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Geral Comentários 21 de fevereiro de 2014

Notas Gerais


Empregos
O adiamento na busca por trabalho e a menor dispensa de trabalhadores ajudam a explicar a taxa de desemprego de 4,8% de janeiro, a menor já verificada para o mês desde o início da série histórica da Pesquisa Mensal de Emprego, em março de 2002, segundo o IBGE. Embora tenha havido aumento em relação ao resultado de dezembro, de 4,3%, a taxa de desocupação tinha sido de 5,4% no mesmo mês de 2013. Em janeiro, tradicionalmente há dispensa de trabalhadores temporários contratados para as festas do fim do ano anterior. Neste ano, no entanto, a demissão de temporários foi mais contida.

Cheques sem fundos
O volume de cheques sem fundos em janeiro atingiu 2,07% do total de documentos movimentados, um avanço ante o 1,98% do mesmo mês de 2013. O resultado é o maior porcentual para o mês desde janeiro de 2009, de acordo com os dados divulgados pela Boa Vista Serviços, que administra o Serviço Central de Proteção ao Crédito. Em dezembro, o nível de cheques devolvidos foi de 1,87%. Em janeiro de 2014, ante mesmo período de 2013, o número de cheques devolvidos (segunda devolução) caiu 7,2%, enquanto o total de cheques movimentados teve uma redução de 11,7%.

Crescimento econômico
O ministro da Fazenda, Guido Mantega, traçou um cenário positivo para a economia brasileira e sinalizou que mesmo com o superávit primário do setor público em 2013, de 1,91% do Produto Interno Bruto, reduziu a dívida bruta e líquida do País. Durante a divulgação do resultado do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), ele disse que 2013 foi um ano difícil para a maioria dos países, avaliando que 2014 será melhor, com a maioria dos países "no azul". Lembrou que há uma recuperação gradual, lenta e difícil das economias americana e europeia, enquanto a China dá sinais contraditórios.

Corte de verbas
O governo anunciou um corte de R$ 44 bilhões no Orçamento Geral da União de 2014, incluindo R$ 7 bilhões do Programa de Aceleração do Crescimento. Em 2013, o corte total foi de R$ 38 bilhões; em 2012, de R$ 55 bilhões. A meta de economia para pagar juros da dívida foi fixada em R$ 99 bilhões, equivalente a 1,9% do Produto Interno Bruto. Desse total, o governo central, que reúne as contas do Tesouro, Previdência e Banco Central será responsável por R$ 80,8 bilhões o equivalente a 1,55% do PIB. Estados e municípios deverão contribuir com R$ 18,2 bilhões, ou 0,35% do PIB.

Gastos de Dilma
Com ou sem truques contábeis, nos três primeiros anos do governo Dilma Rousseff as contas do País ficaram menos equilibradas do que no período do seu antecessor, Luiz Inácio Lula da Silva, e mais do que no tempo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Desde Fernando Collor de Mello, o período em que o país manteve suas contas públicas mais equilibradas foi o de Lula, seguido por Itamar Franco, Dilma, FHC e por Collor. Esse ranking é confirmado tanto pelos dados que o governo anuncia quanto por números que neutralizam a prática conhecida como “contabilidade criativa”.

Energia elétrica
O governo vai esperar até o próximo mês de abril para decidir como cobrir o custo pelo acionamento das termelétricas para garantir o abastecimento de energia no Brasil, em meio ao baixo nível dos reservatórios das hidrelétricas. Para isso, ele manteve na programação orçamentária de 2014 uma despesa de R$ 9 bilhões destinados à CDE, criada, originalmente, para promover fontes alternativas de energia e a universalização da eletricidade. Havia expectativa de que a previsão no Orçamento para a CDE neste ano fosse elevada para pagar a conta das térmicas, o que acabou não acontecendo.

Autor(a): Nilton Pereira

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