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Trevo do Daia: a interminável agonia

Geral Comentários 27 de maro de 2010

Trafegar na região do trevo de acesso ao Distrito Agro Industrial de Anápolis está se tornando uma aventura, principalmente nos horários de pico


Funcionários chegando atrasados na empresas; estudantes chegando atrasados nas escolas; motoristas estressados por causa das intermináveis filas, além de acidentes de todos os portes e revolta de quem quer entrar ou sair do Distrito. Tudo isto, sem contar os prejuízos materiais e financeiros que isto acarreta. É o drama de quem necessita passar, diariamente, pelo trevo do Daia, que faz a conexão do sistema viário urbano da cidade, com a BR 060, que demanda a Brasília. A situação se agrava devido ao fluxo de veículos, principalmente grandes carretas, ônibus do transporte coletivo, e outros veículos de porte mais avantajado que têm de, obrigatoriamente, entrar e sair do Daia a todo momento. A TCA tem recebido reclamações quanto ao atraso em algumas viagens. A empresa explica que, em determinados casos, não só os ônibus que servem ao Daia, mas os que atendem aos bairros da região, como Industrial Munir Calixto e Jardim Esperança, às vezes ficam retidos por mais de meia hora nos engarrafamentos do trevo. Sem contar que a pista central do Daia é o prolongamento da GO 330, que demanda aos municípios da chamada Região da Estrada de Ferro, como Leopoldo de Bulhões, Silvânia, Vianópolis, Pires do Rio, Catalão e outros, que têm forte intercâmbio sócio/econômico com Anápolis, tudo feito pelo sistema rodoviário.
Solução
A solução para o problema passa, obrigatoriamente, pela construção do viaduto, já anunciada, mas que depende de muitos procedimentos, principalmente na esfera federal, de onde virão os recursos. E, todo mundo sabe que um viaduto não se constrói da noite para o dia. Assim sendo, a busca de soluções paliativas, como a criação de alças rodoviárias entrando e saindo do Daia, também anunciada, acabou não surtindo efeito prático algum. Outra iniciativa, a presença de agentes da Polícia Rodoviária Federal, coordenando o fluxo e controlando o volume de veículos entrando em Anápolis, seguindo para Brasília, entrando e saindo do Daia, pouca coisa adiantou. Os policiais não têm como ficar dia e noite no local, cuidando desse controle. Além do mais, o bloqueio da pista central do trevo, obrigando os motoristas a darem uma volta de mais de um quilômetro para ambos os sentidos, também não resolveu. Apenas mudou os engarrafamentos de local. Criou-se um no viaduto “Miguel Braga” e outro nas proximidades do Posto Presidente.

Anel viário
Há mais de 60 dias uma nova providência foi anunciada, mas que ainda não se concretizou. É a abertura de uma via auxiliar, aproveitando-se um traçado já existente saindo dos fundos do Distrito Agro Industrial, contornando a montadora Hyundai, saindo nas proximidades do Aeroporto Civil “Juscelino Kubitscheck”, daí ganhando a BR 060. Para os especialistas, essa estrada resolveria, em parte, a situação, até que fosse construído o viaduto no trevo de acesso. Mas, com a demora do início das obras, teme-se que a iniciativa seja deixada de lado, pelo menos por agora. Sem contar que, um projeto como esse demoraria, também, alguns meses para ser executado, o que prolongaria, ainda mais, o drama vivido por motoristas e passageiros que trafegam pelo trevo do Daia.
Outra providência, a duplicação da Avenida Pedro Ludovico, também anunciada, ainda não teve as obras anunciadas. Centenas de pessoas já estão utilizando uma via alternativa para fugir do movimento no trevo do Daia, optando por seguir pela Vila Formosa, entrando pelo Bairro Arco Verde e saindo na BR 060 nas proximidades do campus da UEG, e, vice-versa. Mas, há o risco de acidentes quando do retorno para se ganhar a pista do outro lado.
A situação do Trevo do Daia está se tornando insustentável, resultando em contrariedade e aborrecimento para grande parte da população. E, com as anunciadas ampliações de várias empresas daquele núcleo fabril, algumas delas já em andamento, o problema tende a se agravar. Há quem diga, inclusive, que foi um erro, construir-se, primeiro o viaduto no trevo de acesso a Brasília. A prioridade, segundo alguns, seria o trevo do Daia, o que acabou não acontecendo.

Autor(a): Nilton Pereira

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