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União entre polícias para combater roubo de cargas

Segurança Comentários 23 de outubro de 2015

Uma reunião entre polícia civil, polícia rodoviária federal e entidades civis organizadas discutiu ações para combater o roubo de cargas


Os números do Programa Pró-Carga foram apresentados a policiais e representantes da sociedade civil pelo superintendente de inteligência da Secretaria de Segurança Pública de Goiás, Marcelo Aires Medeiros. Criado há um ano, o PróCarga tem um balanço positivo.


“Um ano de criação do programa já com balanço positivo com relação ao combate ao roubo de carga em Goiás, números positivos de prisões, de apreensões de mercadorias roubadas, de recuperação de veículos, de cargas e na integração das polícias com outros órgãos parceiros”, disse Marcelo Aires.


Os números de roubos de cargas ainda não caíram no Estado. Em 2014, foram registrados 163 roubos e furtos de cargas em Goiás. Em 2015, até agora, esse número já ultrapassa 260 roubos e furtos de cargas. Mesmo assim, a polícia acredita que a tendência são os números caírem.


“Para se alcançar esse resultado positivo tem que primeiro ter esse trabalho de base e de articulação. A lei que autoriza punir a receptação foi criada só no final do ano passado, por exemplo. Temos que criar condições de melhoria com inteligência para as unidades policiais, promover uma maior integração, uma troca de informações entre as polícias. E agora, a partir daí, a gente crê que vai haver uma redução sim”, explica o superintendente de Inteligência.


Trabalhar com inteligência significa criar meios para facilitar a ação dos policiais. Para isso, a polícia criou um programa chamado Gisgestão. É um programa on line, instalado nas unidades de polícia, onde os policiais têm acesso a todos os dados relacionados ao roubo de cargas no estado – dias, horários e até modo de agir dos bandidos. Dessa forma, é possível criar e planejar ações mais eficazes.


Outro meio é um aplicativo de celular, que possibilita verificar se a carga, que às vezes já está sendo comercializada, é produto de furto. E, dessa forma, combater o receptador, um dos principais alvos da polícia.


“Quem fomenta toda essa cadeia criminosa é o receptador. São quadrilhas organizadas que roubam a mercadoria já tendo um destinatário definido. Se você elimina e combate a receptação, aquele camarada que pratica esse tipo de crime, não tem pra quem vender, então ele não tem o que fazer com aquela carga”, afirma Marcelo Aires.


Delegacia Especializada – Em Anápolis, já existe um grupo que vai trabalhar especialmente com o roubo e furto de cargas na região. É o Grupo Especial de Repressão a Crimes contra o Patrimônio – Gepatri. A inauguração da delegacia acontece no dia 05 de novembro e a equipe já está toda preparada.


“Esse grupo já existia de direito desde 2013 em todas as regionais do estado de Goiás. Mas nós estamos instalando agora de fato em Anápolis e aqui na cidade, ele vai ter essa função principal que é de combate a furtos e roubos de cargas”, explica o delegado regional de Anápolis, Álvaro Cássio dos Santos.


De acordo com o delegado regional de Anápolis, Álvaro Cássio dos Santos, só a presença do grupo ajudou a coibir os crimes. “Imagina agora que já estamos trabalhando efetivamente, com a presença do delegado titular, Daniel Nunes Guimarães. Vamos trabalhar integrado com as polícias militar e rodoviária federal e o resultado, com certeza, vai ser altamente positivo para toda a sociedade Anapolina”, conclui.


 


Histórico


A criação do Gepatri surgiu a partir de gestões feitas pelo Sindicato do Comércio Atacadista e Distribuidor de Anápolis, juntamente com o Rotary Clube Anápolis Oeste e o Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Anápolis (SITTRA), tendo como um dos porta-vozes do grupo o jornalista Vander Lúcio Barbosa. A proposta foi elaborada pelo Delegado Álvaro Cássio e levada para a Secretaria de Segurança Pública, numa reunião com o titular da Pasta, Joaquim Mesquita. Depois, foi realizado um evento em Anáa implantação do Gepatri o projeto ganhou o sinal verde do Delegado Geral da Polícia Civil, João Carlos Gorski. Agora, o Grupo já está devidamente instalado e a expectativa é que os indicadores de redução de roubos e cargas na região de Anápolis tenha uma redução significativa.

Autor(a): Ana Cláudia Oliveira

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