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Valec pretende inaugurar ferrovia este ano, com Lula

Infraestrutura Comentários 13 de fevereiro de 2010

O presidente da empresa responsável pela obra, Juquinha das Neves, festejou com autoridades o início da colocação de dormentes e trilhos em quatro trechos da malha


“Agora é verdade. Eu recomendo que ninguém fique à frente da Norte-Sul, porque, se não, a ferrovia vai passar por cima”. Foi este o tom do discurso do presidente da Valec, José Francisco das Neves, o “Juquinha”, anunciando a continuidade das obras da ferrovia Norte-Sul no trecho entre Anápolis e Ouro Verde, na última quarta-feira,10, em solenidade que contou com a presença do vice-governador Ademir Menezes, os prefeitos Antônio Gomide e Valter Gonçalves de Carvalho, de Anápolis e Campo Limpo, respectivamente, dentre outras autoridades.
A Construtora Camargo Correia iniciou a colocação dos dormentes (suportes de concreto para o assentamento dos trilhos de aço) no trecho de 39 quilômetros. Além disso, foram iniciados, simultaneamente, outros três trechos: o que sai do pátio de Jaraguá até o pátio de Santa Isabel, num total de 71 quilômetros; o que vai de Santa Isabel até Uruaçu, com mais 105 quilômetros; e o outro trecho que vai da GO 244 até o Rio Canabrava, num total de 51,5 quilômetros e engloba o pátio de Porangatu. No total, a ferrovia conta com 516 quilômetros em território goiano. E o presidente da Valec, Juquinha das Neves, garantiu que, até o final deste ano, o presidente Lula virá a Anápolis (onde está o marco zero da ferrovia), para fazer a inauguração.
Segundo ele, 17,5 mil trabalhadores - incluindo o trecho que vai até Palmas, no Estado do Tocantins - vão estar nos canteiros de obras das empresas contratadas, para se garantir que o cronograma seja cumprido. Questionados sobre os entraves que haviam no Tribunal de Contas da União (TCU), o presidente da Valec foi cauteloso ao tratar do assunto, dizendo que “os problemas fazem parte do dia-a-dia, mas estão sendo solucionados. Estamos vivendo numa democracia, num período de transparência, então isso tudo é natural”, destacou, acrescentando que em Goiás, as obras envolvem a construção de 17 pontes, 32 passagens de nível, 750 bueiros, 500 passagens de gado, dois túneis. Tudo isso - revelou - somando um investimento de RS 1,7 bilhão.
Juquinha das Neves informou que os problemas envolvendo as construtoras que não concordaram de arcar com a retenção de 10% nos seus contratos, estão sendo substituídas pelas empresas que vieram logo atrás nas propostas da concorrência pública. Ele reconheceu que ainda há alguns entraves jurídicos, mas reiterou que as obras não mais serão atrasadas. Sobre o túnel sob o Kartódromo Internacional de Anápolis, onde havia problemas técnicos, o presidente da Valec observou que, em parte, estes foram solucionados e, dentro em breve, o serviço deve ser concluído sem, no entanto, especificar que tipo de problema estaria ocorrendo no local.

Matemática
Numa matemática simples, Juquinha das Neves definiu o cronograma das obras da Norte-Sul em Goiás: 1/3 dos 516 quilômetros da malha goiana já está pronto para o assentamento dos dormentes e trilhos (incluindo o que liga Anápolis a Ouro Verde), 1/3 ficará pronto para esta mesma fase entre agosto e setembro próximo e, em outubro, outro 1/3 da ferrovia estará pronto para receber os trilhos, sendo que esta parte poderá ser executada mesmo com o início do período chuvoso.

Importância da obra
O deputado federal Rubens Otoni e o prefeito Antônio Roberto Gomide, ambos do Partido dos Trabalhadores, estavam entre os mais entusiasmados com a retomada das obras da Norte-Sul. Segundo eles, pelo grande impacto econômico e as transformações sociais que a ferrovia vai trazer para Anápolis e para o Estado de Goiás.
Mas, além disso, há um viés político também, já que entregando a obra ainda este ano, o Presidente Lula “carimba o passaporte” para a campanha de seu candidato à própria sucessão, provavelmente, a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, segundo o vice-governador Ademir Menezes (PR), uma “madrinha” da obra, que faz parte do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), tocado pela Pasta comandada por Dilma.
“Estamos orgulhos, porque o presidente Lula conseguiu tornar este sonho em realidade, ou seja, tirar a Ferrovia Norte-Sul do papel”, assinalou o deputado Rubens Otoni, dizendo que se houve algum problema, “foi do governo passado que não fincou um prego aqui”. O prefeito Antônio Gomide emendou em seu discurso: “É uma obra de um governo que mostra a que veio”.
O prefeito de Campo Limpo de Goiás, Valter Gonçalves de Carvalho, que foi vereador em Anápolis, disse que após a paralisação das obras, o seu município ressentiu muito com os empregos ofertados pela ferrovia e, agora, as contratações devem ser retomadas. Além disso, há uma grande expectativa com os investimentos que serão atraídos para a região, assim que a Norte-Sul estiver em plena operação.
Durante o evento, o presidente da Valec fez questão de atender todos os pedidos de entrevistas, o que atrasou em mais de uma hora a solenidade, que iria começar às 8:30 horas. E, já no final, depois de participar de uma demonstração de colocação de trilhos, fez um agradecimento: “Agradeço à imprensa pela oportunidade de mostrarmos que o que está acontecendo aqui é de verdade, a Valec não está brincando de fazer ferrovia”. Durante a solenidade, Juquinha das Neves antecipou que o presidente Lula autorizou a Valec a fazer os estudos para que além do novo trecho, que vai de Anápolis e Estrela do Oeste, no interior paulista, seja feita a ligação de São Paulo até o Rio Grande do Sul.

Autor(a): Claudius Brito

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