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Geral Comentários 18 de maro de 2011

Notas Gerais


Melhorou bem...
O último final de semana foi marcado por um maior senso de civilidade entre os frequentadores do Parque Ipiranga. Pelo menos os cães desapareceram quase que por completo. Alguns mal educados ainda insistem em levar cachorros para transitarem em meio a crianças, jovens e idosos. Mas, o volume foi bem menor. Também a sujeira diminuiu muito e há que se louvar o trabalho paciencioso dos guardas que atendem naquele parque. Em que pese a resistência de alguns em obedecerem às normas da civilidade, o aspecto já estava bem melhor no sábado e no domingo. O que se espera é a compreensão de todos, para o bem comum. Nada mais do que isto. E, quem quiser passear com cachorro, que procure outros locais.

Formando cidadãos
Iniciadas na segunda-feira, 14, as atividades do programa Bombeiro Mirim, desenvolvido pelo Corpo de Bombeiros em parceira com a Prefeitura. Trata-se de um dos mais importantes programas de solidificação da cidadania para crianças e adolescentes. São 200 meninos e meninas participando de aulas teóricas e práticas de primeiros socorros, noções de resgate, reforço escolar, esportes, passeios e uma série de outras atividades. E, o melhor: tudo a custo zero para as famílias. É uma verdadeira “fábrica de cidadãos”. Este programa já funciona há alguns anos em Anápolis e tem dado resultados extraordinários.

Zé sanfoneiro
Final dos anos 50, início dos anos 60. Quem chegasse à Rua das Flores (hoje Rua Firmo de Velasco) e perguntasse por José Francisco Caetano, certamente que ninguém saberia responder. Mas, se a pergunta fosse: “Onde é que mora o Seu Zé Sanfoneiro?”, todo mundo apontava para um pequeno barracão meio afastado da rua, onde vivia um senhor de estatura mediana, moreno escuro de cabelos anelados. Com ele, a mulher, de nome Maria, meio fogoió (branca, de cabelos crespos) fala bem macia, magra ao extremo e de uma educação irrepreensível.
Pois bem... Zé Sanfoneiro, durante o dia, trabalhava como frentista de um posto de gasolina no centro da Cidade, mais especificamente, na Rua 15 de Dezembro. Macacão azul, com a marca Atlantic no bolso, sorriso largo mostrando grandes e alvos dentes. Amigo de todos, cidadão de fino trato, embora não tivesse muita cultura. Seu Zé chegava em casa já escurecendo e tinha um ritual imutável. Depois de um banho, se perfumava todo, apanhava a sanfona (marca Todeschini-80 baixos) e saía sem rumo pelas ruas escuras da, então, pequena Anápolis. Parava nas vendas, nos bares, em casas de amigos, em rodinhas de bate-papo e começava a executar as melodias que aprendera de ouvido.
No repertório de Zé Sanfoneiro, duas músicas eram obrigatórias: “São Paulo Quatrocentão” (composta em 1954 por Garoto, Chiquinho do Acordeon e Avaré, em homenagem ao quarto centenário da Capital Paulista) e “Asa Branca”, criação imortal de Luiz Gonzaga, gravada em 1954. Certamente que Zé Sanfoneiro não era um exímio músico, até porque nunca tivera a oportunidade de estudar a matéria. Tocava de ouvido, aprendeu sozinho em uma sanfona emprestada por um parente próximo. Mas, naquele tempo quando eram poucos os aparelhos de rádio e ninguém sonhava com televisão por estas bandas, um sanfoneiro era a alegria de muitas famílias durante as noites. Volta e meia ele era convidado para animar um aniversário, um casamento, uma festa junina, um terço religioso e outros eventos. Mas, o que Zé Sanfoneiro gostava, mesmo, era de tocar nas casas, a qualquer dia, em qualquer lugar. Ficava satisfeito com um bolinho frito, uma xícara de café, ou, em muitas oportunidades, com um golezinho de cachaça. De vez em quando pintava uma farofa de frango, uma linguiça frita e outros tira-gostos que ele saboreava demoradamente, sempre sorrindo. Um detalhe: ele não tinha pressa de ir embora.
Não foram poucas as vezes em que, depois tocar (e tomar umas pingas) a noite toda, já cansado, ia embora, deixando o instrumento na casa de alguém. No outro dia, voltava para apanhar. Esta rotina de Zé Sanfoneiro durou muitos anos. Depois, aos poucos, ele foi envelhecendo, o corpo já não aguentava mais trabalhar de dia e sair pelas casas tocando à noite. As aparições foram diminuindo, até que, um dia, pararam de vez.
Com o sumiço de Zé Sanfoneiro, seus amigos começaram a se preocupar. Foi, então, que descobriram que ele estava muito doente, até afastado do serviço. A vida extravagante o fizera perder as forças, antes dos 60 anos. Zé Sanfoneiro morreu pouco tempo depois, deixando Dona Maria só. As pessoas, também, aos poucos, deixaram de falar sobre ele. O casal não tinha filhos. Anos mais tarde, Dona Maria vendeu a casinha e se mudou. Ninguém soube para onde. E, se soube, deixou de contar. (Fato verídico)

