(62) 3317 5500 • comercial@jornalcontexto.net

Um quarto dos motoristas dirige após beber

Geral Comentários 27 de fevereiro de 2015

O Ministério da Saúde gasta, por ano, R$ 60 milhões com internações decorrentes do alcoolismo


Na semana nacional de conscientização sobre os efeitos do consumo de álcool, o Ministério da Saúde reforçou o alerta dos perigos provocados por este hábito. A Pesquisa Nacional de Saúde mostra que, aproximadamente, um quarto dos brasileiros que dirige, insiste em desobedecer à lei e colocar a vida em risco. Segundo a pesquisa, 24,3% dos motoristas afirmam que assumem a direção do veículo após ter consumido bebida alcoólica.
A violência no trânsito é uma das principais causas de mortes no País. Em 2014, foram registradas 172.780 mil internações relacionadas a acidentes de trânsito. E, quanto maior o consumo, maiores os riscos. O brasileiro, segundo a pesquisa, costuma exagerar. Do total de entrevistados, 13,7% bebeu álcool de forma abusiva nos últimos 30 dias, o que representa a ingestão de quatro ou mais doses para mulheres ou cinco ou mais doses para homens em uma única ocasião. Entre os homens o índice chega a 21,6%, enquanto essa proporção no público feminino foi de 6,6%. A PNS foi realizada pelo Ministério da Saúde em parceria com o IBGE. Entre 2010 e 2013, ocorreram mais de 313 mil internações no Sistema Único de Saúde, decorrentes do alcoolismo. São gastos, em média, cerca de R$ 60 milhões por ano com pessoas dependentes do álcool.


Efeitos do alcoolismo
O álcool é uma droga psicotrópica que atua no sistema nervoso central e pode causar dependência e mudança no comportamento. Consumido de forma abusiva, provoca malefícios à saúde, como por exemplo, doenças cardiovasculares, câncer, além dos graves acidentes de trânsito. O Ministério da Saúde monitora o consumo de álcool por meio de inquéritos e sistemas de informação e desenvolve políticas de prevenção à saúde. No SUS, os atendimentos e tratamentos às pessoas que apresentam problemas decorrentes do consumo de bebidas alcoólicas são realizados por meio da Rede de Atenção Psicossocial. A iniciativa contabiliza 2.155 CAPS, com capacidade para 43 milhões de atendimentos por ano.
Adolescentes
A incidência de consumo de bebidas alcoólicas entre os jovens é cada vez mais precoce e causa preocupação ao Ministério da Saúde. A partir desta iniciação, o adolescente se torna mais vulnerável à repetição deste hábito. Crianças e adolescentes não devem em hipótese alguma fazer o uso de álcool. O consumo afeta a maturidade cerebral, o aprendizado, a memória e pode prejudicar seriamente o desenvolvimento dos jovens. Dados de pesquisa feita pelo IBGE com escolares apontam para a forma como esses jovens têm acesso ao uso das bebidas. Apesar da venda proibida em todo o País a quem tem menos de 18 anos, um em cada cinco (21,9%) adolescentes consegue comprar álcool por conta própria. Segundo o Estatuto da Criança e do Adolescente, a prática é crime e o comerciante que for pego vendendo a bebida pode ser punido. No entanto, o estudo revela que parte dos adolescentes (10 a 12%) consegue a bebida no ambiente doméstico e na companhia de parentes. Outro estudo mostra que dois em cada dez adolescentes já ficaram bêbados pelo menos uma vez. O dado está na Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar, feita pelo Ministério da Saúde.
A grande novidade neste aspecto é que a Câmara dos Deputados aprovou, esta semana, um projeto que muda o Estatuto da Criança e do Adolescente e torna crime vender, servir, entregar ou dar bebida alcoólica para menores de 18 anos. O projeto, também, já foi aprovado pelo Senado e agora precisa, apenas, da assinatura da Presidente Dilma Rousseff para virar lei. Os infratores podem ser punidos com detenção de 2 a 4 anos, além de pagar multa de R$ 3 a R$ 10 mil. O estabelecimento comercial que for autuado vai ficar fechado até o pagamento da multa. Hoje, a venda de bebida alcoólica a menores é considerada, apenas, uma contravenção penal e, dificilmente, leva o infrator para a cadeia, já que só prevê detenção de dois meses a um ano, punição que, em muitas das vezes, é convertida em penas alternativas.

Autor(a): Nilton Pereira

Comentários


Deixe seu comentário Dê sua opinião a respeito desta notícia. Seu e-mail não será publicado.


Código Anti Span Incorreto!
Obrigado! Seu comentário foi postado com sucesso!
Falhou! Preencha todos os campos obrigatórios (*)

+ de Notícias Geral

Município quita dívidas trabalhistas de ex-servidores comissionados

19/04/2017

A Prefeitura de Anápolis começa a quitar dívidas trabalhistas do município, que estão pendentes desde 2011, para ex-serv...

Ovos de chocolate com diferenças salgadas, aponta pesquisa do Procon

12/04/2017

O Procon de Anápolis divulgou a pesquisa sobre os preços de produtos para a páscoa- ovos de chocolate e caixas de bombons....

Projeto da sede do MP tem significativo avanço

12/04/2017

A proposta de se definir uma nova sede para as promotorias de Justiça em Anápolis (hoje funcionando em um edifício da Aven...

Advogados receberam a Caravana Nacional de Prerrogativas

07/04/2017

Morosidade do Poder Judiciário; desrespeito por parte de autoridades policiais, juízes, promotores; porte de arma; e até o...