(62) 3317 5500 • comercial@jornalcontexto.net

“Viagra feminino” foi aprovado nos EUA

Saúde Comentários 26 de agosto de 2015

A agência americana destinada ao controle de alimentos e remédios, regulamentou o primeiro medicamento desenvolvido para estimular a libido feminina


O primeiro medicamento para estimular a libido feminina, a flibanserina, foi aprovado hoje pela FDA, a agência reguladora de alimentos e remédios nos Estados Unidos. Essa é primeira vez que as mulheres com baixo interesse sexual têm uma alternativa para tratar o problema. O nome comercial do remédio será Addyi.
De acordo com os documentos oficiais da FDA, as mulheres que usaram o remédio no período de um mês afirmaram ter, em média, 4,4 experiências sexuais satisfatórias. O grupo que tomou placebo relatou uma média de 3,7. O medicamento é destinado para mulheres que ainda não entraram na menopausa.
As propriedades da molécula da flibanserina foram descobertas acidentalmente, durante testes para remédios antidepressivos. Uma situação semelhante havia já ocorrido com o Viagra masculino -- a pílula azul fora inicialmente desenvolvida para combater a hipertensão.
Desenvolvida pelo laboratório Sprout Pharmaceuticals, a flibanserina já havia sido rejeitada duas vezes pela FDA. A primeira desaprovação ocorreu em 2010 e, posteriormente, em 2013. A agência alegara que a eficácia do remédio era muito modesta em comparação aos efeitos do grupo que tomou placebo.
A grande dificuldade da ciência em encontrar um medicamento para resolver os problemas das mulheres reside na complexidade da sexualidade feminina. Considerado mais subjetivo, o desejo feminino depende de elementos que não são apenas sexuais, como humor, estresse cotidiano, bem-estar, confiança e atração pelo parceiro.
A flibanserina tem um mecanismo de ação completamente diferente do Viagra. O comprimido azul age apenas localmente, com o aumento do fluxo sanguíneo para o pênis para estabelecer e manter uma ereção. Outra diferença em relação à pílula dos homens é que a flibanserina não funciona de forma imediata. As mulheres que receberem a prescrição deverão ingerir o comprimido todas as noites antes de dormir por, pelo menos, quatro semanas até sentirem os primeiros efeitos positivos. O auge da melhora só ocorre após dois meses de tratamento.

Autor(a): Da Redação

Comentários


Deixe seu comentário Dê sua opinião a respeito desta notícia. Seu e-mail não será publicado.


Código Anti Span Incorreto!
Obrigado! Seu comentário foi postado com sucesso!
Falhou! Preencha todos os campos obrigatórios (*)

+ de Notícias Saúde

Saúde realiza vacinação contra a gripe até dia 26 de maio

19/04/2017

A 19ª Campanha Nacional de Vacinação contra a Gripe começou na última segunda-feira, 17, e as vacinas estão disponívei...

Vereadora consegue recursos para castração de animais

19/04/2017

A vereadora Thaís Souza (PSL) conseguiu junto ao deputado estadual Lincoln Tejota (PSD), uma emenda de R$ 180 mil será dest...

Medo da febre amarela? tire suas dúvidas

07/04/2017

Desde 1980 o Brasil não registrava um surto tão grande de febre amarela. De dezembro para cá, houve 2 104 casos notificado...

Dengue recua, mas a população ainda precisa ficar atenta e manter o combate

07/04/2017

A população anapolina pode comemorar. Os registros oficiais da Secretaria Estadual de Saúde, referentes à semana 13- de 0...