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UPA: um ano em tempo integral

Saúde Comentários 26 de junho de 2015

Unidade completará doze meses de funcionamento em julho e quer integrar o atendimento de saúde em um único sistema de informática que monitora e gerencia todos os procedimentos da rede pública


Para toda demanda há uma oferta, e claro, que na atual sociedade, as ofertas nunca serão finitas. Em comparação com outras cidades de Goiás, constata-se que Anápolis está um passo à frente no quesito saúde. A Unidade de Pronto Atendimento (UPA) 24 Horas completa um ano de funcionamento no dia 30 de julho. São 18 leitos de observação (masculino, feminino e infantil); dois leitos de isolamento; sala de urgência com quatro boxes de reanimação, salas de espera para acompanhantes enfim, uma estrutura adequada para a realização de uma média diária de 200 atendimentos com qualidade e garantia do bem-estar de todos que procuram a Unidade.


Única (em termos de dimensões) no Estado de Goiás a UPA Anápolis oferece atendimentos emergenciais em várias especialidades médicas, como clínica-geral, pediatria, ortopedia e odontologia. Também, são oferecidos serviços multidisciplinares com assistente social; nutricionista; farmacêutico; enfermeiro; biomédico; e técnicos de enfermagem, laboratório, radiologia e gesso. É uma unidade de saúde que conta com laboratórios de exames com tempo de espera de três horas para entrega e com equipamentos novos e modernos.


A Coordenadora de Enfermagem, Vivian Watanabe, acompanhou a equipe do Jornal Contexto pelas instalações em uma visita à unidade. Ela explicou que todo procedimento interno é acompanhado, de perto, pela diretoria da UPA e pelos responsáveis por cada de cada setor. “O esquema da triagem é feito rigorosamente. Primeiro, o paciente faz uma ficha no balcão; depois espera para ser atendido pela equipe da triagem para sabermos se ele está muito grave, grave ou não. Isso é feito por cores: azul (o paciente é classificado como não grave), verde (ele ainda não é classificado como grave, mas terá preferencia antes do azul), amarelo (o paciente é grave), e o vermelho (gravíssimo). É muito raro termos pacientes no grau de classificação vermelho”, diz Vivian.


Para cada caso é calculado um determinado tempo de espera para o atendimento médico, o que acontece, segundo a diretora da UPA, Rosimeire Correia, é que as pessoas não entendem. É dada prioridade de acordo com as informações do Centro de Triagem da Unidade. “O paciente já começa a ser acompanhado quando entra na Unidade e passa pela triagem. O que acontece é que na triagem os pacientes são classificados por cor e, daí, surge a impaciência por parte de alguns, até o médico chamá-los. Quando acontece a demora, com certeza, é por causa da demanda de pacientes mais graves que outros”, justificou a diretora.


O sistema que gerencia a parte de atendimento hospitalar chamado ICS (poderíamos descrever o que significa esta sigla), é usado pela Secretaria Municipal de Saúde há anos e a novidade é a sua integração em todas as unidades de atendimentos de saúde no Município. Conforme a Diretora Rosimeire Correia, isso vai facilitar os encaminhamentos da UPA para procedimentos hospitalares em outras clínicas ou postos de saúde. “Por esse sistema temos todas as informações do paciente: o horário que ele entrou; quando foi feita a triagem; acompanhamos todos os procedimentos médicos por consultório, e a hora em que ele deixou a Unidade. Seguimos os protocolos do Ministério da Saúde. Por vezes, as pessoas aparecem querendo fazer check-up e isso não se faz aqui. Então, encaminhamos esta pessoa a um posto de saúde da própria região onde ela mora. E, por vezes, as ambulâncias chegam trazendo pacientes de outras regiões do Estado e os deixam aqui na UPA, mas nós atendemos predominantemente, os moradores de Anápolis. Entendemos que fazemos parte de um quadro importante dentro da sociedade e temos que mostrar resultados. Não há demora no atendimento, visto que temos a nossa equipe de triagem, que existe justamente para nos dar este respaldo no tempo, na prioridade e na organização”, concluiu a diretora Rosemeire Correia.

Autor(a): Mariana Lourenço

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