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Viaduto não resolve em definitivo acesso ao DAIA

Cidade Comentários 12 de junho de 2014

Superintendente do DNIT anunciou que deverá ser construída uma “trincheira”, para que a ligação de Anápolis com o DAIA tenha um tráfego mais eficiente


Um das participações mais aguardadas no seminário "DAIA - Perspectivas e Soluções", promovido pela Federação das Indústrias do Estado de Goiás (FIEG), juntamente com a sua Regional no Município e a Associação Comercial e Industrial de Anápolis, foi a do superintendente regional do DNIT em Goiás e no DF, Flávio Murilo G. Prates de Oliveira, para falar sobre a questão do viaduto que está sendo construído na BR-060, no trevo que dá acesso àquele núcleo industrial. O evento ocorreu na última terça-feira, 10, na sede administrativa do Distrito e contou com a presença de várias autoridades.
O superintendente do DNIT fez uma longa explanação sobre a situação que envolve a construção do viaduto e afirmou que, em nenhum momento, o órgão fugiu às responsabilidades do problema. Na oportunidade, ele anunciou que a partir de quarta-feira (11), a empresa responsável iria liberar uma “alça” na via do lado direito (sentido Goiânia-Anápolis), com o intuito de minimizar o problema dos engarrafamentos.
Questionado se o viaduto irá resolver em definitivo os problemas de tráfego na região, Flávio Murilo surpreendeu ao afirma que, após a conclusão da obra, deve ser necessária a construção de uma trincheira, para melhorar a ligação da Cidade com o Distrito Agro Industrial e que, entre a elaboração de projetos, realização de licitação e a execução da obra em si, deve levar, pelo menos, dois anos. Sobre o cronograma do viaduto, o superintendente adiantou que a previsão era para o mês de agosto. Mas, devido ao problema ocorrido em uma das colunas de sustentação que começou a ceder, será necessária uma prorrogação de mais, pelo menos, 45 dias, o que deverá postergar a entrega para o final de setembro ou início de outubro. Durante a reunião ficou acertada a visita de uma comissão, liderada pela FIEG ao DNIT e ao Ministério dos Transportes para negociar uma solução e viabilizar os recursos.
O Prefeito João Gomes (PT), foi o primeiro a fazer a sua exposição sobre os temas relacionados, dentre eles, quanto à cobrança do IPTU. A queixa dos empresários é de que a Prefeitura cobra o tributo, porém não há a contrapartida desejável de serviços. Outra agravante: em alguns casos, as dívidas do IPTU são “herdadas” por investidores que adquirem áreas no DAIA e, muitas das vezes, ficam até sem condições de receber certidões por conta desse entrave. Em resposta, João Gomes afirmou que o Município já negociou os IPTUs anteriores com o Estado e eles estão sendo quitados (via Goiasindustrial). O pagamento está sendo parcelado. Caso seja interrompido, as empresas voltarão a ter problema. E, ainda, que o recurso da arrecadação do IPTU é aplicado em melhorias para toda a Cidade. Outra questão levantada é que, com frequência, chegam às entidades classistas reclamações dos empresários estabelecidos no DAIA com relação ao comércio existente nas proximidades de algumas empresas à margem de qualquer tipo de fiscalização, inclusive sobre venda de bebidas alcoólicas, o que é totalmente incompatível para aquela região. O prefeito disse que a responsabilidade principal de fiscalizar o comércio de ambulantes é da Goiasindustrial, mas que está disposto a colaborar para resolver o problema. Os ambulantes que atualmente trabalham são poucos, disse ele, e não foram legalizados pela Prefeitura.
Uma preocupação recorrente dos empresários do DAIA é com relação à Ferrovia Centro-Atlântica (FCA), no que diz respeito à necessidade de uma melhor sinalização ao longo do trecho, já que a mesma corta o Distrito. Além disso, os empresários esperam que seja feita a integração das ferrovias Centro-Atlântica e Norte-Sul, quando esta última estiver em plena operação. Outro fator de suma importância é criar uma passagem para carros, caminhões e pedestres no ponto onde a ferrovia cruza a pista (passagem de nível) de acesso a Plataforma Multimodal de Anápolis, uma vez que, quando o trem está manobrando no Porto Seco de Anápolis, o mesmo interrompe o trânsito, muitas vezes por mais de uma hora todos os dias, causando prejuízo às indústrias.
O gerente de Relações Institucionais da VLI, empresa que opera a ferrovia, José Osvaldo Cruz, destacou que, em curto prazo, a VLI estuda melhorar a sinalização e aumentar a área de manobra dos trens. O gerente solicitou à FIEG que organize reunião com a Ferrovia Centro-Atlântica para discutir, com detalhes, a solução definitiva da questão do cruzamento de trem no DAIA. Como medida de longo prazo, a VLI apontou como solução a construção de trincheira ou passagem aérea. Neste caso, com a possibilidade do ingresso de recursos por parte do DNIT, para programas de mobilidade.

