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Transposição de águas do Capivari para o Piancó não garante licença para novos condomínios

Meio Ambiente Comentários 07 de junho de 2018

A liberação depende da segunda etapa da ampliação do sistema na Cidade


A transposição de água do Ribeirão Capivari para o Ribeirão Piancó, onde ficam as bombas de propulsão que remetem a chamada “água bruta” para a Estação de Tratamento localizada no Jardim das Américas I Etapa, não permite, ainda, a expedição do Atestado de Viabilidade Técnico Operacional (AVTO), espécie de licença para a edificações de condomínios (horizontais, ou, verticais) com mais de 20 unidades. A informação é da Gerente Regional da Empresa, Engenheira Tânia Valeriano.
Ela disse que o reforço no manancial (por conta da transposição) garante a estabilidade no fornecimento de água ao atual consumo. No caso da expedição de AVTO, isto somente seria possível com a execução da Segunda Etapa da Ampliação do Sistema, que depende de um empréstimo na ordem de 120 milhões de reais, já encaminhado em instâncias superiores. Para Tânia Valeriano, depende-se, hoje, da assinatura do Contrato de Programa, ou seja, a participação do Governo do Município, que passa a participar, efetivamente do gerenciamento do sistema de água e esgoto na Cidade.
Este assunto está em tratativas e deve ter um desfecho em breve. Entretanto, enquanto isso não ocorrer, o empreendedor que desejar construir condomínios acima de 20 unidades, terá de cumprir o que está em vigor, ou seja: perfurar poços artesianos, instalar o tratamento e as redes de distribuição da água e doar o sistema à SANEAGO. Fora disso, não há o que fazer, tendo em vista que, na avaliação da Engenheira Tânia Valeriano e da equipe técnica da SANEGO, tudo passa pelo adensamento da Cidade, onde existem grandes espaços vagos no setor urbano e a empresa tem o projeto para atender, somente, a tais regiões.

GARANTIA
Ainda, de acordo com a Gerente Regional da SANEAGO, caso não haja imprevistos de grande monta, o abastecimento de água está garantido para a Cidade, mesmo com o período de estiagem que entrou em vigor. Alguns procedimentos técnicos, como remanejamentos de redes, instalação de válvulas e outros, garantem uma melhor distribuição. Também, a capacidade de reservação está sendo aumentada, o que dará mais um fôlego ao sistema.
A última interrupção mais prolongada no fornecimento de água potável em Anápolis, há cera de 15 dias, todavia, não foi por falha da SANEAGO. Segundo a Gerente Tânia Valeriano, a suspensão deu-se em decorrência da falta de energia elétrica na região de Piancó, corte que durou 17 horas seguidas, o que provocou pane total no bombeamento e no tratamento de água. Por isso, a Cidade inteira sofreu com o desabastecimento. Para Tânia Valeriano, houve um retardo no atendimento por parte da ENEL (substituta da CELG) o que agravou a situação. Há informações de que seria possível o restabelecimento da energia em prazo bem mais curto.
Sobre a probabilidade da instalação de um grupo gerador na região de Piancó, para que cortes de energia de tal natureza não se repitam, a Gerente da SNEAGO disse que isto é economicamente inviável. “Um sistema razoável para acionar as bombas, não ficaria por menos de 50 a 60 milhões de reais” disse ela, alegando que tais recursos seriam mais bem aproveitados em outros projetos, como a ampliação da rede e novos reservatórios. Por fim, ela disse que em Anápolis desperdiçam-se mais de 34 por cento da água tratada, índice que, por sinal, já foi bem mais alto e que, se houvesse a colaboração mais efetiva da sociedade, muitos dos aborrecimentos seriam evitados.

Autor(a): Nilton Pereira

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