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Vagas para deficientes físicos e para idosos são desrespeitadas

Trânsito Comentários 12 de abril de 2014

Principalmente nos shoppings, por não haver fiscalização, os espaços reservados para pessoas idosas e deficientes físicos estão ocupados por veículos de proprietários jovens e sem dificuldades de locomoção


O CONTEXTO flagrou, esta semana, uma mulher elegante e, aparentemente, saudável, de poder aquisitivo elevado, com seus aproximados 30 anos de idade, cometendo uma infração de trânsito, lamentável, em um shopping da Cidade. No local, ela estacionou seu carro de luxo, espaçoso, em não apenas uma, mas em duas vagas, reservadas a pessoas idosas. Em seguida, saiu do seu veículo, sem nenhuma pressa ou preocupação.
No mesmo dia, dos 22 veículos estacionados em uma dessas vagas, apenas um tinha o cartão de acesso para vaga de idoso. Esta cena se repete todos os dias em Anápolis. Pessoas ocupam as vagas sinalizadas para deficientes físicos e idosos, sem nenhum remorso, nas agências bancárias, no centro da Cidade, nas filas de supermercados e, principalmente, nos shoppings.
A célebre desculpa é sempre a mesma: “foi só um minutinho”. Mas o fato é que todos, sem exceção, sabem bem o que estão fazendo de errado e o fazem mesmo assim. A falta de educação é tão estrondosa que, durante uma visita do CONTEXTO a um desses estabelecimentos, nenhum dos veículos tinha o cartão emitido pelo CMTT que autoriza o uso das vagas especiais.
Recentemente, o empresário, Augusto Mariano, que é cadeirante, enfrentou problemas em um shopping local. Ao chegar ali, uma das poucas vagas para portador de necessidades especiais, que fica em frente à entrada principal, estava ocupado por um veículo do Governo do Estado. Como forma de protesto, ele pediu que o motorista parasse o carro no meio do corredor e quando tudo já estava tumultuado e as pessoas buzinavam muito, ele desceu do carro para explicar o motivo. Para sua surpresa, todos continuaram buzinando, em ato solidário, até que os seguranças aparecessem e, mais tarde, o motorista infrator, que deixou o shopping em meio a vaias.
“É um direito meu. Se soubessem da minha dificuldade não estacionariam ali”, comentou Augusto Mariano. Segundo ele, não é a primeira vez que passa por isso. Por toda a sua vida encontrou problemas de acessibilidade e egoísmo das pessoas. Mesmo assim, ele nunca se calou. “Luto. Brigo muito pelo que é certo”, concluiu.
Fiscalização
A legislação é clara: os idosos e deficientes precisam ter os cartões nos carros ao estacionarem nas vagas. O cartão é gratuito e leva apenas algumas horas para ficar pronto. Para obtê-los, basta que o cidadão procure o CMTT com sua documentação pessoal, comprove a necessidade de tê-lo. O idoso precisa ter idade igual ou superior a 60 anos. Já os deficientes físicos, ou pessoas com dificuldade de locomoção, têm que apresentar laudo médico que ateste a mobilidade reduzida.
De acordo com o diretor do CMTT, Alex Araújo, as pessoas têm cada vez menos consciência coletiva e cada vez mais interesse em atender às suas necessidades egoístas. Segundo ele, na Cidade, existe tanto um trabalho fiscalizador quanto de educação contínua no trânsito. “Mas, mesmo assim, nos deparamos com essas situações todos os dias. A fiscalização sozinha não funciona. Por isso, nossas equipes estão todos os dias em escolas, indústrias e nas ruas, lembrando às pessoas que, no trânsito, cada um precisa fazer a sua parte corretamente. No último mês orientamosa mais de 20 mil crianças, pois elas, além de serem futuros motoristas, também são fiscalizadores de seus pais, tios e avós.”, disse.
Ainda, de acordo com Alex Araújo, quando essas infrações acontecem dentro de áreas privativas, como estacionamentos de shoppings e supermercados, o CMTT não pode fiscalizar e multar. “A responsabilidade é de quem deu causa. O que fazemos nesta situação é orientar para que eles tenham a sua própria fiscalização e orientem as pessoas a fim de que elas não estacionem nessas vagas reservadas a pessoas idosas e pessoas com dificuldade de locomoção”, explicou.
Quando perguntado pelo CONTEXTO sobre uma foto denúncia, enviada por um leitor e publicada no jornal, que mostra uma moto do CMTT estacionada em uma vaga exclusiva para deficiente físico, ele respondeu que se trata de uma prática não recomendada pelo órgão e que todos seus agentes foram chamados para uma reunião onde se discutiu o assunto.

Autor(a): Wanessa Mereb

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