Energia e esgoto
O suprimento de energia, em quantidade e qualidade, é uma das mais relevantes preocupações dos empresários estabelecidos no DAIA. Conforme foi relatado durante o seminário, em alguns casos, empresas que estão ampliando suas plantas produtivas têm de recorrer à instalação de grupos geradores. Há preocupação sobre a suficiência da produção para atender às demandas atuais e futuras do Distrito, uma vez que há muitos projetos de novas indústrias e ampliações.
O diretor de Planejamento e Expansão da Celg, Humberto Eustáquio Tavares Corrêa, anunciou que, até 2016 a Celg dobrará a capacidade de suprimento de energia no DAIA. Isso decorrerá de investimento em nova subestação, transferirá da subestação do DAIA para outras o fornecimento de energia para os municípios de Leopoldo de Bulhões e Goianápolis e com parcerias com empresas ali existentes para melhorar a infraestrutura de distribuição de energia.
Outra grande preocupação levantada pelos empresários foi quanto ao funcionamento precário da Estação de Tratamento de Esgoto. A ETE, há meses, está exalando um odor desagradável, que, em determinados horários, alcança quase toda a Cidade de Anápolis, como já foi amplamente divulgado, inclusive, com aplicação de multas por parte dos órgãos ambientais. Foi levantada, também, a necessidade de um estudo sobre a capacidade daquela estação para atender a atual e a futura demanda das empresas instaladas e a se instalarem no DAIA, visto que esse é um serviço essencial, assim como, também, se faz necessário melhor orientação e acompanhamento sobre o pré-tratamento que as empresas devem fazer antes de lançarem seus resíduos na ETE.
A secretária estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos, Jacqueline Vieira da Silva, disse que a responsabilidade pela solução da ETE no DAIA é da Goiasindustrial, mas a SEMARH está disposta a ajudar no que for necessário para resolver o problema. Comentou, também, que a solução tem que ser dada urgentemente, devido a prazos estabelecidos pelo Ministério Público. Quanto aos resíduos sólidos, a secretária disse que essa responsabilidade é das próprias empresas.
Os problemas de segurança na região do DAIA também foram tratados no seminário, com a participação do Comandante do 3º Comando Regional da Polícia Militar, Coronel Juverson Augusto de Oliveira e pelo Delegado Regional da Polícia Civil, Álvaro Cássio. O representante da PM reconheceu que é preciso melhorar a segurança e pediu ajuda das lideranças empresariais para apoiarem politicamente a demanda por mais quatro viaturas, duas motos e 40 novos policiais para reforçar 24 horas por dia a segurança no DAIA e bairros adjacentes.


SICGoiasindustrial
A última parte do seminário contou com a participação dos principais órgãos de governo envolvidos diretamente com o DAIA, no caso, a Secretaria de Estado de Indústria e Comércio (SIC) e a Goiasindustrial, que têm à frente os anapolinos William Leyser O´Dwyer e Ridoval Chiareloto.
Na ocasião, o titular da SIC, William O´Dwyer, anunciou que assinou, recentemente, a documentação pertinente à desapropriação de 14 alqueires de terra, que será destinada à expansão do DAIA. Além disso, o Governo está trabalhando para viabilizar mais 50 alqueires, assim como a retomada de áreas que não estão sendo utilizadas pelas empresas contempladas. Atualmente, segundo o presidente da Goiasindustrial, Ridoval Chiareloto, há cerca de 60 indústrias aguardando áreas para se instalarem no Distrito. Ele também citou, em resposta aos problemas com a Estação de Tratamento de Esgoto, a execução de um convênio com a SIC para liberação de R$ 8 milhões para obras na ETE. Ridoval assinalou que mais de R$ 20 milhões foram investidos em pouco mais de um ano no DAIA e declarou, ainda, que a obra do Anel Viário, que tem um investimento de R$ 10 milhões, está em andamento e não está parada, como se chegou a afirmar.
Ridoval comentou a necessidade de serem instaladas no DAIA: creche, centro de convivência para os trabalhadores, estacionamento para caminhões com acomodações destinadas aos motoristas, bancos e escolas profissionalizantes. Para que isso aconteça, ele adiantou que irá submeter tais propostas à assembleia geral do DAIA, presidida pelo secretário William O’Dwyer.


Estudo
Durante o seminário, a FIEG lançou o primeiro estudo da série Polos Industriais de Goiás, neste caso, sobre Anápolis. Constituído de três partes, o levantamento sobre o Polo Industrial de Anápolis traz informações gerais sobre: a) o perfil da atividade industrial na região; b) uma análise dos principais problemas que dificultam a operação e o crescimento das empresas; c) uma pesquisa de campo com as empresas do DAIA sobre temas como recursos humanos, logística, mercados fornecedores e compradores, meio ambiente, burocracia, dentre outros. No futuro, a Federação das Indústrias dará continuidade à série, com diagnósticos dos polos industriais de Aparecida de Goiânia; Rio Verde; Catalão; Itumbiara; Norte Goiano, Entorno do Distrito Federal e Goiânia. (Com informações da Ascom/FIEG)

Autor(a): Claudius Brito

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