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Uma logística de 140 anos

Geral Comentários 28 de dezembro de 2010

No século XIX região de Anápolis já era centro de distribuição no lombo de mulas


A logística da região começou na segunda metade do Século XIX, quando os tropeiros traziam cargas de manufaturados das Minas Gerais, no lombo de mulas, para serem trocadas por café e outros produtos da terra, em uma palhoça às margens do Ribeirão das Antas, hoje Praça Santana, depois de passarem por uma trilha, onde foi implantada a estrada de ferro e, mais tarde, o Daia e o Porto Seco Centro-Oeste. Perto dali, 140 anos depois, controe-se a Plataforma Multimodal de Goiás e o Aeroporto Internacional de Cargas, onde gigantescos aviões substituirão as lendárias alimárias.
Na década de 1940, a logística do transporte rodoviário já era realidade na progressista Anápolis, que viria a ser a Capital do Arroz, localizada estrategicamente no centro do País. Na virada do Século XXI, a inauguração do Porto Seco Centro-Oeste lançou com sucesso a logística de Anápolis no mercado internacional. A encruzilhada de importantes rodovias, ligando o município ao norte, ao sul, ao leste e ao oeste, epicentro de 60 por centro do PIB brasileiro num raio de apenas 1.300 km, transformava-se em importante centro fabricação e distribuição de uma gama variada de produtos, incluindo medicamentos e automóveis. A logística moderna descobria, finalmente, o que os tropeiros já sabiam no Século XIX.
A chegada da estrada de ferro, na década de 1930, colocou Anápolis nos trilhos do progresso. Em 2011, a história deve se repetir, em nova dimensão, com a inauguração do Terminal da Ferrovia Norte-Sul, a principal rota do agronegócio brasileiro. Uma aventura épica que ultrapassa a barreira do tempo: no lugar das mulas que demoravam semanas para cruzar o divisor de águas, desde a região do Roncador, para desembarcar aqui as bruacas de couro abarrotadas de encomendas,chegou a vez de carretas, locomotivas e aviões de autonomia transcontinental.
Anápolis é o Trevo do Brasil, por onde passam todos os caminhos do progresso. A localização estratégica e a fundação do Daia, em 1976, despertaram a logística e a vocação industrial no coração do Brasil. Os caminhos que nos levavam aos grandes centros, agora trazem desenvolvimento à região que mais se desenvolve País. Em 140 anos, a logística no dorso animal transforma-se em multimodal e a terra de tropeiros agora tem a projeção internacional preconizada por Edson Tavares, do Porto Seco Centro-Oeste. (Fotos Secom)

Autor(a): Manoel Vanderic

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