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Vacinação antirrábica tem calendário definido

Geral Comentários 09 de outubro de 2014

Em Anápolis, a campanha está marcada para ocorrer no dia 19 próximo


Quem possui cães e gatos como animais de estimação deve se dirigir aos postos de vacinação para imunizá-los. A ação é preventiva, já que a raiva, além de levar os animais à morte, ainda pode ser transmitida aos seres humanos. Neste ano, a vacinação não ocorre simultaneamente em todo o Estado. Cada regional de Saúde definirá com os seus municípios o Dia D para a vacinação.
Duas regionais já pactuaram as datas: a Regional de Serra da Mesa e de Pirineus. Na primeira, com sede em Uruaçu, o Dia D, é neste sábado, 11; a segunda, com sede em Anápolis, no dia 19 deste mês. Confira os municípios que integram essas regionais: Regional Serra da Mesa: Colinas do Sul, Niquelândia, Alto Horizonte, Amaralina, Campinorte, Hidrolina, Mara Rosa e Nova Iguaçu de Goiás; Regional Pirineus: Abadiânia, Alexânia, Campo Limpo, Gameleira de Goiás, Goianápolis, Terezópolis de Goiás, Cocalzinho de Goiás, Corumbá de Goiás, Pirenópolis, Padre Bernardo e Mimoso de Goiás.
A coordenadora de Zoonoses da Suvisa, Daniella Carpaneda Machado, explica que somente por meio das campanhas de vacinação em animais domésticos foi possível diminuir os números da raiva. “O controle da doença em cães e gatos é fundamental para a eliminar os casos em humanos, já que os animais estão entre os principais transmissores”, frisa. A última notificação em humanos aconteceu há cinco anos. Em 2011 foi registrado um caso de raiva felina.

A doença
A raiva humana é uma doença causada por um vírus, extremamente grave, com letalidade próxima a 100%, que pode ser transmitida ao homem por meio de mordedura, lambedura ou arranhadura em mucosa ou pele lesionada. Além de cães e gatos, bovinos, equinos, suínos, macacos e morcegos, os animais silvestres também podem transmitir esta enfermidade sendo reservatórios primários para a raiva na maior parte do mundo, mas os animais domésticos são as principais fontes de transmissão para os seres humanos. Nos animais de companhia essa transmissão está controlada desde 2002. Observa-se o crescimento de acidentes diretos e indiretos envolvendo morcegos.
Os sinais e sintomas nos animais podem incluir alterações de comportamento, depressão ou agressão, dilatação da pupila, fotofobia (medo do claro), falta de coordenação muscular, mordidas no ar, salivação excessiva, dificuldade para engolir devido à paralisia da mandíbula, deficiência múltipla de nervos cranianos, falta de coordenação dos movimentos e perda dos movimentos dos músculos dos membros posteriores progredindo para paralisia. Os sinais apresentados e a evolução da doença variam entre as espécies animais.

Autor(a): Da Redação

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