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Uma bancada de mulheres vencedoras nas urnas e nas conquistas da vida

Política Comentários 09 de maro de 2017

Numa roda de entrevista, as quatro vereadoras eleitas em Anápolis - a maior bancada da história da Câmara Municipal - expõem seus pensamentos, suas ideias e falam dos seus sonhos e conquistas


Qual expectativa de vocês em relação ao mandato que ora desempenham? O que esperam deixar com esta experiência na vida política?

Elinner Rosa - Na verdade, minha expectativa continua sendo a mesma como a minha enquanto cidadã. Eu trabalho na área da saúde e cresci já vendo o meu pai fazendo isso. A minha expectativa é que eu possa conseguir trabalhar mais em prol da saúde em nosso Município. Tentar ajudar a mais gente. Tenho, também, um ideal de ajudar a melhorar a questão da quimioterapia infantil aqui em Anápolis, também os transplantes que ainda não temos aqui. Então, este é o meu foco e esta é a minha expectativa.

Vilma Rodrigues - Minha expectativa é não decepcionar as pessoas que confiaram o voto a mim. Que eu consiga concretizar as minhas propostas de campanha e, acho que esta é a expectativa de todos os vereadores, principalmente, nós mulheres, porque por sermos um número menor (de vereadoras) e sermos um número muito maior de eleitoras. Isso gera uma expectativa grande para todas nós. Portanto, queremos concretizar as nossas propostas, projetos e que, com isso, as pessoas possam acreditar mais na classe política.

Geli Sanches - Minha expectativa é promover um mandato participativo. Eu espero poder, com este segundo mandato, com esta segunda oportunidade que a comunidade está me dando, ter uma interação ainda maior com a sociedade. Tenho uma bandeira dentro da Câmara, que é a bandeira da educação e quero que as pessoas entendam que quem está ali na Câmara não é a pessoa da Geli, mas uma categoria representada. Quero que as pessoas possam entender a educação como um fator de transformação social e que esse legado seja para todas as gerações. Espero executar tudo aquilo que tracei enquanto candidata. E que eu possa fazer os meus colegas, a minha cidade a confiar na mulher, na política e na legisladora.

Thaís Souza - Eu iniciei este mandato com um propósito definido: contribuir com o crescimento da nossa cidade. Para fazer isto, nós definimos uma linha de atuação baseada em duas frentes: a primeira é o trabalho. Nada supera o trabalho e quem nos acompanha nas redes sociais sabe que o nosso mandato não tem hora. Eu e nossa equipe trabalhamos cedo, tarde e noite pensando nas melhores estratégias pra construir uma Anápolis melhor. Na nossa primeira semana de mandato protocolamos um projeto de lei e estamos fechando os últimos detalhes de mais um projeto de lei que apresentarei relacionado ao Dia Internacional da Mulher. A outra linha de atuação que adotamos em nosso mandato é a independência. Nos dias de hoje, a política vive um cenário totalmente sem credibilidade e isso acontece principalmente porque a política parece um jogo de cartas marcadas. Temos sempre a situação e a oposição, cada um defendendo o seu lado. Em nosso mandato a proposta é diferente. Eu tenho dito e repito: Eu não sou nem situação, nem oposição. Eu simplesmente voto com a consciência. Trabalho e independência. É assim que vamos deixar a nossa marca.


Teve alguém, alguma coisa especial, que a influenciou a tomar o rumo da carreira política?

Thaís Souza - Olha, gosto muito de falar na Raquel Teixeira. Acho que ela é uma grande inspiração política. Eu acompanhei um pouco do trabalho dela como professora, como parlamentar. É uma lutadora. Então, digo que ela é para mim, uma inspiração na política.

Geli Sanches - Eu me inspirei a entrar na política, justamente pela falta de mulheres na política. Uma coisa que sempre me incomodou foi a falta de mulheres no parlamento, no Poder Executivo. E isso me impulsionou. Iniciei lá nos bancos escolares, nos centros cívicos, grêmios estudantis e associações de moradores. Em mais de 100 anos de Anápolis, nós temos até hoje 10 mulheres que passaram pela Câmara Municipal. Hoje, somos a maior bancada feminina que a Câmara já teve. A primeira mulher entrou em 1947, a Francisca Miguel. Então, essa falta de participação me levou a lutar para termos este olhar feminino, levando a pessoa da mulher para dentro do parlamento para mostrar que nós somos capazes e que nós podemos fazer.

