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Vanderlan diz que adota uma postura diferenciada

Política Comentários 18 de setembro de 2010

O candidato ao Governo do Estado pela Coligação Goiás no Rumo Certo, Vanderlan Cardoso (PR), foi o segundo a passar pela sabatina promovida pela Associação Comercial e Industrial de Anápolis (Acia). O encontro aconteceu na noite última quarta-feira, 15, no auditório da entidade. Como aconteceu no evento anterior, com o candidato do PMDB, Íris Rezende, o republicano respondeu a uma série de 13 perguntas formuladas por membros do Fórum Empresarial de Anápolis e pela própria Acia. O presidente da entidade, Ubiratan Lopes, ao fazer a abertura, enumerou alguns indicadores positivos do Município e destacou que o evento é uma contribuição para o processo democrático e para o desenvolvimento de Goiás.


Ampliação do Daia
A primeira pergunta ao candidato foi sobre o compromisso que assumiria, caso eleito, em relação à expansão do Distrito Agroindustrial de Anápolis, que desde 2008 enfrenta problema de falta de área.
O candidato afirmou que, hoje, já há por parte do Governo do Estado, um procedimento para a desapropriação de área. No entanto, frisou que além de ampliar a área, é necessário, também, colocar a infra-estrutura e, neste ponto, defende que a área não pode ser separada, mas, se possível, junto ao Distrito para não encarecer essa oferta de infra-estrutura. Ele recordou que, ao assumir a Prefeitura de Senador Canedo, o distrito industrial da cidade tinha problemas semelhantes com áreas que estavam sendo utilizadas para especulação e, até, o roubo de fiação nos postes de energia elétrica. “Conseguimos reverter e, a partir daí, começamos a gerar muitos empregos”, afirmou, acrescentando que, se eleito, fará uma política de industrialização para todo o Estado de Goiás.

Plataforma Logística
O segundo questionamento apresentado foi em relação à Plataforma Logística Multimodal, cuja infra-estrutura está pronta desde 2007. Os empresários questionaram se o candidato, eleito, concordaria em passar a gestão do projeto, hoje na Secretaria de Planejamento, para a pasta de Indústria e Comércio.
Vanderlan Cardoso adiantou que sua proposta seria fazer uma fusão com a Goiás Industrial e criar uma nova empresa para administrar a Plataforma, que se chamaria Goiás Empresarial Logística S/A. O candidato ressaltou que o projeto é importante para o desenvolvimento do setor de logística.

Aeroporto de cargas
Em relação ao projeto de implantação do aeroporto de cargas, os empresários questionaram Vanderlan Cardoso se, caso eleito, ele se comprometeria em concluir a obra, já iniciada.
O candidato do PR destacou que, de fato, a obra está em andamento com o serviço de terraplenagem e a considera importante para que Anápolis tenha condições de utilizar a multimodalidade, ou seja, os transportes por via rodoviária, ferroviária e aérea para se distribuir a produção. “Vamos priorizar esse projeto”, disse Vanderlan, não garantindo, porém, prazo para que isso ocorra. “Queremos fomentar a geração de empregos e isso [o aeroporto] é muito importante. Ficam aí discutindo quem quebrou o Estado e não resolvem os problemas crônicos que Goiás tem, como o aeroporto e o anel viário de Goiânia.

Centro de Convenções
O candidato do Partido Progressista foi indagado se, uma vez eleito, faria o compromisso com a construção de um Centro de Convenções no Município. Vanderlan respondeu que já houve essa promessa por várias vezes, inclusive, o repasse de um prédio [se referindo ao imóvel do antigo supermercado Tatico, no trevo de saída para Brasília]. “Sempre fazem isso perto das eleições”, disparou, acrescentando que irá fazer o Centro de Convenções devido à importância que Anápolis tem para o PIB goiano e porque o seu parque industrial é crescente com uma montadora de veículos, pólo farmacêutico e indústrias de vários segmentos. Ele destacou que a sua proposta será buscar uma parceria público-privada para viabilizar o projeto. Defendeu, também, que a região de Rio Verde deve ter um empreendimento dessa natureza. “Vamos fazer coisas mais concretas e que não fiquem apenas no papel”, disse. “Tempos atrás, dois governadores se uniram para fazer o trem bala. O dinheiro que se gastou em publicidade, dava para fazer o trem pequi. Então, era só para fazer mídia e furupa”, cutucou. “Vou discutir com os empresários onde e como vamos fazer o Centro de Convenções”.



Microempresas
Sobre o questionamento em relação a uma política tributária diferenciada para micros e pequenas empresas, o candidato Vanderlan Cardoso enfatizou que, se eleito, irá apostar nestas vertentes. Ele criticou a política do Supersimples, porque há uma concentração em cima da Receita Federal. E, afirmou que a reforma tributária não deve acabar com as políticas de incentivos criadas pelos estados, a exemplo de Goiás. Vanderlan Cardoso salientou que outra proposta contida em seu plano de governo, é criar um fundo para estimular os pequenos negócios com prazos de carência de dois, e, até, cinco anos para pagamento do crédito. Além disso, defende que haja uma política de desburocratização na área da Fazenda, como forma, inclusive, de dar condições e estimular as micros e pequenas empresas a participarem das licitações do governo.

Daia: anel viário
O candidato do PP foi perguntado sobre o compromisso que faria, sendo eleito, para consolidar o anel viário do Distrito Agroindustrial, cujo projeto foi entregue pela Acia ao Governo, já aprovado e a licitação já autorizada.
“É uma obra prioritária”, disse, acrescentando, no entanto, que em relação à licitação, não pode fazer nada nesse governo. Ele entende que, sendo uma parte da obra saindo para uma rodovia federal (a BR-060), “podemos trabalhar em parceria com o Governo da União para trazer recursos do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), e Anápolis tem uma boa representação política em Brasília. Então, vejo que é um projeto que pode ser viabilizado rápido”, assegurou.