Os ingressos
Estão denunciando uma suposta farra de ingressos para os jogos da Anapolina no Campeonato Goiano. Seguinte: gente pegando, não se sabe como, blocos e mais blocos de bilhetes e colocando gente para vender. Dizem que seriam ingressos de uma promoção oficial que contempla determinadas categorias de contribuintes. E, mais: os ingressos estariam sendo distribuídos com critérios políticos e beneficiando quem não se enquadra no perfil da promoção. Isso ainda vai dar pau na cabeça de gente.

Vai mudar
As viaturas e o fardamento da Polícia Militar de Goiás vão mudar de cor. Os carros serão pintados em azul e amarelo. As fardas serão em tonalidade azul. E, não é que já tem gente querendo associar as cores com as que simbolizam o PSDB, partido a que pertence o Governador Marconi Perillo? É a mesma implicação que houve quando a Prefeitura de Anápolis começou a pintar seus prédios, suas placas e outras coisas de vermelho. Houve quem dissesse que era por causa do PT. É cada coisa...

Puxão de orelha
Não se pode exigir que a UEG (Universidade Estadual de Goiás) tenha o mesmo nível e o mesmo padrão de universidades consagradas no Brasil. É bom lembrar que ela tem pouco mais de dez anos de implantação e está, por assim dizer, em fase embrionária. É um despropósito exigir-se a mesma qualidade de uma Unicamp, de uma USP e outras famosas instituições estruturadas ao longo de muitas décadas, forjadas e concebidas em estados de grande poder econômico, como é o caso de São Paulo.
A UEG, certamente, não tem a mesma estrutura. Mas, é a nossa universidade, é a universidade dos goianos e por eles deve ser prestigiada. Ela vai crescer, com certeza, mas precisa de apoio da sociedade. Ou, será que as pessoas que a criticam não se recordam que há bem pouco tempo, para filho de pobre estudar tinha que se mudar para longe, para outros estados? E que as poucas vagas da Universidade Federal de Goiás eram disputadas por milhares de concorrentes, com a maioria ficando de fora? Se as pessoas que criticam a Universidade Estadual de Anápolis fizerem um exercício de memória, vão ver que melhorou muito a oferta de vagas e a variedade de cursos.
Além do mais, no ensino superior, quem faz a escola é o aluno e, não, o contrário. Faculdade é, apenas, um ponto de referência. Quem frequenta o ensino superior é adulto, tem consciência do que está fazendo (se não tem, deveria ter) e que não há como o professor obrigá-lo a estudar. Há casos e mais casos de gente que estudou na UEG e hoje está muito bem obrigado. Trabalhando na profissão, aprovado em concurso, tocando a vida. Quando o estudante quer, tem força de vontade, não importa se a universidade é pública ou particular. Se os professores são bons ou não, se a escola é bem estruturada, ou não. Mas, quando não quer, pode ir para a melhor das universidades que acaba se frustrando. Esta é a realidade. UEG, ruim com ela, pior sem ela!!!

Mais fugas
No final de semana, mais três presos conseguiram fugir da Cadeia Pública de Anápolis. Aliás, esse procedimento tem se repetido de uma maneira preocupante. Acontece que a Cadeia, denominada Centro de Inserção Social “Monsenhor Luiz Ilc” não oferece as mínimas condições de segurança. É voz geral ali dentro que só não foge mais gente porque os presos não querem. Convém salientar que sua capacidade é para abrigar, no máximo, 100 presos. Há dias em que ali são encontrados mais de 350. Os agentes penitenciários e os policiais destacados para a segurança não têm as mínimas condições de trabalhar. Enquanto isso, a construção do mini-presídio de Anápolis foi, mesmo, para o esquecimento. Fala-se, por aí, que a obra do presídio não é prioridade. Será?