Vilma Rodrigues - A minha grande inspiração, acho que foi o meu filho (Delegado Manoel Vanderic). Eu tenho certeza disso, porque ele faz política desde que nasceu sem ser político, sem ter pretensão política. E, mesmo assim, acho que ele é um grande político, uma pessoa que busca ajuda de todos os lados para ajudar a outras pessoas. Então, isso veio aflorando dentro de mim, através do trabalho dele. E, também, como disse a colega Geli, por esta questão da falta da mulher que tenha esta coragem e esta ambição, primeiro, de enfrentar a política. E, quando lá a gente chega, percebe que administra a política é como administrar a família, porque você tem que fazer política dentro de várias etapas na sua vida.

Elinner Rosa - Quem me inspirou foi o meu pai (ex-vereador Eli Rosa). Ele já está na política há vários anos e vendo o seu trabalho eu me inspirei. Mas esta questão apontada da falta da mulher, também teve peso. É muito fácil apontar o dedo, reclamar, dizer que não tem político que não seja corrupto, mas ninguém se propõe a fazer diferente. Não que a minha proposta seja mudar o mundo, mas pelo menos um pedacinho aqui por Anápolis a gente tem que fazer. Então, sendo mulher, acho que a gente tem mais jogo de cintura e mais sensibilidade. E, com certeza, na política a gente tem que mostrar tudo isso. E, quem melhor do que uma mulher para representar as outras mulheres?

Vocês acreditam que ainda falta muito para a mulher ocupar, em definitivo, o seu espaço nos cenários políticos nacional, estadual e, principalmente, em Anápolis?

Elinner Rosa - Falta muito, sim. Veja bem que aqui em Anápolis (na Câmara Municipal), nós temos 23 cadeiras e uma bancada com quatro mulheres que é a maior da história. Se fosse no mínimo a metade, seria desproporcional, porque a população feminina é bem maior. Então, a mulher tem que acreditar mais nela e entender que o papel dela tem que ser atuante. A mulher não é pior e nem melhor que o homem. Cada um tem as suas qualidades e defeitos; todos são bons em algumas coisas. Mas, a mulher tem que entender que é capaz e participar mais da vida política.

Vilma Rodrigues - Falta muito, muito. Acho que isso se deve, em parte, ao machismo que existe hoje ainda em muitas famílias. As mulheres, em grande parte, se julgam ainda submissas ao homem. Eu sempre me julgava inferior ao homem político. Achava que não teria capacidade para isso, sendo uma dona de casa, uma mãe, uma cozinheira. Hoje eu vejo que não é por ser cozinheira e dona de casa que sou menos capacitada. Isso, então, leva um tempo muito grande para se assimilar e a mulher perde a oportunidade de não aproveitar este tempo.

Geli Sanches - Eu acredito que falta muito ainda. Nós precisamos ainda ocupar espaços grandes. A primeira governadora do Brasil só foi eleita na década de 90, a Roseana Sarney. Se nós formos analisar em nível nacional, não temos mulheres que presidiram o Senado, a Câmara Federal. Agora na Mesa da Câmara Municipal, nós temos duas mulheres, mas nunca tivemos uma presidente. Então, eu digo que é preciso ter este empoderamento da mulher. A mulher precisa apoderar-se da sua capacidade e entender que ela é capaz. Então, a mulher precisa ocupar não só o cenário político. Eu gosto muito de usar esta frase: “lugar de mulher é aonde ela quer estar”. Se ela quer ser dona de casa, que possa ter esta convicção e ali será seu o seu espaço; se ela quer ser cozinheira, costureira, motorista de caminhão, empresária, advogada, médica ou política, onde ela quiser, vai ter capacidade de estar. Não é o gênero - masculino ou feminino - que faz você ser superior ou inferior. Esperamos que as mulheres que queiram entrar para a política, possam se espelhar em nós, que tivemos coragem e estamos na Câmara para defender este espaço e também os outros. É preciso, também, ter um trabalho grande dentro dos partidos, porque a legislação fala que é 30 por cento do mesmo gênero e o que ouvimos é que 30 por cento tem de ser mulher. Não é isso. Não é, então, só inscrever a mulher em uma chapa, para cumprimento da legislação. É preciso dar condição para que ela dispute de igual modo uma eleição.

