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Universitária: a “prima pobre” das avenidas anapolinas

Cidade Comentários 01 de outubro de 2011

Via que serve como escoadouro natural de grande parte do tráfego urbano da Cidade carece, há décadas, de mais atenção por parte do poder público municipal


Existente em Anápolis desde a década de 50, a Avenida Universitária ganhou esta nomenclatura no ano de 1968, com a Lei Municipal de número 127. Conforme o próprio nome indica, ela obteve maior importância quando da implantação da Faculdade de Filosofia “Bernardo Sayão”, que se transformou no que é, hoje, o complexo UniEvangélica. E, desde a década passada, o nome se justifica mais ainda, pela instalação de outro grupo de ensino superior (Faculdades Anhanguera) às suas margens. Mas, a importância da Avenida remonta de anos anteriores, quando se fazia a ligação entre o centro urbano com a Charqueada Santana, o Sanatório Espírita e o Colégio “Couto Magalhães”. No início da década de 60, ela foi fundamental por ser a única estrada que demandava à região de Corumbá, seguindo-se para Cocalzinho, Padre Bernardo e a emergente Brasília, a Capital da República, que nasceu naquele período. Ainda não havia a BR 060, que, hoje, é a rodovia oficial ligando Goiânia ao Distrito Federal, passando por Anápolis. Era pela Universitária, então, que se escoava toda a carga de madeira, aço para construção civil, cimento e outros materiais que chegavam a Anápolis pela Estrada de Ferro e eram destinados às obras do início de Brasília.
Com o desenvolvimento de Anápolis, a Universitária ampliou sua importância, devido à implantação de vários núcleos residenciais às suas margens, vindo, tempos depois, a pavimentação asfáltica. Surgiram, ainda, estabelecimentos comerciais e industriais, o que a tornou estreita para suportar o movimento que se observou até os anos 80. Foi, então, que se promoveu a duplicação da Avenida Universitária, durante o Governo Adhemar Santillo (1987), o último grande investimento que se verificou na citada via. Em que pese o aumento considerável de seu movimento, com a implantação da Vila dos Oficiais da Aeronáutica; da única emissora de TV aberta da Cidade; de novas faculdades no complexo UniEvangélica, da construção de um dos mais importantes shoppings do Município, investimentos milionários, pouca coisa, ou quase nada, se fez de benefício para a Universitária. Os moradores e, principalmente, os empresários que vivem em suas margens, reclamam da falta de atenção por parte do poder público que, há mais de 20 anos não investe praticamente nada para melhorar o aspecto visual, nem a estruturação da Universitária.
Problemas
Para se ter uma ideia, a iluminação hoje existente na Avenida Universitária, é a mesma de 1987, ou seja, desde que houve a sua duplicação. Trata-se de um sistema obsoleto, arcaico e que não condiz com o status e a importância da Avenida. Hoje a Universitária é um dos maiores eixos econômicos urbanos de Anápolis, tendo em vista existirem ao longo de seus mais de quatro quilômetros, as muitas residências, centenas de estabelecimentos comerciais, industriais e prestacionais de serviços. Sem contar sua importância logística para o escoamento do tráfego de mais de 20 setores, incluindo o Jardim Bandeirantes; Vila Santa Isabel; Jardim das Américas, o conglomerado de 10 bairros da região do Recanto do Sol, além do acesso direto a Corumbá de Goiás, Pirenópolis e outras regiões turísticas e, com destaque, para a canalização de todo o trânsito ligando o centro da Cidade à Base Aérea.
A própria Prefeitura admite as dificuldades na Universitária, a partir, inclusive, de sua infraestrutura. A Avenida não tem sistema de captação de águas pluviais e quando da incidência de chuvas fortes, surge o drama das enchentes e inundações. Muitas destas, inclusive com vítimas (em 2010 uma estudante morreu ao ser arrastada pelas águas da chuva), o que aumenta, mais ainda, o drama dos usuários da via. Selma Fernandes, moradora na Avenida, diz que há descaso para com quem reside ali, principalmente a falta de fiscalização para que as calçadas sejam desimpedidas e liberadas para o tráfego de pedestres. Também Vanderley Aquino, comerciante, apela para que a Prefeitura olhe para a Avenida Universitária, aproveitando, agora, que está sendo construído o viaduto em sua extremidade, na Praça Oeste. Segundo a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano Sustentável, a implantação de um sistema para a captação das águas pluviais naquela região, devido ao forte declive, é muito onerosa e exigira grande soma em dinheiro (para a aquisição de tubulação especial), do qual a Prefeitura não disporia atualmente.
Os moradores e comerciantes reclamam, ainda, da iluminação da Avenida que é obsoleta e precária. Aleixo França, que reside em uma rua paralela à Universitária, diz que a atual iluminação não condiz com a realidade. “É uma das mais importantes avenidas de Anápolis e à noite oferece muitos riscos, devido à falta de luminosidade”, justifica. Outra falha apontada pelos moradores e empresários instalados ao longo da citada via está na arborização da Avenida. “Ela é totalmente irregular, tem árvore de todo tamanho, algumas impróprias para a realidade”, diz Catarina Gontijo.

Revitalização
O grande clamor que existe em torno da Avenida Universitária é que ela receba tratamento revitalizador como ocorreu nas avenidas Brasil; Fernando Costa; Pedro Ludovico, São Francisco e várias outras que tiveram reformas no pavimento; troca de iluminação, nova sistemática na sinalização de trânsito e uma série de melhorias, incluindo novo calçamento para pedestres. A Universitária é palco de um preocupante índice de acidentes, por falta de uma melhor sinalização de trânsito, segundo a avaliação dos moradores. Também alegam seus usuários que se torna urgentemente necessária uma intervenção na sua confluência com a Avenida das Rosas, entre a Vila dos Oficiais da Aeronáutica e o Colégio “Couto Magalhães”. Eles defendem que se abra passagem, ligando a Avenida das Rosas à região do Bairro Boa Vista, atravessando a Universitária até à Avenida Brasil Norte, instalando-se um semáforo no local, o que acabaria com os constantes e perigosos engarrafamentos que se verificam, principalmente nos horários de entrada e saída das aulas do complexo UniEvangélica. Esse assunto, por sinal, foi levantado na semana passada durante sessão ordinária na Câmara Municipal.

Autor(a): Nilton Pereira

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