Proporcional
Muita gente se animou com a aprovação do aumento no quantitativo de vereadores em Anápolis a partir das próximas eleições. Serão eleitos 23 parlamentares, ao contrário dos atuais 15. Estão dizendo que vai ser preciso um número bem menor de votos que nas duas últimas eleições. Esquecem-se, entretanto de que o número de candidatos, também, vai ser bem maior. Assim sendo, ficam elas por elas. Candidato vai ter de continuar se virando para angariar a simpatia do eleitor. Gastar sola de sapato e, em muitos casos, um bom dinheiro. Se quiser ter alguma chance de vitória.

O comentarista
Petrônio Gonçalves Cruz, brilhante radialista e jornalista que atuou na imprensa anapolina nas décadas de 60, 70 e 80, era muito versátil. Chegou a ocupar cargos importantes de direção de emissoras de rádio e algumas secretarias municipais. Mas, Petrônio tinha uma grande predileção para o rádio esportivo, onde atuava como comentarista. Flamenguista doente, ele dividia, ainda, o tempo na profissão de comunicador, com outras atividades. Em determinada ocasião foi gerente do inesquecível Cine Vera Cruz. Quando chegava o domingo, era um suplício para Petrônio. Ele que era comentarista da equipe de esportes da Rádio Carajá, tinha de atender, também ao emprego no cinema, na condição de gerente. Naquela época eram exibidas as matinês, muito frequentadas. E, quando os compromissos no Cine Vera Cruz o impediam de ir ao Estádio “Manoel Demóstenes”, Petrônio se virava. Ouvia a transmissão pelo rádio na sala da gerência do cinema. No intervalo ele, por telefone, comentava o jogo. Talvez seja o único caso no Brasil em que alguém comentava uma partida de futebol sem assisti-la. Petrônio confiava na narração dos colegas, como Antônio Afonso, Adhemar Santillo e outros.

Importantes
Pessoas importantes que leem esta coluna: Empresário Eurípedes Junqueira Júnior; empresária Vilma Caixeta Correia; médico Edmo de Oliveira Pina; representante comercial Bernardo Massa; ex-vereador Ilmar Lopes da Luz, secretária municipal de Educação Virgínia Mello e vereador Sírio Miguel Rosa.

Tempo quente
Na sessão de segunda-feira, 14, o tempo esquentou na Câmara Municipal. Os vereadores Márcio Jacob (PTB) e Wesley Silva (PMDB) se estranharam feio e não faltaram adjetivos desqualificantes. Em determinado momento Márcio chamou Wesley de “vereador chiclete”. E explicou: “Quando o senhor era ligado ao casal Santillo (Adhemar e Onaide), o senhor os tratava como anjos. Agora que eles estão fora do PMDB, o senhor os repudia. O senhor é um chiclete, suga o doce e depois joga a goma fora”, disse um enfurecido Márcio Jacob. Foi preciso que o Presidente da Câmara, Amilton Batista, interviesse e encerrasse a sessão. Que coisa, hein?

Esperar
A conversa que rola é que pessoas convidadas para ocuparem cargos do Governo Estadual em Anápolis estariam sendo desconvidadas. Das duas uma: ou não houve convite algum, ou colocaram areia no negócio. Pelo menos um caso concreto já é de conhecimento geral. Desta forma, o melhor, mesmo, é esperar para ver o que acontece.

Sudeco
A indicação do ex-prefeito de Goiânia, Íris Rezende Machado para presidir a Superintendência de Desenvolvimento do Centro Oeste (Sudeco) que está sendo reativada depois de décadas, pode significar a destinação de recursos para a região de Anápolis. Na década de 80 (Administração Olímpio Ferreira Sobrinho) o Município foi contemplado com bons recursos para obras físicas. É o caso da construção do Ginásio “Carlos de Pina” e da Praça do Ancião, hoje Praça “Deputado Abílio Wolney”.

Não mexe
Pelo menos por enquanto, o Prefeito Antônio Gomide não dá sinais de que pretende mexer na equipe, contrariando o que chegou a ser ventilado recentemente. As propaladas parceiras políticas, ao que consta, vão ficar para mais tarde.

Autor(a): Nilton Pereira

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