Thaís Souza - Eu acredito que realmente falta muito para a mulher ocupar em definitivo este espaço político. Mas eu também acredito que, hoje, o eleitor está mais aberto quanto a participação da mulher na política. Isso vem melhorando cada vez mais e acho que cabe a nós, mulheres, fazer um trabalho de excelência na Câmara Municipal, participando ativamente e mostrar para a população que a mulher é capaz e pode ocupar todos os lugares onde quer estar e, assim, quebrar este paradigma. Então, é preciso estar participando das campanhas de inclusão, estar sempre motivando que outras mulheres venham para a política, porque somos a maioria de eleitores aqui e no Brasil. No que me cabe quero fazer o meu papel: Fazer um mandato de excelência pra ser exemplo de que a mulher pode e deve participar ativamente da vida pública.

Qual a visão de vocês em relação ao momento político que o País atravessa?

Geli Sanches - Caótica. Vivemos um momento político de um governo ilegítimo. Não posso dizer que é legítimo porque fui eleita com o voto popular e nós tivemos uma mulher - e não estou aqui falando de partido - que foi escolhida pelo voto popular para ser a presidente do Brasil. E, por um golpe no trabalhador, nas nossas conquistas sociais e outras conquistas, temos aí um governo ilegítimo, que vem com um pacote de maldades sendo colocado todos os dias e nós estamos vendo claramente as consequências disso. Então, é preciso restabelecer a harmonia política no nosso País. Vejo com muita tristeza o que foi proposto na PEC dos 20 anos de congelamento (dos gastos públicos), refletindo na saúde e na educação; quando olho a reforma da Previdência que está sendo proposta; a reforma trabalhista que pode jogar fora a nossa CLT. É um momento triste, um momento em que não podemos nos calar. Temos de arregaçar as mangas, conversar com os nossos representantes que estão em Brasília e vão votar por nós para que essas reformas propostas não sejam aprovadas como elas estão.

Thaís Souza - Eu comparo a política a um goleiro de futebol. Um time pode ter os melhores craques do mundo, se o goleiro estiver machucado o time perde o jogo. A política é o goleiro da nação. Parece-me, hoje, um goleiro velho, engessado e sem preparo. O Brasil vai mal porque a política vai mal. A boa política está espremida pelos escândalos de corrupção. Eu acho que a solução está nessa nova geração que vem surgindo, com novas ideias, novos projetos e, acima de tudo, vontade de retomar a política do bem. Eu acredito numa nação melhor a partir disto.

Elinner Rosa - Na verdade, o que eu vejo é que a política não reflete a sociedade. Não sei se concordo que a sociedade esteja sofrendo por causa dos políticos, porque os políticos saem da sociedade. O que eu acredito é que tem ocorrido uma inversão de valores desde a família. O cidadão hoje, em parte, quando vem a nós que somos políticos, vem pedir coisas ligadas a somente ele. A pessoa pede para fazer a fossa dele e não para fazer o saneamento do bairro. Então, para falar a verdade, a concepção tem de ser melhorada desde a infância. Isso é educação. Antigamente tinha nas escolas Moral e Cívica, Filosofia e Sociologia. Isso tem que voltar para a grade curricular. As questões morais e éticas têm de voltar. Tem que mudar desde pequenino. Então, minha esperança é também que a mudança venha com os políticos novos, que estão extremamente insatisfeitos com toda esta corrupção, com esta anarquia que a gente tem visto por aí e estão motivados a fazer diferente. Mas, a situação hoje é realmente muito triste.

Vilma Rodrigues - Eu não vejo como caótico este momento que estamos agora. Vejo como um momento, um ciclo bem distinto. Mas, a gente tem agora a oportunidade de tomar decisões importantes. Nós nunca havíamos visto o que está acontecendo agora: juízes, políticos, empresários sendo punidos por corrupção. Então, acredito que já estamos vivendo um momento novo e espero que isto continue e a população entenda bem este momento e apoie as decisões que estão sendo tomadas com medidas extremas, às vezes, mas que estão realmente punindo a corrupção. Vejo, então, que essa é uma chance que temos de mudar a política. E a gente faz parte dela. A mudança não é só de cima para baixo. Ela também pode começar de baixo para cima. Esta oportunidade chegou e tem de ser muito bem aproveitada. Nunca mais a gente vai ter aquela velha política, nós estamos repaginando o País. Eu acredito nisso e por isso estou na política.

