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Vendas de final de ano superaram as expectativas do comércio

Geral Comentários 12 de janeiro de 2018

No Natal, de acordo com a CDL nos variados segmentos do comércio, as vendas aumentaram entre 15% e 23%


Embora as estatísticas divulgadas pela entidade apresentem números totalmente contrários, as vendas de final de ano no comércio varejista de Anápolis superaram as expectativas dos lojistas, contrariando suas próprias previsões de pequeno aumento nos negócios em relação aos dois anos anteriores. De acordo com o presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), Wilmar de Carvalho, uma amostragem feita diretamente com variados segmentos do comércio varejista constatou que em todos eles as vendas foram bem superiores às registradas em 2016.
“Em todos os segmentos do comércio, as vendas de final de ano superaram todas as expectativas”, disse o presidente da CDL, revelando que o percentual de crescimento variou de 15% a 23%, dependendo do ramo de atividade de cada segmento. Ele conta que no setor de eletro-eletrônico, o crescimento nas vendas foi ainda maior, de 35%, segundo acredita, devido às promoções de muitos produtos realizadas pela maioria das grandes lojas desse segmento.
Wilmar de Carvalho disse que nos setores de confecções, calçados e perfumarias o aumento nas vendas também foi muito significativo, em torno de 20%, enquanto que no de brinquedos e de utensílios domésticos superaram a 15%. “Depois de dois anos de vendas ruins, o de 2017 foi o melhor final dessa década”, acrescentou o presidente da CDL, revelando que tão bom quanto às vendas foi o fato de que a maioria dos consumidores fez a opção pelo pagamento à vista.
Ele atribui a opção pelo pagamento à vista a cautela dos consumidores em assumir compromissos e ao seu receio com a crise financeira que vem afetando toda a população. “Com a crise, o consumidor ficou mais cauteloso e com medo de assumir compromisso e de se endividar, mesmo para pagamento em pequenas parcelas”, disse Wilmar de Carvalho. Para ele, ao optar pelo pagamento à vista, o consumidor acabou encontrando produtos com preços mais vantajosos, aproveitando as promoções que não aceitam pagamento parcelados

Estatística
Ao mesmo tempo em que fez uma avaliação das vendas de final de ano, Wilmar de Carvalho divulgou duas estatísticas da CDL sobre o comportamento das vendas em todo o mês de dezembro e da semana do Natal, quando os negócios no comércio varejista ficam mais aquecidos. O resultado contradiz a amostragem feita pela entidade com todos os segmentos do comércio varejista, com queda no número de consultas feitas ao SPC para as vendas para pagamento em parcelas ou com cheques pré-datados.
Na semana do Natal, de 16 a 24 de dezembro, os lojistas fizeram 11.370 consultas ao SPC antes de fechar suas vendas. O número foi 33,75% inferior às 15.208 consultas feitas no mesmo período de 2016, conforme mostra a estatística da CDL. “Mas esse número de consultas não significa que o mesmo número de vendas foi efetivado”, explica Wilmar de Carvalho, acreditando que a queda também se justifica devido a opção dos consumidores de fazerem suas compras com pagamento à vista.
A mesma estatística mostra, no entanto, que na semana do Natal mais consumidores procuraram o SPC para acertar débitos antigos e deixar seus nomes limpos no comércio para as compras de final de ano. De acordo com essa estatística, na semana do Natal o número de pessoas que procurou o SPC para retirar seu nome do registros de consumidores negativados foi de 864 em 2016 contra 1.402 no mesmo período de 2017, o que significa um crescimento de 62,26%.
Mas essa situação não se repetiu no número de registros, ou seja, de consumidores que ficaram com o nome sujo no SPC. A estatística mostra que 984 consumidores foram negativados na semana do Natal de 2016, ante 1.659 na do ano passado, o que representou um crescimento de 67,68% no número de consumidores que ficaram com o nome sujo no SPC.
Em todo o mês de dezembro, a situação não foi muito diferente. De acordo com a estatística mensal da CDL, em dezembro de 2016 os lojistas fizeram 54.856 consultas ao SPC, contra 38.605 no mesmo mês de 2017, com um índice negativo de 42,09%. Os cancelamentos acompanharam os índices da semana do Natal, com 5.031 pessoas pagando seus débitos e retirando seus nomes da lista negra do SPC, contra 3.975 no mesmo período de 2016. Mas registros no SPC também aumentaram, passando de 6.371 em dezembro de 2016 para 7.177 no mesmo mês do ano passado, o que representou um crescimento de 12,65%.

Autor(a): Ferreira Cunha

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