(62) 3317 5500 • comercial@jornalcontexto.net

Vereadores brigam por creche que nem existe ainda

Cidade Comentários 17 de junho de 2011

Parlamentares municipais protagonizaram uma discussão ácida que começou com uma simples divergência de um beneficial social importante: a construção de uma creche


A discordância entre os vereadores Assef Nabem (PMDB) e Gina Tronconi (PPS), acerca da construção de uma creche na região do Setor Aeroporto, acabou se transformando numa verdadeira batalha verbal na Câmara Municipal na última semana. O clima esquentou entre os parlamentares que, durante o calor dos debates, trouxeram à tona questões antigas e, algumas, escabrosas, até.
O vereador Assef Nabem reclamou que a colega teria usado o termo “curral eleitoral” em relação ao setor no qual ele reside (Jardim Alvorada) e se coloca como representante e onde pretende que seja construída a creche. Além do que, apontando que o vereador estaria contra a criação da creche no Setor Aeroporto. Nabem retrucou a Gina Tronconi, levando para o debate uma cartilha do MEC, explicando que a construção de creches não poderia ser próxima a alguns locais como aeroportos. Ele ressaltou não ter nada contra o projeto, dizendo que se trata, apenas, de uma questão técnica, já que a não observância do requisito, implicaria em não repasse de recurso federal para a referida obra. Já a vereadora retrucou, apresentando cópia de um boletim retirado da internet da Prefeitura, em que a mesma afirma que o Centro Municipal de Educação Infantil estava orçado em R$ 800 mil e o custeio seria através do Tesouro Municipal. Ou seja: não seria com recurso federal e, neste caso, a Prefeitura poderia fazer livremente a escolha do local.
Confusão
Até neste ponto, a discussão, embora técnica, mas com pitadas políticas, não havia superado as raias do bom senso e da impessoalidade.
Mas o debate começou a sair do eixo quando os vereadores trocaram acusações de que não sustentavam as suas palavras. A vereadora Gina Tronconi lembrou o episódio em que o colega Nabem, na tribuna, durante a legislatura passada, denunciou que um empresário teria aparecido na Câmara com uma “mala preta” de dinheiro que seria propina para vereadores votarem em um projeto que beneficiaria um laboratório da Cidade, o que depois o vereador alegou não ter sido uma denúncia de sua parte, mas de terceiros e que teve apenas conhecimento e que teria sido uma “tentativa de suborno”. Jogando lenha na fogueira, o vereador Mauro Severiano (PDT) entrou no debate lembrando o caso da indústria que fica no loteamento Cidade Jardim e que teria oferecido uma proposta de compra da casa da vereadora, cujo valor venal era de R$ 350 mil e a pedida feita seria de R$ 2,5 milhões. A vereadora reside ao lado da referida empresa e, há anos, vem demandando na justiça por se considerar prejudicada pelo barulho, pela poluição e por, segundo ela, estar em situação de risco iminente. Mas, pontuou que sua casa nunca esteve à venda e que o valor colocado era uma forma de demonstrar isso. Ela observou que nunca foi contra a empresa, mas defendeu que a mesma deveria ocupar o lugar onde devem estar as empresas de grande porte da Cidade, que é o Distrito Agroindustrial e disse que, de fato, entrou com uma ação de danos morais e uma outra contra o Município com relação à preservação de áreas verdes na região do Cidade Jardim. Este assunto, à época, causou grande repercussão na Cidade e sessões bem tumultuadas na Câmara Municipal. Falou-se, na ocasião, que vereadores inclusive alguns que foram reeleitos, receberam dinheiro da referida empresa para não votarem pela desocupação de uma área pública adquirida pela empresa através de licitação e que faz divisa com a residência da vereadora.
O vereador Domingos de Paula (PTB) lembrou que constantemente, surgem comentários como o da “mala preta”, embora sem comprovação, que colocam em dúvida a idoneidade dos vereadores. Ele disse que recentemente, trocou de carro e já ouviu insinuações. “Mas o carnê está aqui comigo com 36 meses para pagar”, sublinhou. O vereador Mauro Severiano mencionou que a vereadora Gina Tronconi tem demonstrado não gostar da atividade. “Se não gosta de ser vereadora, que renuncie”, desafiou.
Ela, por sua vez, disse que não é vereadora de carreira. “Falo o que penso e não fico fazendo fuxicos e nem conchavos. Não sei se serei candidata e se, se for candidata, se vou ser eleita”, disparou. Pelo visto, a discussão está só no começo.

Autor(a): Da Redação

Comentários


Deixe seu comentário Dê sua opinião a respeito desta notícia. Seu e-mail não será publicado.


Código Anti Span Incorreto!
Obrigado! Seu comentário foi postado com sucesso!
Falhou! Preencha todos os campos obrigatórios (*)

+ de Notícias Cidade

Cemitérios Municipais recebem obras para o feriado de Finados

20/10/2017

A Secretaria de Obras e Serviços Urbanos da Prefeitura está concluindo a limpeza e a manutenção, realizadas no Cemitério...

Iniciada a construção de calçadas em toda a Avenida Brasil Norte

20/10/2017

A Avenida Brasil ainda está em transformação. A via recebe, neste momento, intervenções que já deram um novo perfil par...

Estado vai repassar o prédio da Rodoviária para a Prefeitura

20/10/2017

O prédio do Terminal Rodoviário “Josias Moreira Braga” será incorporado ao patrimônio do Município. A transferência...

SANEAGO reconhece falhas, mas não admite a falta de água

20/10/2017

Várias ocorrências de desabastecimento de água foram registradas em Anápolis, entre quarta e quinta feiras (dias 18 e 19 ...