Qual a visão de vocês, em relação à nova Administração Municipal?

Vilma Rodrigues - Eu acho que dois, três meses é um período muito curto para se avaliar um projeto político. Acredito e espero que dê tudo certo. Aliás, torço para que dê tudo certo. Não sou daquelas que acham que quanto pior melhor. Então, vejo que para se fazer uma avaliação, positiva ou negativa ainda é um período muito curto. É um período de adaptação, mas acho que estamos no caminho certo. Estamos, não porque eu faça parte da base do Prefeito. Estamos porque eu estou do lado da população e é preciso e é necessário fazer certo.

Elinner Rosa - Em relação à Administração, eu concordo que é um prazo muito curto para dizer se vai bem ou não. A gente ainda passa por uma transição, mas eu acredito muito nos ideais do Prefeito e no que a Administração, num todo, está demonstrado. Eu sempre falo que a administração pública é como você estivesse administrando uma casa. Você tem dois adultos e duas crianças, tem dois que trabalham e ganham, vamos dizer, 10 mil. Se um fica desempregado, ganha cinco mil. Então, alguns gastos vão ter que ser cortados. Então, medidas impopulares ocorrem. Você vai ter que cortar alguma coisa. Você pode, na casa, cortar o chocolate, mas não o arroz e o feijão. Então, vejo que o Roberto não está com medo de medidas impopulares, que eu acredito que sejam necessárias. Acredito nesta administração e vejo que os vereadores estão também motivados para fazer diferente pelo bem geral do Município.

Thaís Souza - Acredito também que está tudo muito prematuro ainda, para fazermos um “diagnóstico”, porque temos aí cerca de 65 dias de Administração. O Roberto representa a esperança de algo novo. Foi com esse discurso que ele chegou lá. Até aqui colocando tudo na balança tem feito um bom trabalho, mas realmente acho muito cedo pra dizer se será uma boa administração. Eu espero que seja, pelo bem da nossa cidade. Meu papel é fiscalizar e isso eu farei com afinco.

Geli Sanches - Também concordo que ainda é cedo. A minha visão é de expectativa. Temos um governo com o slogan: “Planejamento e Ação”. Então, estou com certa expectativa para ver este planejamento em ação. Primeiro, conhecer este planejamento, dentro de cada secretaria, saber quais as metas de cada uma delas. E, também, a ação. É um período de ajustes, que nós temos que torcer para que dê certo, porque Anápolis precisa. Estamos aí para ajudar naquilo que for preciso para que a nossa cidade dê certo. Eu faço parte do partido que perdeu a eleição, mas estão ali (na Câmara Municipal) como representante e sou também uma cidadã. Estou, portanto, com muita expectativa de ver o trabalho começar e ver este planejamento, porque até agora não o contemplamos. A reforma administrativa foi encaminhada para nós nos últimos dias de janeiro, passou fevereiro e já estamos em março e, agora, estamos esperando para ver as ações e acompanhar. Desejo muita sorte e muito trabalho para o novo governo.

Qual o sonho de vocês enquanto mulheres, enquanto vereadoras e cidadãs?

Geli Sanches - Tenho um sonho muito grande, da educação verdadeiramente de qualidade fazendo a transformação social. Eu tenho um sonho de estruturas físicas nas nossas escolas, iguais as estruturas que eu vejo nos países de primeiro mundo, com quadra de esporte e piscina, com investimento no aluno para que ele seja um cidadão que faça a diferença. E, também, que esta educação seja transformadora, para que a gente tenha uma cidade limpa. Incomoda-me muito o lixo na cidade; incomoda-me quando estou no trânsito e vejo as pessoas jogando papel nas ruas; com o lixo na esquina, com o mato grande no bairro. E eu queria muito uma cidade limpa e que fosse modelo para outras cidades e até outros países. E isso só se dá por meio da educação, com a valorização dos alunos e dos profissionais que atuam nesta área. Sonho em ver a cidade bonita, cheia de flores, aquela coisa que nós todos merecemos.
Vilma Rodrigues - O meu grande sonho é terminar o mandato conseguindo ver que os direitos dos idosos são respeitados; que a pessoa portadora de deficiência consiga se locomover dentro da cidade e consiga ter uma vida em que ela possa usufruir um pouco mais dos seus direitos. Eu sonho muito que o idoso não precise mendigar uma medicação a qual ele tem direito; que não precise mendigar uma consulta e que ela seja respeitado.

