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Vereadores e CMTT divergem sobre investimentos no trânsito

Trânsito Comentários 08 de novembro de 2014

Dados recentes do Denatran, levantados pelo CONTEXTO, mostram que a frota do Município, já é de mais de 235 mil veículos. Questão traz à tona debate crítico sobre o problema


Há poucos dias, a Prefeitura de Anápolis anunciou um convênio com a Caixa Econômica Federal, que vai destinar ao Município, R$ 77 milhões do programa Pró Transportes - PAC 2 - Mobilidade Médias Cidades, originário do Ministério das Cidades. É uma iniciativa que já vem sendo trabalhada de algum tempo e visa, sobretudo, fortalecer os corredores do transporte de massa de passageiros, ampliação de ciclovias e melhorias no tráfego nos principais eixos viários urbanos.
Mas, a boa notícia trazida pelo Prefeito João Gomes (PT), não serviu para acalmar os ânimos dos vereadores e, na sessão ordinária da última terça-feira, 05, vários parlamentares - de oposição e da base do Poder Executivo - dispararam críticas à Companhia Municipal de Trânsito e Transporte (CMTT). O coro foi puxado pelo vereador Jean Carlos (PSB), que é do mesmo partido e “companheiro”, segundo ele mesmo disse, do diretor da autarquia, Alex Martins Araújo. O vereador apresentou um pedido para que a CMTT apresente um balanço sobre os recursos arrecadados com os mais de 50 pontos que possuem equipamento de monitoramento eletrônico - pardais e lombadas - e o que, do total arrecadado, foi reinvestido em educação para o trânsito, conforme preconiza a lei. Ele também observou que Anápolis comporta um número maior de agentes de trânsito. Hoje, disse, eles seriam apenas 40 enquanto o ideal seria um para cada grupo de mil veículos. Além do que, só há um profissional especializado em engenharia de tráfego.
No meio deste fogo cruzado, estão motoristas e pedestres convivendo com uma situação nada fácil. E as estatísticas mostram um pouco da extensão do problema, que não se resolve da noite para o dia. Segundo dados levantados pelo CONTEXTO junto ao Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), até o mês de agosto (últimos dados consolidados), a frota de veículos emplacados em Anápolis era de 235.773. Considerando a população estimada pelo IBGE para 2014, que é de 361.991, temos aí, portanto, uma média de 0,65 veículos por habitante. Pior é que, a cada mês, estima-se que, pelo menos, mil novos veículos reforcem a frota local. É uma corrida desigual e as consequências refletem o que as pessoas vêm pelas ruas: congestionamentos por todos os lados.
Do total de veículos, 117.499 são automóveis de passeio e 65.054, motocicletas e motonetas, o restante da frota é composto por caminhões, caminhonetas, ônibus, dentre outros. O crescimento da frota está diretamente ligado às facilidades que a população tem hoje para adquirir um veículo. Se, por um lado, essa facilidade é um complicador, porque a infraestrutura da Cidade, que não foi planejada lá atrás para comportar este número crescente de veículos, por outro, há um dado positivo e que tem a ver com a segurança dos condutores: a frota está se renovando. Pelos números do DETRAN, Anápolis tem, hoje, 85 veículos emplacados no Município, dos anos de 1929 a 1959; dos anos de 1960 a 1979, são 12.882 veículos; de 1980 a 1999, são 64.332 veículos e de 2000 a 2014, são 155.082.
Conclusão: é muito carro e muita coisa para se fazer nesta área do trânsito. E, muito já se fez, aliás, como reconhecem os vereadores de vários partidos que dirigiram críticas à CMTT. Mas, o fato é que há o caminho para avançar ainda é muito grande. E, quem diria que Anápolis teria tantos viadutos, urbanos e nas rodovias que a circundam. A própria necessidade, muitas das vezes, é que abre o caminho das mudanças. Daí, passo a passo, é possível percorrer distâncias maiores, deixar para trás alguns obstáculos e encontrar outros pelo caminho.

O plano de mobilidade
O Plano de Mobilidade Urbana, ou, parte dele, apresentado pela Prefeitura de Anápolis, durante a assinatura do convênio com a Caixa Econômica para a destinação de verbas do PAC-2, no valor de R$ 77 milhões, terá como foco principal os corredores do transporte coletivo.
A diretora de Transportes da CMTT, Fernanda Mendonça, que fez parte da equipe responsável pelo projeto, explicou que serão implantados seis corredores nas avenidas que ligam os extremos do município. Na Brasil Norte e Sul e Universitária, serão implantados corredores exclusivos para o transporte público. Já nas avenidas Pedro Ludovico; Presidente Kennedy; Fernando Costa, São Francisco e JK, serão adaptados corredores preferenciais. “Estas obras representarão um novo paradigma para a mobilidade urbana de Anápolis”, destacou, informando ainda, que os projetos contemplam a implantação de calçadas com acessibilidade e ciclovias.
O diretor da CMTT, Alex de Araújo Martins, informou que ainda não há um prazo para o início dos projetos do PAC-2 Mobilidade Urbana. Segundo ele, há todo um procedimento burocrático a ser percorrido até que seja escolhida a empresa ou empresas que vão executar as obras. “São projetos complexos e que envolvem uma monta considerável de recursos. Mas a Prefeitura está trabalhando para que, o mais breve possível, os projetos sejam executados”, frisou.

Educação no trânsito
Sobre as queixas dos vereadores de que a CMTT não estaria realizando ações educativas, o diretor apresentou com exclusividade para o CONTEXTO, um relatório produzido pela Gerência de Educação para o Trânsito, relativo ao período de 1º de janeiro a 06 de novembro deste ano, que destaca um total de 215 atividades diversas, que atingiram um público de 37.262, sem contar com as blitzen educativas que são direcionadas ao público geral e têm um alcance bastante elevado.
Entre as atividades educativas em que foi possível quantificar os participantes, o relatório destaca: minipalestras, orientações e teatro (6.330); campanha de volta às aulas (12.280); atividades lúdicas com palhaços (500); Prefeitura nos Bairros (1.700); Conscientização e Adesivação em Veículos - Campanha Trânsito mais Seguro (9.500); Jogos e oficinas de arte educativa para o trânsito (5.100); reuniões com pais nas escolas (1.200).

Autor(a): Claudius Brito

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