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“Viaduto do DAIA já deveria estar pronto”, diz Rubens Otoni

Cidade Comentários 09 de setembro de 2011

Deputado federal do PT considerou “ridícula” a recomendação do Ministério Público Federal em Anápolis para que uma nova licitação para a obra seja feita em 30 dias


Cancelada por conta de sobrepreço em seu orçamento, denunciada pelo Ministério Público Federal em Anápolis, a construção do viaduto no trevo de acesso ao Distrito Agro Industrial de Anápolis volta a ser motivo de polêmica na Cidade. Esta semana o MPF emitiu documento em que recomenda a abertura de uma nova licitação para a execução da obra, no prazo de 30 dias, tendo em vista o clamor popular e a necessidade premente de se equacionar o escoamento do tráfego naquele setor da BR 060, saída para Goiânia e para a região da Estrada de Ferro (GO 330) que corta, ao meio, o Distrito Agro Industrial de Anápolis. O deputado federal Rubens Otoni (PT) um dos “padrinhos” da obra, disse pelas emissoras de rádio da Cidade que o viaduto já deveria estar pronto, mas a execução da obra esbarrou em proposta do Ministério Público Federal que, à época, detectou falhas na composição orçamentária do referido serviço. Segundo o que se publicou na ocasião, haveria um sobrepreço de, aproximadamente, R$ 10 milhões. Depois de refeitos os cálculos, o Departamento Nacional de Infraestrutura e Transportes (Dnit) calculou em R$ 5 milhões o sobrepreço, ou seja, o cálculo a maior para a realização do serviço. Rubens Otoni não poupa críticas ao, então, senador Marconi Perillo que teria arguido essa diferença, propondo uma auditoria na licitação, o que, de alguma forma, teria apressado ou influenciado na investigação do Ministério Público.
Críticas
Em suas colocações, o parlamentar petista disse que “se não fosse essa intervenção, a obra já estaria pronta. Agora, não se sabe se a nova proposta orçamentária será do mesmo valor, passado tanto tempo. Pode ser que o serviço fique, até, mais caro”, justificou o parlamentar, muito embora já existam cálculos de que o serviço poderá ser feito com valor bem abaixo do que foi estipulado na primeira licitação. E mais: segundo ele, como houve a interceptação do Ministério Público Federal, o Governo Dilma vai seguir a todas as orientações dele advindas. “Vamos fazer a obra do jeitinho que eles determinarem”, disse o deputado, alegando que, “assim, não haverá dúvidas”. Ainda sobre a intervenção do MPF, o deputado alegou que “se a obra não saiu, não foi por falta de recursos. O dinheiro tem, mas como eles entendem que está errado, vamos fazer a nova licitação”. Ao criticar, mais diretamente, a participação do MPF, Rubens Otoni disse que “esta recomendação não significa nada. Não tem força alguma. Recomendar é mais ou menos dar um palpite, uma sugestão. O Ministério Público chegou à conclusão que todo mundo já sabe: a obra é importante e fundamental”, alegou. Além disso, o parlamentar petista assegurou que esta posição “beira o ridículo, pois sinaliza que o Ministério tem interesse que a obra seja realizada e esta é uma forma de demonstrar isso”. Disse, concluindo, que o Governo Federal vai fazer todas as modificações sugeridas no projeto e que “o mais difícil já foi conseguido, que é o dinheiro”.

Autor(a): Da Redação

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