SIC para Anápolis
Sobre a possibilidade de manter na Secretaria de Indústria e Comércio um nome de Anápolis, o candidato Vanderlan Cardoso afirmou que “seria muito fácil responder que sim e todos sairiam felizes, mas é diferente. Vamos discutir no momento certo, quando ganharmos as eleições. Não vou fazer como outros que já estão loteando o governo, prometendo a SIC para Anápolis e para outros municípios”, disparou. Ele lembrou que, quando assumiu a prefeitura em Senador Canedo levou para lá assessores de Anápolis (Ronivan Peixoto, Joaquim Jacinto de Lima e João Gomes). “Então, vamos procurar bons quadros entre muitos que a cidade oferece”, resumiu.

Segurança Pública
Sobre a proposta para a área de segurança pública, Vanderlan Cardoso deu ênfase à proposta de criação de unidades em algumas regiões do Estado, para a recuperação de dependentes químicos e fazer parcerias com instituições que já prestam assistência a drogativos. Citou, ainda, a proposta de criação de 40 Centros Integrados de Defesa Social, que seriam uma espécie de superdelegacia funcionando com apoio de psicólogos, assistentes sociais e advogados. Destacou o projeto Cidade Segura que, dentre outras coisas, prevê a instalação de câmeras para monitoramento de ruas, a ampliação do Banco de Horas para a polícia e o apoio para criação das guardas municipais, em parceria com os municípios e o Governo Federal, dentro do Pronasci.

Entreposto da Zona Franca
O candidato foi perguntado se apoiaria o pleito feito pela Acia e o Fórum Empresarial, de trazer para o Município um entreposto da Zona Franca de Manaus, trabalho este que começou a ser desenvolvido desde 2006 e que, devido à falta de ação política, acabou indo para o Triângulo Mineiro.
“Temos que provar que somos tão importantes como eles”, disse Vanderlan, concordando que, neste caso, faltou ação política. “Vamos persistir e ter este entreposto aqui para gerar mais emprego e renda”, assinalou.

Pólo farmacêutico
Foi perguntado ao candidato se o mesmo apoiaria a constituição de um fundo específico, com parte de recursos dos programas Fomentar e Produzir, para o desenvolvimento tecnológico da indústria farmacêutica, visando estimular a criação de novos produtos.
Vanderlan Cardoso observou que, hoje, o pólo farmacêutico goiano já é o terceiro maior do País e destacou que há a necessidade de desenvolver novos produtos e tecnologia. Ele defendeu a proposta de apoio para que haja financiamento específico para registro de medicamento por meio do FCO (Fundo Constitucional Centro-Oeste) e a criação de uma rede de pesquisa tecnológica e prospecção de negócios nesta área. Além, ainda, de parceria com os municípios. “Os pequenos municípios não têm poder de compra. Então, nossa proposta é chamar os laboratórios e distribuidores. O governo vai comprar, pagar á vista e repassar pelo preço de custo aos municípios”, propôs, afirmando que em relação ao fomento e à tecnologia, já há recursos através da Fapeg. O candidato ressaltou que é necessário atrair empresas que produzam matérias-primas, que hoje são adquiridas de outros países.

UEG
Sobre a proposta para consolidar a UEG e resolver os problemas que a instituição enfrenta, o candidato do PP ponderou que a universidade é muito importante para o desenvolvimento de Goiás e lembrou que a mesma passou por uma gestão “politiqueira”. “Foram colocadas unidades muito próximas umas das outras, não se fez concurso público, deixaram R$ 60 milhões em dívidas que o Governador Alcides Rodrigues pagou”, asseverou, afirmando que o papel do novo governante será reestruturar a UEG, com apoio de seu quadro técnico. Ele defendeu que seja dada uma maior autonomia financeira à instituição e o aproveitamento da estrutura existente para ofertar cursos em nível técnico, devido à grande carência de mão-de-obra. “Precisamos investir em gente e a UEG tem que ter uma gestão profissional”, afirmou.

Saneamento
Sobre os investimentos para a área de saneamento, em que há grande carência em Anápolis, o candidato Vanderlan Cardoso defendeu que a política nessa área tem que passar pelo gestor do município. Segundo ele, a Saneago tem valores altos investidos no município, mas como não tem capacidade de buscar novos financiamentos, no caso, poderia estabelecer parcerias público-privadas, o que resolveria o problema da falta de água e esgoto em quatro anos. Ele recordou que ao assumir a prefeitura em Senador Canedo, faltava água todos os dias e, juntamente, com os técnicos assumiu a empresa que foi recuperada e hoje é uma empresa cobiçada pelos investidores.

Qualificação técnica
Questionado se assumiria o compromisso de criar uma bolsa para estimular o ensino em nível técnico, Vanderlan respondeu ao último questionamento dizendo que dentro da sua proposta de governo, para a área de educação, está a de dedicar o último ano do ensino médio à qualificação profissional. “A qualificação melhora a geração de empregos e a auto-estima da população”, defendeu o candidato, recordando que em Senador Canedo, chegou a investir 29% das receitas da Prefeitura na área educacional. “Não estou nesse desafio [de entrar para a política] por aventura. De todos os desafios que já passei e foram muitos, este é o mais gratificante, porque você pode ajudar a milhares de pessoas”, disse, acrescentando que de outra forma não valeria a pena deixar as suas empresas “apenas por vaidade”.

Autor(a): Claudius Brito

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