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Uma “cidade” de cupins em Anápolis

Cidade Comentários 19 de dezembro de 2014

Colônia de insetos chama a atenção pela grande quantidade de moradias


É comum observarem-se em pastagens e grandes espaços com vegetação rasteira e poucas árvores, a presença de montes de terra dura que, quando parcialmente destruídos, revelam inúmeros túneis e galerias. Trata-se de ninhos de cupins do gênero Cornitermes, conhecidos como “cupins de montículos” que, predominam, sobretudo, em pastagens velhas e degradadas. Em áreas de grandes infestações, é ocorre, sempre, a morte natural de várias colônias. Dessa forma, em uma pastagem infestada por cupinzeiros, deve-se considerar que muitos desses ninhos, provavelmente, estão abandonados e inativos. Na região de Anápolis não é difícil observar-se essa transformação no solo em propriedades rurais mais próximas do centro urbano. Um dos exemplos está na continuidade do Setor Residencial Pedro Ludovico, próximo ao Cemitério Parque, onde uma verdadeira “cidade de cupins” pode ser notada por quem passa pela Avenida Pedro Ludovico.
Os “cupins de montículo” quase sempre são vistos como pragas pela maior parte da população. Entretanto, é questionável se eles realmente causam danos às pastagens. Esses animais constroem seus ninhos com inúmeros túneis e galerias, que proporcionam a aeração do solo, bem como uma melhor distribuição de nutrientes no terreno. Pode-se afirmar, ainda, que os “cupins de montículo” contribuem positivamente para a fertilidade da pastagem, uma vez que incorporam ao solo materiais orgânicos, como resíduos vegetais, fezes e saliva.

Causas da proliferação
De acordo com estudos científicos, o aumento exagerado dos ninhos de cupins em pastagens é consequência da interferência do homem no ambiente natural, por meio do desmatamento de florestas e cerrados para a implantação de pastagens e de projetos urbanísticos. Esse desmatamento provoca a morte ou a diminuição de animais que se alimentam desses cupins ou competem com eles pelo mesmo espaço, o que favorece seu crescimento na área desmatada. Dentre os predadores naturais dos cupins estão pássaros; lagartos; roedores, tatus e tamanduás. Além disso, a plantação de gramíneas nas áreas de pastagens promove um aumento do alimento disponível para o cupim, fazendo com que eles dominem, cada vez mais, o ambiente.
A retirada de árvores para a formação de pastagens, também, torna os solos mais quentes e úmidos, principalmente nos primeiros 15 cm de profundidade. Nesse tipo de clima, favorece-se o desenvolvimento de cupins, formigas e outros invertebrados subterrâneos.
O “cupim de montículo” não consome a vegetação, diminuindo a quantidade de alimento para o gado. Sua preferência é pelas folhas secas, ramos, sementes e outros restos de vegetais mortos que encontra na superfície do solo. Mesmo em áreas bastante infestadas, não se tem verificado danos significativos às pastagens. Pelo contrário, é comum observar-se que a qualidade das pastagens raramente melhora após o extermínio dos ninhos ali presentes. Isso ocorre porque os cupins geralmente infestam áreas que já estavam degradadas e com baixa produtividade, não sendo eles os responsáveis por esses danos.

Autor(a): Felipe Homsi

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