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"Troquei Ministério da Saúde pela Prefeitura"

Cidade Comentários 06 de maio de 2011

Nova titular da política de saúde pública em Anápolis diz que aceitou o desafio de dotar o Município de um serviço aceitável


“Abri mão de voltar ao Ministério da Saúde, onde teria um cargo de comando, para aceitar o convite do Prefeito Antônio Gomide que pretende implantar uma nova sistemática no setor de saúde sob a responsabilidade do Governo Municipal. Sei que vou enfrentar desafios, dificuldades e muitos problemas. Mas, isto não me assusta. Afinal de contas, esta é a minha especialidade: enfrentar desafios”. Foram palavras textuais da médica pediatra especializada em cirurgias cardíacas, Irani Ribeiro Moura, 58 anos, formada pela Universidade Federal de Goiás e no exercício da profissão há mais de 30 anos, em entrevista ao Contexto. Segundo ela, o atendimento de saúde pública no Brasil, com raras exceções, precisa ser melhorado, e Anápolis não foge à regra. “Mas é possível e vamos tentar”, justificou a secretária, acrescentando que suas teses de mestrado e doutorado são, justamente, baseadas no atendimento básico, ou seja, no nascedouro das moléstias.
Irani Ribeiro trabalhou em praticamente todos os setores da saúde pública em Goiás. Foi atendente em postos de bairros, dirigiu alguns CAIS (Centro de Atendimento Integral à Saúde) em Goiânia, trabalhou em diferentes hospitais e clínicas da Capital do Estado. Em 1999 foi trabalhar no Ministério da Saúde, onde participou da implantação de importantes projetos, dentre eles a efetivação do SAMU (Serviço de Atendimento Médico de Urgência), dirigiu a FUNSAUDE - Fundação de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico na Área da Saúde - e uma série de outros projetos. Deixou o Ministério em 2007 e, após isso, foi convidada pelo então Governador de Goiás, Alcides Rodrigues, para ocupar a Secretaria Estadual da Saúde, substituindo ao médico Hélio de Souza. No Governo ela assegura que assumiu, dentre outros desafios, a reabertura do Hospital Geral de Goiânia, que ficou fechado por muito tempo e hoje está funcionando normalmente, além de trabalhar uma série de outros melhoramentos no setor.
Desafios
Irani Ribeiro vem para a vaga deixada pelo médico Roberson Guimarães, que pediu afastamento da titularidade da Secretaria. Ele era o segundo ocupante do cargo no Governo Antônio Gomide, pois havia substituído ao advogado Wilmar Martins que, como ele, pediu para sair da equipe. Aliás, o setor de saúde tem sido o mais problemático na atual administração, causando incontáveis desgastes ao atual governo.
De acordo com a nova secretária, a missão não é fácil. “Quando estive no Governo do Estado vi o drama dos prefeitos e dos secretários municipais de saúde que enfrentam verdadeiras maratonas para obterem recursos e viabilizarem suas políticas de saúde pública. Sei que em Anápolis terei dificuldades também, mas pelo conhecimento da logística empregada no Ministério da Saúde, conheço alguns atalhos que podem facilitar. Além do mais, entendo que é uma missão. Vou me dedicar em tempo integral e até fechei meu consultório em Goiânia para ficar só por conta desse novo projeto”, diz a secretária.
Para Irani Ribeiro, o segredo maior está na descentralização do atendimento. “Precisamos fazer chegar a prestação de serviço na sua origem, de preferência, na casa do cidadão. É aí que entram os projetos preventivos, as campanhas de vacinação, o Programa Saúde da Família e outros que precisam ser dinamizados. Se isto ocorrer, desafogamos o movimento nos hospitais, principalmente nas urgências. Há casos que podem ser tratados nos postos de saúde mas vão parar nas emergências. Isto está errado”, justifica.
Prioridades
A nova Secretária Municipal de Saúde diz que esta área não pode sofrer com problemas burocráticos ou com dificuldades administrativas. “Saúde é para ontem”, justifica. Assim sendo, ela declarou que já, desde o primeiro dia, procurou visitar os locais de atendimento, se reuniu com as equipes técnicas e já traçou um plano inicial de ação. “Temos questões que são inadiáveis. Alguns serviços devem ser colocados em funcionamento imediato, como é o caso do Centro de Imagens recentemente inaugurado no Hospital Municipal” alegou.
A questão da urgência e da emergência, também, preocupa. A secretária diz que Anápolis funciona como uma espécie de contenção do movimento que, antes, seguia para Goiânia. Com o Hospital de Urgências, um dos melhores do Centro Oeste, Anápolis tem diminuído a sobrecarga na Capital do Estado. “Mas, também o Hospital ‘Doutor Henrique Santillo’ está saturado, necessitando de ampliações. Além disso, estaremos trabalhando firme para que a UPA (Unidade de Pronto Atendimento) em construção na região de Vila Esperança seja entregue no menor espaço de tempo possível. Lá será um pequeno hospital, mas dotado de toda a estrutura necessária para atendimentos emergenciais e urgentes. Outra boa informação é que em junho começaremos chamar os aprovados no concurso da Saúde, o que facilitará, em muito, para a qualificação do atendimento”, justifica Irani Ribeiro.

Autor(a): Nilton Pereira

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