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Terminal Rodoviário sofre com falta de segurança e investimentos

Geral Comentários 02 de maio de 2014

Eles contaram que o local está cada dia mais deteriorado e perigoso. Muitos já testemunharam assaltos, tentativa de estupro e até homicídio


O terminal Rodoviário de Anápolis “Josias Moreira Braga”, desde que foi transferido de local, pelo então governador de Goiás, Henrique Santillo, nunca passou por nenhuma reforma. A administração do local é de responsabilidade da Atlântica Construções, que adquiriu a concessão para a sua exploração. Várias pessoas que trabalham ou que de alguma forma utilizam o local reclamam que, desde que esta empresa assumiu rodoviária, as coisas só têm piorado.
A estrutura é tão antiga que foi cenário do filme “Dois Filhos de Francisco”, lançado no cimema brasileiro em 2005, para representar na história a rodoviária da Capital goiana. De lá para cá, as coisas continuam da mesma forma. Ou melhor, estão ainda mais degradadas com o passar dos anos.
Os trabalhadores preferiram não se identificar, por medo de sofrerem alguma repreensão, como já aconteceu em outras vezes que procuraram melhorias para o Terminal Rodoviário. As reclamações vão de banheiros sem condições adequadas de uso, à perda de muitas empresas de turismo que paravam seus ônibus no Terminal Rodoviário de Anápolis, durante seu percurso.
Entre as denúncias mais graves, está a falta de iluminação no período na noite, o que contribui para atrair usuários e traficantes drogas e até possível um ponto de prostituição nas imediações. A falta de segurança é tão grande, que esses trabalhadores já presenciaram assaltos, tentativa de estupro e até homicídio. Muitos comerciantes passaram a fechar suas bancas e lanchonetes mais cedo, mas falam que muitos crimes também ocorrem durante o dia.
A falta de sanitários e limpeza também é um problema. O passageiro tem a opção de usar um sanitário melhor, no qual é cobrado uma pequena taxa. Mas os sanitários de uso gratuito são sujos e quase nunca têm sabonete e papel higiênico. Aliás, a impressão que se tem é que falta limpeza em todo o Terminal Rodoviário. Existem também espaços vazios imensos, que poderiam servir para novos comércios. Porém, boa parte do espaço tem mesmo é entulho amontoado de bancas que já foram destruídas. E ainda, há grande quantidade de pombos e ratos e, principalmente, problemas trazidos pela chuva como alagamento nos boxes dos ônibus e dos corredores do terminal. Algumas pessoas fazem piada com a situação: “chove mais aqui dentro do que do lado de fora”.
Além disso, também não existe conforto para quem está viajando. “As pessoas de fora quando chegam aqui, têm uma primeira impressão muito ruim de Anápolis, porque a Rodoviária virou um lixo”, disse um dos comerciantes do local, que já perdeu as esperanças de ver uma reforma para valer acontecer. “Nós temos um espaço incrível aqui, mas os projetos nunca saem do papel”, completou outro.
As pessoas que trabalham no Terminal Rodoviário de Anápolis suplicam para que autoridades tomem conhecimento do descaso que estão sofrendo. Eles pedem, que de imediato, seja substituída a empresa que administra o terminal. Muitos contam que o gerente responsável, não aparece para trabalhar todos os dias e quando vai não recebe ninguém. Uma vez, quando tentaram reclamar, eles sofreram com vários tipos de ameaças e retaliações, por isso não quiseram se identificar.
O CONTEXTO buscou por várias vezes contato com o gerente da Atlântica Construções, Rossini Duarte Afonso, pessoalmente e por telefone. Também foi deixado o contato da reportagem com um recado sobre a urgência do assunto com a secretária, mas ninguém retornou até o fechamento desta edição.

Autor(a): Wanessa Mereb

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