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Vacina contra a dengue poderá ser adaptada

Saúde Comentários 19 de fevereiro de 2016

Voluntários começam a ser imunizados contra a dengue ainda em fevereiro


A vacina brasileira contra a dengue está na fase final de testes, o ensaio clínico, em que voluntários são imunizados e então monitorados para a eficácia do produto. De acordo com o que o diretor do Instituto Butantan, Jorge Kalil, afirmou à Agência FAPESP, a partir desta vacina é possível adapta-la para criar um imunizante contra o Zika vírus.
Segundo ele, uma das possibilidades seria inserir no vírus vacinal da dengue um gene codificador de uma proteína-chave do Zika vírus. Outra ideia seria criar um vírus Zika atenuado, usando método semelhante ao empregado no desenvolvimento da vacina da dengue.
O início das imunizações dos voluntários com a vacina contra a dengue está previsto ainda para o mês de fevereiro. O diretor ressaltou que por mais que estejamos vivendo uma crise aguda de Zika, não podemos minimizar o efeito da dengue no país, que ainda mata e deve vir com muita força neste ano.
O Instituto Butantan integra a recém-criada Rede Zika, que é uma força-tarefa para investigar o problema e já deu início a pesquisas voltadas ao desenvolvimento de um soro que poderia ser aplicado em gestantes infectadas para combater o Zika vírus circulante no organismo antes que ele cause danos ao feto.

Sobre a vacina
Questionado se a disseminação do vírus Zika poderia atrapalhar os resultados clínicos da vacina da dengue, Kalil disse que “nossa principal preocupação deverá ser capacitar os centros para fazer o diagnóstico com precisão, distinguindo os casos de Zika e dengue. Fora isso, não vejo problema”.
Sobre a possibilidade de uma vacina contra o Zika a partir da vacina contra a dengue e o tempo que ela demoraria para chegar até a população, Kalil disse à Agência FAPESP que “(os testes) tem de começar tudo de novo, mas talvez o processo ande um pouco mais rápido, pois seria muito semelhante ao que foi feito e já mostramos que o método é seguro. Diante da pressa, teríamos de conversar com as autoridades sanitárias”.

Autor(a): Da Redação

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