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Verão favorece a conjuntivite

Saúde Comentários 12 de fevereiro de 2010

A conjuntivite, assim como a gripe, pode ser transmitida pelo ar. Ma as água contaminada também pode ser um grande vetor. Por isso, no verão, os cuidados devem ser maiores


Durante o verão, os clubes ficam cheios. Muitas pessoas elegem as piscinas como maneira de aliviar o forte calor. Mas é preciso tomar cuidado. A água que refresca, também pode transmitir algumas doenças. E entre essas doenças, está a conjuntivite – uma inflamação da conjuntiva. “A parte branca do olho é chamada de esclera, uma membrana muito fina, a conjuntiva, reveste a esclera. Qualquer alteração, seja uma inflamação ou irritação nessa parte do olho é chamada de conjuntivite”, explica o médico oftalmologista Antônio Mendes Júnior.
A conjuntivite, assim como a gripe, pode ser causada por vírus; além disso, as bactérias também são agentes infecciosos da doença. Mas o problema pode ter origem em fatores externos – conjuntivite inflamatória - ou ainda ter origem alérgica. “80 % das conjuntivites são virais, subtipos do vírus da gripe. Se em algum local estiver ocorrendo um surto viral, pode ser que através da contaminação da água ou do contato direto um número considerável de pessoas adquira conjuntivite”, afirma Antônio Mendes. “Entretanto, corpos estranhos como pequenos ciscos, grãos de areia e até mesmo a maquiagem podem ficar presos sob a pálpebra, irritar a conjuntiva, e causar uma conjuntivite”.
O principal sintoma da doença é a vermelhidão, mas também pode haver ardência, lacrimejamento, coceira e sensibilidade a luz. Segundo o oftalmologista Augusto Pereira, nas conjuntivites infecciosas viróticas pode ocorrer uma secreção amarelada, e nas bacterianas, secreção esverdeada. “Algumas conjuntivites podem causar também dor e inchaço da pálpebra”, afirma. Se a conjuntivite for viral, os sintomas demorarão de quatro a sete dias para aparecer, e de uma a quatro semanas para desaparecer. “Já as conjuntivites alérgicas, geralmente, são sazonais - ocorrendo sempre na mesma época do ano. Com uma duração variável, dependendo do paciente”.
Os sintomas são simples, e por isso, Antônio Mendes alerta para os perigos da auto-medicação. “Assim como existem vários tipos de agentes causadores da conjuntivite, existem tratamentos diferentes em cada caso. E o uso de medicação inadequada pode não fazer efeito algum, ou acabar piorando o quadro”. Além disso, várias outras doenças oculares têm início com a vermelhidão. Portanto, a melhor opção se houver algum sintoma é procurar um oftalmologista.
Separar lençóis, travesseiros, toalhas e até mesmo copos é uma maneira de evitar a contaminação. O oftalmologista Antônio Mendes ensina que durante o tratamento, deve-se usar toalhas de papel, ou lenços descartáveis para limpar a secreção dos olhos. “Muitas pessoas têm o hábito de usar lenços de pano, que são guardados no bolso e reutilizados depois. Isso é errado, pois acaba recontaminando os olhos. O ideal é utilizar lenços de papel, ou gases limpas e descartá-las logo após”, diz. Medidas de higiene como lavar as mãos várias vezes ao dia com água e sabão, ou utilizar álcool gel também devem ser tomadas. “Mesmo sem nenhum problema, o ideal é que as toalhas de rosto sejam individuais, assim como as de banho”, diz o médico oftalmologista, Roberto Prado Pigini. “A higiene ainda é a melhor medida de prevenção contra a conjuntivite”
Mais de 90% das conjuntivites tem uma evolução benigna. As complicações, geralmente, ocorrem em pacientes com imunodeficiência, imunidade baixa, ou problemas de saúde. Mas, se não tratada, a conjuntivite bacteriana pode causar problemas na córnea, ou uveite. “Já as conjuntivites virais, mesmo depois de passados os sintomas, podem levar a um problema na córnea chamado infiltrado sub-eptelial - em que o paciente enxerga de maneira embaçada, manchada”, alerta Antônio Mendes.

Para prevenir o contágio, tome as seguintes precauções:
Lave as mãos frequentemente;
Evite aglomerações ou frequentar piscinas de academias ou clubes e praias;
Lave com frequência o rosto e as mãos;
Não coce os olhos;
Aumente a frequência de troca das toalhas e sabonetes do banheiro, ou use toalhas de papel para enxugar o rosto e as mãos;
Troque as fronhas dos travesseiros diariamente enquanto perdurar a crise;
Não compartilhe esponjas, rímel, delineadores ou de qualquer outro produto de beleza;
Evite contato direto com outras pessoas;
Evite pegar crianças pequenas no colo;
Não use lentes de contato durante esse período;
Evite banhos de sol.

Autor(a): Carolina Umbelino

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