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Tombamento de praças é proposto no Legislativo

Cidade Comentários 07 de fevereiro de 2015

Alvos da proposta são as praças Dom Emanuel e Americano do Brasil


O Vereador Wilmar Silvestre (PT) apresentou na Câmara Municipal, um Projeto de Lei dispondo sobre o tombamento ao patrimônio histórico de Anápolis, das praças Dom Emanuel, localizada no Bairro Jundiaí e Americano do Brasil, no setor central. A matéria foi lida em plenário e encaminhada para análise nas comissões técnicas da Casa.
Pela proposta, em decorrência do tombamento, ficará proibido o corte ou a retirada de árvores e, ainda, a construção ou demolição de qualquer edificação que altere a ambiência dos referidos logradouros. No caso das árvores, há uma previsão de que a poda ou retirada poderá ocorrer “salvo por motivo de segurança devidamente comprovado”.
De acordo com o autor, as praças Dom Emanuel e Americano do Brasil são históricas- ambas com mais de 50 anos - que desde então “vêm servindo de local de lazer e saudável convivência de muitos anapolinos, que entendemos deva ser, também, garantido às futuras gerações”.
Ainda na sua justificativa, Wilmar Silvestre aponta que nas duas praças, existem gameleiras com mais de 50 anos de plantio e que, segundo observa, já se incorporaram ao patrimônio do povo anapolino.
“Assim, apresentamos a nossos ilustres pares, este singelo Projeto de Lei, com a finalidade de manter a Praça Dom Emanuel e a Praça Americano do Brasil, bem como seus conjuntos arbóreos, a salvo dos avanços de uma visão de ‘progresso a qualquer custo’, o que, infelizmente, vimos assistindo com cada vez maior frequência”.
A Praça Americano do Brasil é mais do que cinquentenária. Em 1935, quando foi inaugurada a Estrada de Ferro Goyaz, ela já existia e foi o palco de parte das comemorações pela chegada da ferrovia. Hoje, é uma das poucas praças, no País, que conta com um avião (Mirage, da antiga frota da Base Aérea, “aposentado” no final de 2013) em exposição pública. Ao lado da Praça está a antiga Estação Ferroviária “Prefeito José Fernandes Valente”, prédio também tombado ao patrimônio histórico da Cidade e que, nos últimos anos, tornou-se o centro de uma polêmica, devido à decisão judicial que determinou a demolição do chamado Terminal II, que foi edificado em meados da década de 90, para deixar visível o prédio da antiga estação ferroviária, que surgiu na década de 30. O nome da praça é uma homenagem a Galeno Americano do Brasil, o primeiro anapolino a se formar em medicina.

Dom Emanuel
Atualmente, devido a esta nova configuração do terminal, afloraram vários problemas no tráfego de veículos na região, que já é bastante intenso devido à localização central. Não há, pelo menos em princípio, nenhum projeto de intervenção para a Praça Americano do Brasil, muito embora, esta possibilidade tenha sido aventada por diversas ocasiões.
A Praça Dom Emanuel está localizada no Bairro Jundiaí, que segundo os registros históricos, surgiu em 1943, lançado pela Sociedade Imobiliária Anapolina, tendo a frente o Sr. Jonas Duarte, com o intuito de abrigar a sede do Anápolis Sport Club. Atualmente, é considerado um bairro nobre, concentrando habitações de alto padrão e abrigando também dezenas de estabelecimentos bancários, restaurantes e um comércio variado. A Praça, Dom Emanuel - a reportagem não encontrou um registro preciso - surgiu na década de 50 e, atualmente, é um dos principais locais para a realização de encontros políticos e eventos culturais e gastronômicos. Seu nome é uma homenagem a Dom Emanuel Gomes de Oliveira, Arcebispo de Goiás, falecido em 1955.
Um dos principais problemas nas imediações da praça é também o trânsito, bastante intenso e a falta de estacionamento para veículos. Na região há um grande supermercado, escola, agências bancárias e um centro comercial em fase de construção adiantada, devendo aumentar, ainda mais, a demanda por vagas. Já se cogitou, por várias vezes, realizar intervenções na Praça Dom Emanuel, para melhorar o fluxo de veículos ou para criar mais vagas para estacionamento. Porém, nenhum projeto concreto chegou a ser apresentado.
Aprovada e sancionada a lei do tombamento, as intervenções nas duas praças, portanto, não poderão ocorrer, se é que há projetos neste sentido. Mas, por outro lado, há a necessidade de que as praças sejam realmente cuidadas e conservadas, pela importância das mesmas, seja do ponto urbanístico e de qualidade de vida da população, seja também pela preservação da identidade cultural do Município. Assim, pode ser que venha mais uma polêmica por aí.
O projeto foi protocolado no dia 02 de fevereiro e lido em plenário no mesmo dia, com o seu encaminhamento para as comissões técnicas. Depois de ser analisado pelas comissões, deverá ser levado a plenário para passar por duas votações e, sendo aprovado, vai à sanção ou veto do Prefeito João Gomes.

Autor(a): Claudius Brito

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