Elinner Rosa - É uma pergunta difícil. Acho que não fui criada assim. Acho que a gente tem metas na vida. Eu tenho as minhas. Politicamente, também vejo um caminho trabalhar a educação, para que as escolas repassem muitos ensinamentos além daqueles que hoje são repassados, porque temos ainda um ensino fraco. E, especialmente, minha meta está na área de saúde que é a minha área de atuação. Fico enlouquecida quando chego nos hospitais e vejo idosos e crianças esperando por atendimento nos corredores. Fico louca quando vejo o drama das famílias, cujos pacientes estão à espera de uma UTI e não tem. Quem está doente não consegue nem estudar. Então, a saúde é em primeiro lugar.

Thaís Souza - O sonho que tenho é terminar o meu mandato deixando um bom legado de trabalho para Anápolis. Ter uma cidade com um meio ambiente equilibrado, uma cidade limpa, uma população bem amparada e que os animais tenham, também, os seus direitos e dignidade reconhecidos. Enfim, uma cidade que seja boa para viver e que dê condição às pessoas de acesso à saúde, ao meio ambiente e à educação.


Quem vocês homenageariam neste Dia da Mulher?

Geli Sanches - Eu homenagearia tantas mulheres que eu admiro. Mas, hoje, homenagearia a minha mãe. Sou a quinta filha de um total de nove filhos, de uma família muito pobre e a minha mãe, com toda dificuldade, nunca permitiu que nós deixássemos de estudar. Ela viu, sempre, na educação, a esperança para nós. E com toda a sua simplicidade, ele me passou ensinamentos tão profundos que daria um livro. Sinto uma falta tremenda dela. E, homenageando ela, eu sei que estarei homenageando todas as mulheres de força que fazem de tudo para criarem os seus filhos, porque a maior riqueza de uma mulher é ser mãe. Ser avó também é bom demais.

Vilma Rodrigues - Acho que, como todas as minhas colegas aqui, eu gostaria de homenagear a minhas mãe, mas também as minhas irmãs. No entanto, eu vou resumir isso tudo e homenagear uma mulher que é o símbolo da nossa luta; que é o símbolo do que o meu pai trabalhou desde que eu me entendo por gente, que é com idosos. Vou homenagear a Dona Alice, que nasceu na miséria e nunca soube o que era viver, ela só sobreviveu. Vou homenagear todas as mulheres que eu conheço na pessoa da Dona Alice, que morreu por falta de atendimento. E quero, também, homenagear minhas amigas vereadoras, as mulheres da minha família. Todas elas carregando uma imagem da mulher sofredora e lutadora que é a Dona Alice.

Elinner Rosa - É difícil escolher uma. A minha mãe é uma princesa, extremamente amorosa, cuidadosa e linda. Mas acho que vou homenagear aqui, em especial, a minha avozinha, a mãe da minha mãe que, infelizmente, não está mais entre nós. Ela foi uma mulher simples, muito pobre, mas que, mesmo na ausência de bens materiais, conseguiu sempre manter a família muito unida e sempre orando pela saúde e o bem estar de todos nós. Cuidou dos filhos, cuidou dos netos com muito amor e carinho, nos ensinando coisas da vida. Eu vou até citar uma história, em que eu estava presente. Ela estava fazendo um pão, do jeito que só ela fazia, de tão gostoso, e tinha pouca coisa em casa. Eu não lembro quantos ovos eram necessários, mas lembro que ela só tinha a metade do que precisava. Eu era pequenininha, da altura da mesa, e ela dizia: “Jesus, multiplique isso aqui, eu preciso fazer o pão, a única coisa que tenho para dar aos meus netos”. E aí, quando ela quebrou os ovos, todos tinham gema dupla. Então, acabou dando certo. Ela era uma mulher de extrema fé e muito amorosa e todo mundo sente a muito a sua falta, por isso, vai essa homenagem para ela, Dona Maria.

Thaís Souza - Eu homenageio todas as mulheres, minhas colegas vereadoras e, em especial, a minha mãe. Uma mulher que tenho muita admiração por ela. A ela, devo toda a minha formação pessoal, profissional e ética. Ela é uma mulher de muita garra, muita fibra e muito trabalhadora. Então, faço a ela a minha homenagem especial.

Autor(a): Nilton Pereira

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