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Todos em busca de um corpo perfeito

Saúde Comentários 19 de julho de 2013

A busca de uma silhueta perfeita, encaixando músculos, formas e curvas, é o objeto de desejo dos jovens que, aos poucos, ganha adeptos entre os mais velhos também


De meados dos anos 80 até o início dos anos 90, a ginástica aeróbica se transformou na grande “febre” das academias. Esse impulso foi garantido devido à sua principal divulgadora, a atriz Jane Fonda. Aos poucos, o termo musculação substituiu o halterofilismo na mesma década, conquistando um público que não tinha o objetivo de competição, ou, de ter corpos com grande hipertrofia da musculatura, como acontecia antes.
Há, no Brasil, mais de 18 mil academias em funcionamento, com mais de cinco milhões de alunos, o equivalente a 2,83% da população, segundo pesquisa realizada pela Global Report IHRSA (The International Health, Racquet & Sportsclub Association) e pelo Instituto Fitness Brasil.
Em Anápolis é perceptível o aumento de academias e o quanto cada uma está sempre cheia seja pela manhã, tarde ou noite. Afinal, porque as pessoas estão cada vez mais preocupadas em manter a forma?
De acordo como psicólogo, Bruno Rodrigues, atualmente foi criado e espalhado o conceito de ‘geração saúde’, e muitos acabam vendo na academia a forma de se incluírem nessa geração. “Já atendi a um adolescente que dizia que para ‘pegar meninas’ precisava ser musculoso, e outro adolescente que sofria bullying na escola por estar acima do peso, e queria entrar na academia, mesmo tendo apenas 12 anos, para não ser vítima mais das crianças ‘magras’”, diz.

Costume antigo
Por mais que se pense ser algo atual, a busca pelo corpo perfeito faz parte da história da humanidade. Na Grécia antiga, eram esculpidas estátuas de homens e deuses, sempre com o corpo bem definido, retratando um ideal de beleza que por muitos não era alcançado. Já na Roma antiga, os recém-nascidos com deformidades eram mortos logo após o parto. Atualmente, vivemos numa sociedade “photoshopada”, refém de programas de computador editores de imagens, que tornam as modelos em mulheres cada vez mais ‘perfeitas’.
“É comum, e preocupante, ver pessoas mais ligadas à academia do que ao trabalho, estudos ou família”, comenta o psicólogo Bruno Rodrigues. E, essa preocupação, se reflete em distúrbios como bulimia, em que a pessoa não abre mão do processo de comer, mas depois provoca o vômito do que foi ingerido, ou, ainda, usa laxantes com frequência; anorexia, em que e o sujeito sempre se vê acima do peso que, de fato, tem. E, um novo transtorno vem surgindo. “É a vigorexia, em que a pessoa malha e chega a usar esteroides, mas não consegue ver resultados e sempre se vê como raquítica ou fora de forma, por mais músculos que tenha”, explica o psicólogo.

O outro lado
Entretanto, em meio às pessoas que buscam malhar com objetivos utópicos, estão, também, as que buscam uma melhor qualidade de vida e bem-estar. A estudante do curso de Engenharia de Produção, Ariadne Mesquita, 22, frequenta academias há quatro anos e se sente satisfeita com os resultados. “Comecei a malhar por curiosidade e adquiri gosto pela atividade física. Logo percebi a diferença positiva que isso traria para o meu corpo e para a minha saúde e como, também, melhorava a minha disposição. Então, me apaixonei pela musculação”, expõe. Entre rotinas de treino diversificadas, atualmente Ariadne malha quatro vezes por semana, no horário de almoço, porque trabalha em tempo integral e estuda no período da noite. A estudante reconhece a importância de ter auxílio de um profissional na hora da malhação. “O profissional sabe quais os exercícios que se complementam entre si e a forma adequada de fazê-los, dependendo de cada objetivo”, explica.
Desde quando começou a frequentar a academia o ganho de massa muscular de Ariadne aumentou em 14 quilos. “Faço tudo isso porque me apaixonei por esse estilo de vida”, relata a jovem que estima ter gastado cerca de quatro mil reais até o momento com as mensalidades nas academias por onde passou e suplementos alimentares.

Benefícios
O estudante do curso de Direito, Luís Gustavo Resende, 22, também se apaixonou pela musculação desde quando começou a frequentar academia rotineiramente, há quase três anos. “Comecei a malhar com o intuito de adquirir mais músculos, nada muito exagerado. No começo o personal da academia me ajudou a montar a rotina de treinos, horário, os melhores exercícios e alimentação. Hoje em dia eu monto meus próprios exercícios, busco informações em revistas e na internet pra obter melhores resultados”, conta.
A academia do professor graduado em Educação Física e licenciado em Ciências Biológicas, Marcelo de Pina, que funciona há quase 30 anos na Cidade, tem cerca de 300 alunos nos três períodos do dia, em suas, aproximadamente, 15 modalidades. “E há sempre procura por todas as modalidades”, fala o professor que define o perfil de seus clientes como familiar. “Há uns anos atrás o pessoal que frequentava a academia era um público jovem, hoje percebo que vem o pai, a mãe e os filhos”, observa.

Autor(a): Carol Evangelista

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