demais informações trazidas por ele advogados foram de que o Ministério Público do Estado de Goiás afirmou acreditar que houve erro da Caixa Econômica Federal em liberar dinheiro para a execução das obras. O advogado da Associação de Moradores do Villa Lobos, disse que várias reuniões têm acontecido para buscar as soluções, “mas fica tudo em palavras e não vemos ações”, ressaltou.
O vereador Amilton Filho lembrou, ao final da reunião, que o problema é complexo. “O que podemos fazer agora, enquanto Câmara Municipal é pressionar a Caixa para liberar o dinheiro para o término da obra. O que precisa agora, pelo que pudemos entender, é da parte financeira ou para a empresa interessada em assumir a conclusão da construção ou para outra construtora concluir o que é feito ali”.
Foi lavrada uma ata de toda a discussão. Agora será formada uma comissão com todos os interessados no término da construção do Residencial Villa Lobos, incluindo Câmara Municipal, Ordem dos Advogados do Brasil, Associação dos Moradores do Villa Lobos e a construtora que deseja concluir a obra, com o intuito de sensibilizar a Caixa Econômica Federal para liberar o financiamento necessário para continuar e concluir o condomínio. (Com informações da assessoria da Câmara Municipal)

Autor(a): Da Redação

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