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Terceira via. Será que vinga?

Política Comentários 21 de novembro de 2009

No tabuleiro político da sucessão ao Governo de Goiás, não há fato nenhum apontando para uma jogada de mestre. Segue tudo, por enquanto, embolado e indefinido


Faltando 10 meses e meio para as eleições em primeiro turno, visando definir os substitutos do Presidente da República, seu vice, dos governadores de todos os estados mais o Distrito Federal, assim como dois terços dos membros do Senado e as bancadas de deputados federais e estaduais, as especulações tomam conta da mídia e dos ambientes políticos em geral. A rigor, por conta do Calendário Eleitoral, não há o que se falar em candidaturas. Mesmo assim, não se pode fugir do tema, seja em que nível for. Se no campo das eleições para a Presidência da República, as personalidades políticas em evidência são Dilma Rousseff, Aécio Neves, José Serra, Ciro Gomes, Marina Silva e vários outros, nos ambientes estaduais, também, surgem nomes que, obrigatoriamente, são vistos como eventuais candidatos aos governos estaduais.
Em Goiás, por exemplo, onde não se admite uma eleição sem o senador Marconi Perillo (PSDB) e o Prefeito de Goiânia, Iris Rezende Machado (PMDB), a experiência aponta, todavia, que não seria surpresa alguma se surgissem outros nomes tão competitivos como os dois. É a chamada “terceira via”, ou candidatura alternativa, que cresceria por conta da polarização entre Íris e Marconi. Fala-se, por exemplo, que vai ser uma disputa entre o PT de Lula e o PSDB de Marconi. No caso do apoio presidencial, o nome de Íris surge por conta da parceria que já existe entre os dois partidos. No plano nacional, esta junção é evidente com a participação de vários líderes do PMDB no ministério do Governo Lula, que é do PT. Sem contar o forte apoio que Lula tem de senadores e deputados do PMDB no Congresso Nacional. Para completar este raciocínio, basta lembrar que o vice de Íris Rezende na Prefeitura de Goiânia, é Paulo Garcia, do PT.
E, se não for Íris Rezende, o candidato de Lula, em Goiás, será outro da aliança. Dentre os quais, o deputado federal Rubens Otoni (PT), o Presidente do Banco Central, Henrique Meirelles (PMDB) ou algum outro nome com o mesmo perfil. Essa proposta seria reforçada pelo governador Alcides Rodrigues (PP) que tem boa afinidade com o Governo Lula e anda brigado com Marconi Perillo. Seria, porque já se fala, até com certa insistência, que Alcides Rodrigues, pelo menos para o primeiro turno, estaria pensando em apoiar ou lançar um nome de seu staff. A preferência recairia sobre o atual Secretário de Estado da Fazenda, Jorcelino Braga. Entende-e que com um terceiro nome forte, as eleições em Goiás iriam, obrigatoriamente, para o segundo turno, o que ampliaria o poder de negociação de apoios a quem não passar para a fase seguinte.
Problemas
Admite-se em Goiás que a Base Aliada, que elegeu Marconi Perillo duas vezes e Alcides Rodrigues, uma, para o Governo do Estado, definitivamente acabou. Seria fato consumado, embora, em política, isso, nem sempre, seja verdade absoluta. O adversário de hoje pode ser o aliado de amanhã. Se as eleições fossem hoje, certamente Alcides Rodrigues e Marconi Perillo estariam em palanques opostos. Ocorre que as eleições só acontecem no dia três de outubro do ano que vem, tempo suficiente o bastante para a costura de muitas alianças.
Além dessa alternativa de um nome apoiado por Alcides Rodrigues, trabalha-se em Goiás, ainda, com a possibilidade de mais um ou dois nomes para concorrerem. É o caso do deputado federal Ronaldo Caiado, do Democratas, cuja candidatura é considerada viável, devido à sua densidade eleitoral e à força que ele tem nas cidades do interior.
Este assunto é intensamente debatido em Anápolis, tendo em vista a força que o município representa em termos eleitorais, com mais de 220 mil votantes, contingente capaz de decidir uma eleição, como, aliás, já ocorreu. Um candidato bem votado em Anápolis tem grandes chances para disparar na frente dos outros concorrentes.
Acontece que a construção de candidaturas em Anápolis sempre foi vista como “dor de cabeça” para qualquer partido ou coligação. O PMDB, aliado do PT em Brasília e em Goiânia, teria dificuldades em manter esse raciocínio em Anápolis. As principais lideranças peemedebistas anapolinas teriam dificuldades em apoiar um nome do PT. Da mesma forma, uma candidatura lançada ou apoiada pelo Governador Alcides Rodrigues não contaria, hoje, com a simpatia de grande parte do eleitorado anapolino. Embora pesquisas publicadas recentemente apontem um razoável nível de satisfação dos moradores de Anápolis em relação a Alcides, a ausência física e, principalmente, administrativa, do Governo Estadual em Anápolis vem sendo sentida. Obras físicas e sociais prometidas e não cumpridas, são cobradas diariamente pela comunidade, incluindo importantes lideranças sócio/políticas e econômicas. É que Alcides Rodrigues obteve extraordinária votação quando se candidatou ao Governo do Estado, devido à sua identificação com os eleitores anapolinos, ele que havia sido interventor do Governo Estadual no Município por 100 dias, no episódio do afastamento do então Prefeito Ernani de Paula. Reclama-se, muito, que “Cidinho”, até hoje, não teria dado a Anápolis a contrapartida pelo apoio eleitoral recebido na cidade. Assim sendo, uma candidatura consistente como “terceira via”, embora pareça de fácil montagem, pode não florescer em Goiás e, muito menos em Anápolis. Mas, não é, de todo, impossível que isto aconteça.

Autor(a): Nilton Pereira

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