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Trabalho do Centro de referência reduz o sofrimento de famílias

Cidadania Comentários 29 de junho de 2017

Órgão é composto de equipe muldisciplinar que presta assistência aos núcleos familiares em condições de vulnerabilidade


“Num primeiro momento pensei que não iria mais conseguir viver. Foi quando recebi o atendimento dessas pessoas”, diz. O desabafo é de uma pernambucana, moradora de Anápolis há quatro anos, que ficou sem chão ao flagrar o ex-marido abusando sexualmente das duas filhas - sendo uma delas deficiente mental. Após vivenciar o abuso, Maria (nome fictício) ainda foi vítima de uma tentativa de homicídio.
A história de Maria ocorreu em outubro do ano passado e, de lá pra cá, ela vem recebendo apoio sistêmico de equipes da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social, Trabalho, Emprego e Renda por meio do Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas). Ela relembra que o primeiro contato foi com a patrulha da Lei Maria da Penha. “Eles me atenderam, levaram para a delegacia e ele foi preso no mesmo dia”, afirma.
Em sequência, passou pelo Centro de Referência à Mulher e pelo Cais Mulher. A família passou por exames médicos e, atualmente, é assistida por psicólogos e psiquiatras. Numa espécie de gratidão plena, recente e espontaneamente, buscou conhecer a secretária da pasta, Nair de Moura Vieira. “Eu precisava agradecer. Reconheço que nunca teria esse tipo de atendimento em Pernambuco. Hoje estou de pé, cuidando de minha família, graças a um atendimento que não foi só trabalho, foi carinho, amor e atenção”, se emociona.
Esse é apenas um exemplo dos trabalhos feito pelo Creas, em Anápolis. O centro oferece serviços especializados a família e indivíduos em situação de risco pessoal e social. “O acompanhamento é feito tanto para a vítima quanto para a família. Trabalhamos para recuperar a autoestima e quebrar esses traumas que ficam, para voltarem a vida normal”, diz Nair Moura.
Na prática, são várias as portas de entrada das denúncias de vulnerabilidade: disque 100, conselhos tutelares e pela rede de educação, por exemplo. Para atender essas demandas, são disponibilizados profissionais como assistentes sociais, psicólogos, psiquiatras, advogados e educadores sociais. O objetivo é restabelecer vínculos, garantia de direitos e proteção integral. A capacidade de atendimento dos Creas é de 80 famílias.
A diretora de proteção social e especial da pasta, Erizânia Freitas Lobo conta que, pela primeira vez, os dois centros estão com equipe completa de profissionais. “Além das obras que estão sendo feitas que estão gerando acessibilidade, seguindo as normas”, afirma. Ela ressalta que o Creas faz parte da rede de proteção do município que visa articular secretarias municipais, judiciário, Ministério Público, sociedade civil, conselhos tutelares, entre outros.

Autor(a): Da Redação

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