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Uma cidade de oportunidades e muitos desafios

Economia Comentários 27 de julho de 2012

A cada ano que passa a Cidade vem colecionando expressivos indicadores de desenvolvimento. Contudo, o crescimento vem acompanhado de novas demandas e problemas


Ao longo de sua história, Anápolis ficou conhecida por ser uma terra de oportunidades. Ao completar 105 de emancipação política, o Município coleciona indicadores econômicos que causam inveja a outras comunidades. O crescimento vigoroso das últimas duas décadas, sobretudo, mudou a paisagem da Cidade que perdeu um pouco os seus traços interioranos sem, entretanto, ficar sem o charme de uma terra de povo acolhedor que se redescobre a cada dia e tenta equacionar os problemas surgidos com o progresso.
Para se ter uma ideia do que ocorreu com Anápolis, é só passar uma olhada em alguns números de sua economia. Um exemplo é a arrecadação do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços - ICMS. No ano de 2000, segundo dados do Instituto Mauro Borges, baseado em informações repassadas pela Secretaria Estadual da Fazenda, o Município arrecadava R$ 128 milhões. Cinco anos depois, o valor arrecadado subiu para R$ 199,1 milhões e, no ano passado, fechou em nada menos do que R$ 550,2 milhões. Ou seja, de 2000 a 2011, houve um crescimento de mais de 300 por cento.
O Produto Interno Bruto (PIB), que é a soma das riquezas geradas, registrava no ano de 2000, mais de R$ 1,751 bilhão, passando para R$ 2,823 bilhões em 2005 e, em 2011, atingiu o patamar de R$ 8,109 bilhões. Anápolis é a segunda maior geradora de riqueza para Goiás, ficando atrás, apenas, da Capital (Goiânia). A divisão dessa riqueza mostra que, consequentemente, houve uma melhoria no padrão de renda da população. O PIB per capita registrou da mesma forma, uma evolução significativa. Em 2000, era de pouco mais de R$ 6 mil e no, ano passado, fechou em R$ 24 mil. Ou seja, quadruplicou.
Balança comercial
Outro dado interessante é o que retrata a evolução da balança comercial - as exportações e importações feitas através do Município, dados estes que representam bem a sua vocação industrial e de corredor logístico. A série estatística, que é divulgada pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior desde 1999, mostra um quadro impressionante. No primeiro ano da série, as exportações somavam magros US$ 327 mil. No ano de 2005, as vendas para outros países já somavam US$ 38,7 milhões e, em 2011, o volume das exportações foi de US$ 254 milhões. As importações começaram a série histórica, em 1999, com um volume de compras externas de US$ 51,9 milhões, passando a US$ 160,9 milhões em 2005 e, em 2011, atingiu a marca histórica de US$ 3,1 bilhões. Em relação às importações, o fato de os números serem bem superiores aos das exportações, se justifica em razão da compra de insumos para a produção da indústria farmacêutica, que tem em Anápolis o segundo maior polo de fabricação de medicamentos genéricos do País e, também, da importação de veículos e componentes da montadora sulcoreana Hyundai, que se instalou no Município em abril de 2007. A corrente de comércio, que é a soma dos volumes das exportações e importações, cresceu de US$ 52,3 milhões em 1999 para US$ 199,6 milhões em 2005, chegando em 2011 à marca de US$ 3,4 bilhões.
Segundo ainda dados do Instituto Mauro Borges, baseados em informações da RAIS, que são prestadas anualmente pelas empresas, no ano de 2000, havia 40.123 empregados devidamente registrados, cujo rendimento médio era de R$ 326,24. No ano de 2010, último dado consolidado, o número de empregos calculado pela RAIS era de 82.172, ou seja, mais do que o dobro, e o rendimento médio quase que quadruplicou, saltando para R$ 1.257,22.

Autor(a): Claudius Brito

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