(62) 3317 5500 • comercial@jornalcontexto.net

Vereador preso pode deixar a cadeia depois do feriado

Política Comentários 29 de abril de 2012

Advogados que atuam na defesa do vereador Wesley Silva vão usar todas as ferramentas jurídicas para liberá-lo da prisão preventiva. Partido do vereador aguarda desdobramento para tomar decisões


A defesa do vereador Wesley Silva vai protocolar, nesta sexta-feira, 27, na Justiça, o pedido de liminar visando a liberação dele. A informação foi repassada ao CONTEXTO pelo advogado Roldão Izael Cassimiro, que é Procurador do Legislativo e vem acompanhando o caso. Segundo ele, a expectativa é de que a soltura ocorra até a próxima quarta-feira, 02.
O pedido, adiantou Roldão, irá acompanhado de certidões negativas que atestam os bons antecedentes do vereador, assim como de depoimentos de lideranças dos meios político e empresarial, no tocante à atuação de Wesley Silva como vereador na Cidade, além, ainda, dos comprovantes de residência fixa. Ou seja: a ideia é mostrar que o vereador não representa um risco para a sociedade. Caso não seja acatado o pedido via liminar, será impetrado um habeas corpus. O advogado destacou que serão utilizados os mecanismos jurídicos possíveis, mesmo porque, segundo ele, no próprio despacho do juiz que decretou a prisão preventiva, não há elementos comprobatórios de crime por ele praticado. Roldão Cassimiro não acredita que haverá a necessidade de recursos a tribunais superiores e que tudo está sendo feito para se resolver a questão o mais rápido possível.
O vereador foi detido na manhã da última quarta-feira, 23, em sua residência, no Bairro São Carlos, em cumprimento aos mandados expedidos pelo juiz substituto da 5ª. Vara Criminal de Brasília, Felipe de Oliveira Kersten, em uma operação policial denominada Saint Michel, executada pela Polícia Civil do Distrito Federal juntamente com o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), contando, ainda, com o apoio do Ministério Público do Estado de Goiás (MP-GO).
Na operação Saint Michel, foram presos o ex-diretor da Delta Construções no Centro-Oeste, Cláudio Abreu e Dagmar Alves Duarte. Cláudio Abreu foi afastado da empresa, depois de revelada pela Operação Monte Carlo, a sua ligação com Carlinhos Cachoeira. Dagmar Alves e o vereador Wesley Silva, tiveram o pedido de prisão preventiva pedido pelo juiz, sob a argumentação de que ambos estariam atuando como lobistas com o objetivo de se direcionar uma licitação para o contrato de bilhetagem eletrônica do transporte urbano de Brasília. Na Câmara Municipal foi cumprido um mandado de busca e apreensão no Gabinete do Vereador para o recolhimento de documentos e informações guardadas em computador.

Repercussão na Câmara e no PMDB
O caso envolvendo o vereador Wesley Silva pegou a todos de surpresa. Na Câmara Municipal, foi o assunto principal nos corredores da Casa e, também, entre os vereadores, que ainda tentam entender o que aconteceu. O vereador Domingos Paula de Souza (PTB) disse que, em princípio, acredita na inocência do colega, mas ressaltou que se, de fato, houver algo comprometedor, que seja plenamente investigados e apurados os fatos.
A Presidência do Legislativo age com cautela, aguardando maiores informações sobre os desdobramentos do caso, para ver se alguma medida deverá ser adotada no âmbito da Comissão de Ética. Wesley Silva, que está em cumprimento de seu primeiro mandato no parlamento anapolino, é vice-presidente da Mesa Diretora.
A mesma cautela está sendo adotada pelo partido do vereador, o PMDB. O presidente da legenda, Air Ganzarolli, disse ao CONTEXTO que espera informações mais consistentes sobre o processo envolvendo o vereador, que é vice-presidente do Partido. Segundo Ganzarolli, ele sempre teve uma atuação parlamentar e política dentro da legenda sem algo que viesse a desaboná-lo. O PMDB vai esperar também para ver qual será o posicionamento da Câmara Municipal a respeito do assunto. “Nós vamos agir com muita seriedade e prudência”, enfatizou.
O Prefeito Antônio Gomide comentou que, também, aguarda maiores esclarecimentos acerca do envolvimento de Wesley Silva nas denúncias que resultaram na Operação Saint Michel, que é um desdobramento da Operação Monte Carlo. Questionado se o caso poderia trazer algum tipo de prejuízo político em relação ao processo eleitoral, já que o PT de Antônio Gomide e o PMDB de Wesley Silva caminham para o entendimento de uma aliança, inclusive, com a possibilidade de os peemedebistas indicarem o candidato a vice na chapa majoritária (o vereador Wesley Silva é, até, um dos nomes cogitados), Gomide afirmou que não. “Mesmo porque não tem ainda candidato a prefeito e a vice-prefeito definidos. O que existe são conversas do partido sobre alianças. Nós temos até junho para essa definição”, ponderou.

Autor(a): Claudius Brito

Comentários


Deixe seu comentário Dê sua opinião a respeito desta notícia. Seu e-mail não será publicado.


Código Anti Span Incorreto!
Obrigado! Seu comentário foi postado com sucesso!
Falhou! Preencha todos os campos obrigatórios (*)

+ de Notícias Política

Congressistas de Anápolis ficam fora da lista do Ministro Fachin

12/04/2017

A divulgação da lista do ministro Luiz Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal, contendo os nomes de políticos e agentes...

PT já prepara nomes para as disputas em todos os níveis

12/04/2017

A ser mantido o calendário eleitoral para 2018, quando estão previstas eleições gerais (Presidente da República; governa...

PT elege novo diretório e parte para a restauração

07/04/2017

Após perder as eleições para a Prefeitura de Anápolis, município que governou por durante oito anos (Antônio Gomide e J...

Prefeitura estreita relações com o Tribunal de Contas

17/03/2017

O controlador geral do Município, Arinilson Gonçalves Mariano, visitou o Tribunal de Contas dos Municípios e foi recebido ...