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Vereador afirma que Wesley Silva não pode ser pré-julgado

Política Comentários 16 de agosto de 2012

Assef Nabem, do PMDB, defendeu o colega, dizendo que, antes de qualquer coisa, deve-se aguardar a decisão da Justiça, o que pode atravessar o mandato do vereador acusado em duas operações do MP


O vereador Assef Nabem (PMDB), defendeu o colega de partido, Wesley Silva, num discurso contundente na Câmara Municipal. A sua tese é de que, primeiro, a Justiça deve fazer o julgamento dos casos que envolvem o parlamentar, preso em duas operações: uma do Ministério Público do Distrito Federal, que investiga a participação dele num suposto esquema de lobby na licitação para a implantação da bilhetagem eletrônica no transporte público do DF, favorecendo a empresa Delta; a outra, do Ministério Público de Goiás, investiga a participação do parlamentar num esquema batizado de ‘mesadinha’, em que parte dos salários de servidores seria, segundo o Ministério Público, retornada ao Gabinete para gastos diversos.
O vereador Wesley Silva, em relação ao primeiro caso, permaneceu por mais de 50 dias no complexo penitenciário da Papuda, em Brasília. Em relação à Operação La Plata, do MPFGO, até quarta-feira, 15, o edil continuava estava recluso no Presídio Municipal.
Mesmo diante desse quadro, o vereador Assef Nabem pontuou que não deve haver nenhum pré-julgamento. Trocando em miúdos, a Câmara Municipal deveria aguardar para se posicionar. Só que, os processos são longos e, certamente, isso vai atravessar o mandato. Ele também critica o posicionamento do presidente do PMDB, Air Ganzarolli, que deseja encontrar uma solução urgente para evitar maiores desgastes ao Partido, causados pelas duas prisões do vereador Wesley Silva. Há, inclusive, informações de que os diretórios, regional e nacional, também, já se sentem incomodados com a situação.

Pressão
E não é só o PMDB que está sob pressão devido às denúncias e prisões do parlamentar do PMDB. A Câmara Municipal, também, está sendo pressionada a dar um posicionamento. No começo da semana, farto material apócrifo foi jogado nas proximidades do prédio do parlamento, cobrando uma tomada de posição dos vereadores. A Justiça do Distrito Federal chegou a encaminhar à Mesa Diretora, um pedido formal para a abertura de processo disciplinar. Inicialmente, o pedido foi encaminhado à Comissão de Constituição e Justiça e o entendimento da comissão é de que deveria ser criada uma Comissão de Ética para apurar e dar parecer sobre possível quebra de decoro do parlamentar. Só que isso não ocorreu e o assunto nem sequer foi ventilado.

Autor(a): Da Redação

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