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Unidade Oncológica deflagra ação para a construção do seu hospital

Especial Comentários 23 de novembro de 2018

Fora do padrão estabelecido em portarias do Ministério da Saúde, a unidade corre o risco de ser fechada


A direção da Unidade Oncológica “Mauá Cavalcante Sávio” está em campanha para a construção de um hospital, o que vai garantir o seu funcionamento em conformidade com a Portaria 874/2013 do Ministério da Saúde, que estabelece a exigência de que o tratamento de câncer deve ser realizado em estabelecimentos de saúde habilitados como Unidade de Assistência de Alta Complexidade em Oncologia (Unacon) ou como Centro de Assistência de Alta Complexidade em Oncologia (Cacon). Os estabelecimentos nestas categorias devem oferecer assistência geral, especializada e integral ao paciente com câncer, atuando no diagnóstico, estadiamento e tratamento. Eles deverão, ainda, observar as exigências apresentadas na Portaria 140/2014 para garantirem a qualidade dos serviços de assistência oncológica e a segurança do paciente.
Ativa há 24 anos, a Unidade Oncológica de Anápolis, segundo os seus diretores, André Beltrão (cirurgião de cabeça e pescoço) e João Bosco Machado da Silveira (médico mastologista e um de seus fundadores), atualmente, pacientes de 71 municípios são regulados para atendimento na UOA, sendo que grande parte dos atendidos é constituída de pessoas humildes que, às vezes, se deslocam de grandes distância. Inclusive, há pacientes do Distrito Federal e de outras unidades da Federação que vêm em busca dos serviços.
Em Goiás, o atendimento filantrópico aos pacientes de câncer (cerca de 75% do total) é realizado através do Hospital “Araújo Jorge” e da UOA, praticamente, fazendo uma divisão territorial do Estado, sendo que Anápolis assiste a parte da região central e a parte Norte, principalmente. Os dois estabelecimentos são ligados à Associação de Combate ao Câncer do Estado de Goiás, entidade respeitada em todo o Brasil pelo trabalho desenvolvido na área.
A Unidade Oncológica possui equipe multidisciplinar com médicos especialistas, assistentes sociais, psicólogos, nutricionistas, radioterapeutas, enfermeiros, enfim, “um quadro funcional de alta qualidade”, garantem os diretores João Bosco e André Beltrão. Entretanto, em 2014, o Ministério Público abriu um Termo de Ajustamento de Conduta, exigindo o funcionamento da UOA como Unacon, conforme as portarias 874 e 140. Ocorre que, a implantação de um hospital para este tipo de atendimento requer elevados investimentos e esforços múltiplos para atender às necessidade burocráticas e regulatórias.
Campanha
Contudo, afiançam os diretores João Bosco e André Beltrão, os passos já começaram a ser dados para que o hospital se torne uma realidade. Ele próprio já deu o start na campanha, fazendo uma doação pessoal à conta especial que vai ser criada para receber a ajuda de todos que quiserem colaborar com a ação. Serão buscadas doações de empresários, empresas e demais segmentos que quiserem abraçar a causa, já havendo a adesão de entidades como a Associação Comercial e Industrial de Anápolis, Câmara de Dirigentes Lojistas e Rotary Clube.
Os diretores, também, têm se reunido com a Prefeitura e esperam sensibilizar o próprio Ministério Público, devido à importância histórica e, sobretudo, o papel social que a Unidade Oncológica de Anápolis desenvolve. “Até que o hospital esteja funcionando, não podemos parar, porque, se não, não volta”, pondera o médico João Bosco Machado, acrescentando que a população mais necessidade não pode ficar desguarnecida.
Para o médico André Beltrão, a situação atual gera muita ansiedade, seja por parte da direção e dos coladores da UOA, seja por parte dos pacientes. Ele aponta que a unidade recebe em torno de 7 a 8 mil pacientes/ano. É mais ou menos este, também, o número de procedimentos de quimioterapia e radioterapia, sem contar a parte ambulatorial e a realização de pequenos procedimentos. Esta demanda dificilmente poderia ser absorvida pelo Hospital Evangélico. Além disso, a UOA conta com o apoio da Casa do Amparo, trabalho iniciado em 2014 em parceria com a Igreja Batista Central, onde é feito o acolhimento de pacientes e familiares de pacientes de outros municípios e sem condições financeiras de permanecerem na Cidade.
André Beltrão e João Bosco salientam que após a etapa da edificação, também, serão buscados os apoios necessários à manutenção do hospital, que já tem um projeto estrutural pronto. A ideia é que esta unidade possa encampar, ainda, os pacientes de câncer infantil, trabalho que, hoje, é absorvido totalmente por Goiânia. “Estamos confiantes e motivados. Esperamos o engajamento da sociedade”, arrematou João Bosco.

Autor(a): Claudius Brito

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