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Uber chega, divide opiniões na população e coloca as autoridades em alerta

Transporte Comentários 24 de fevereiro de 2017

Aplicativo que pode estar ilegal e concorrência desleal acirraram ânimos entre taxistas. Queda no movimento já passa de 30%


Embora não tenha se transformado em um campo de batalha, a chegada do Uber em Anápolis acirrou os ânimos entre os taxistas na disputa de passageiros pelo transporte individual, a exemplo do que ocorreu na maioria das cidades onde essa nova plataforma começou funcionar. De uma maneira generalizada, os taxistas criticam e condenam o Uber por considerá-lo ilegal e apontam-no como uma concorrência desleal.
Em contrapartida, os usuário e defensores do novo aplicativo acham que o serviço tem qualidade superior e preços mais baixos. Alguns chegam a considerar que se trata de um serviço equivalente à contratação de um motorista particular que, também, não é ilegal. Mesmo assim, o Uber preocupa não apenas os taxistas porque causa polêmica. Ele divide opiniões de usuários, entidades classistas e, até mesmo, na administração municipal.
O Uber foi lançado há cerca de cinco anos na cidade de San Francisco, nos Estados Unidos. Hoje, a empresa está presente em 58 países e conta com usuários fieis e poderoso lobby. Apesar disso, o Uber sofre resistências em diversos países. No Brasil, essa empresa norte-americana chegou em meados de 2014, mas o serviço ainda não foi regulamentado, apesar de já haverem sido criadas regras específicas para o funcionamento do aplicativo em algumas cidades. Mesmo tendo chegado ao Brasil há mais de três anos, na Câmara dos Deputados ainda estão em tramitação mais de dez projetos que tratam da sua regulamentação em todo o Território Nacional.
Com funciona
Ele é um aplicativo que conecta o passageiro com o motorista. Por meio de um celular a pessoa pede um carro da mesma forma que solicita um taxi, com a diferença de que para usar o Uber é necessário baixar um aplicativo móvel disponível para samartphone Android e inserir um código. As viagens são pagas, exclusivamente, com cartão de crédito. Em alguns locais, o serviço pode ser pago, também, com dinheiro, mas em Anápolis o Uber recebe as viagens, somente por cartão de crédito.
Apesar das facilidades, da agilidade e da comodidade que o Uber oferece, do ponto de vista da segurança, pode-se afirmar que nem os carros usados pelo aplicativo e nem nos táxis os usuários podem se considerar totalmente seguros. Frequentemente, os veículos de comunicação noticiam casos de agressões, furtos e até assassinatos envolvendo taxistas e motoristas do Uber. Registram, também, casos de agressões a mulheres, que sofreram violência por parte de motoristas deste novo serviço de transporte individual.
Apesar de funcionar com diferentes tipos de serviços, em Anápolis o Uber oferece uma só modalidade de transporte - o UberX. É o principal serviço do aplicativo, com tarifa econômica e grande disponibilidade de carros. Já nas capitais, o aplicativo funciona, também, com o Uber Black, considerado um serviço Premium, somente com carros de luxo nas cores prata e preta e de valor de tarifa mais alto.
Uma das vantagens mais propaladas do Uber é a rapidez. Os motoristas são encontrados facilmente, sem a necessidade de a pessoa ficar na rua, como se faz quando se quer encontrar um taxi ou procurar um ponto em um local mais perto. Soma-se a isso, o custo cada vez mais alto das corridas de taxis e também a crise, que faz com que o usuário procure um meio de transporte mais barato. O contato com o Uber é fácil e prático, apesar de exigir que se baixe o aplicativo.
Desvantagens
Mas o novo aplicativo levanta possíveis desvantagens, entre elas, a indagação se o serviço é ou não seguro, a possibilidade de aumento do valor da corrida depois que o Uber se consolidar e a quem recorrer em situações de constrangimento, prejuízo ou descumprimento do acordo com o motorista. Além disso, é também questionável como fica a situação dos taxistas, hoje com o faturamento reduzido ou mesmo comprometido, depois que a Uber entrou no mercado.
Outras perguntas recorrentes questionam se o usuário não estaria trocando o certo pelo duvidoso, porque, diferentemente dos motoristas de táxis, dos quais se exige CNH categoria C ou D, para os do Uber a categoria é a B. Exige-se, também, que os taxistas passem por cursos frequentes de especialização, enquanto que para os do Uber esta exigência não existe. Outra questão que se levanta é o porquê de a frota de táxi ter de ser renovada a cada quatro anos e os carros do Uber são a partir de 2008 e, por último, porque os taxis passam por vistorias anuais, seus motoristas precisam apresentar certidão negativa de débito e de folha corrida na justiça, expedidas anualmente, ao passo que para os do Uber isto não é exigido.
São questões que só com o passar do tempo terão respostas claras e precisas. Ou, quando for aprovada uma legislação federal regulamentando o Uber em nível nacional e também as leis estaduais e municipais com particularidades exigidas em cada estado ou município. O certo de tudo, é que o Uber chegou para ficar, queira ou não os que aprovam ou desaprovam esse novo meio de transporte individual.

Autor(a): Vander Lucio / Pereira Cunha

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