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Trabalho acadêmico visa conscientização sobre erosões

Meio Ambiente Comentários 01 de julho de 2016

Atividade faz parte de um trabalho de campo realizado por alunos do Curso Técnico em Meio Ambiente do Instituto Tecnológico do Estado de Goiás


Desde o início de 2015, alunos do curso Técnico em Meio Ambiente do Instituto Tecnológico do Estado de Goiás (ITEGO) “Governador Onofre Quinan”, realizam um amplo trabalho de pesquisa e acompanhamento de grandes erosões existentes em Anápolis. A atividade visa colaborar com sugestões para a solução dos problemas e, principalmente, ser base para uma ação que, neste caso, é essencial: a conscientização da população de maneira geral e, especialmente, das famílias que moram próximo às áreas degradadas.
O trabalho é coordenado pela Engenheira Florestal, Mestre em Engenharia Agrícola e professora no ITEGO, Sarah Cristine Martins Neri. Segundo ela, as erosões são um grande problema que a população enfrenta seja no campo ou nas cidades e, em alguns, assumem uma proporção crítica, a ponto de causar dados materiais e, até, mortes.
As erosões, de acordo com Sarah Neri, decorrem de vários fatores, dentre eles: uso inadequado do solo, ocupação desordenada e investimentos inadequados para minimização do problema, geralmente, paliativos que, via de regra não dão o tempo necessário de retorno da degradação, o que em muitos casos pode aumentar o impacto ambiental nas áreas. “Desta maneira, o aumento do problema se dá por fatores como clima, solo, cobertura vegetal e ações humanas”, explica.
O estudo de caracterização e monitoramento ocorre em três erosões no município de Anápolis, localizadas na Rua Leopoldo de Bulhões, Avenida JK e nos bairros Vila Formosa e Shangrilá. Os estudantes têm realizado atividades in loco para a coleta de dados e contato com as famílias que moram nestas regiões. Embora o projeto já venha se desenvolvendo desde o ano passado, essas visitas começaram a partir do mês de março último e a intenção é que este trabalho, que se iniciou com a primeira turma do curso de Técnico em Meio Ambiente, possa ter continuidade, inclusive, aumentando o número de áreas a serem monitoradas.
Para a professora e atual coordenadora do projeto, este deve ser um trabalho contínuo “para enaltecer a importância das práticas de sensibilização da população para a preservação/conservação dos recursos naturais e, consequentemente, melhoria na qualidade de vida da comunidade”.

Inovador
Jomar Souto Menezes faz parte da primeira turma de Técnico em Meio Ambiente e participou das atividades de campo na pesquisa e das visitas às famílias residentes em áreas degradadas e de risco. “É um trabalho inovador, pois descobrimos a importância que é acompanhar as erosões, voçorocas”, disse, acrescentando que os processos erosivos têm uma dimensão muito maior do que se pode imaginar, pois podem atingir mananciais de água. “Aqui em Anápolis, temos o privilégio de ser um berço de águas, ou seja, de nascentes que contribuem, por exemplo, com a formação da Bacia Platina, uma das mais importantes do País, junto com a Bacia do Araguaia. Então, quando fazemos a preservação das nascentes, estamos desenvolvendo uma ação que vai além das nossas fronteiras”, ponderou.
Jomar Menezes disse que participou de reuniões do Plano Diretor e, na sua avaliação, o projeto não contemplou, como deveria, essa questão da prevenção e recuperação de áreas com ocorrência de erosões e, mesmo, a preservação e recuperação de nascentes. Em sua opinião, o Plano Diretor prevê adensamento urbano para a área do manancial do Córrego Antas.
Para a professora Sarah Neri, as ações de contenção dos processos erosivos existentes no Município são importantes, mas é fundamental que haja um trabalho de conscientização permanente, a fim de que este trabalho não se perca. “Essa é nossa maior preocupação e uma contribuição que queremos oferecer para que a Cidade possa enfrentar da melhor forma possível os problemas”, frisou.

Autor(a): Claudius Brito

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