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Tecnologia reduz gastos com munição

Segurança Comentários 31 de janeiro de 2014

Polícia Civil de Goiás treina alunos com estande de tiro virtual. Equipamento é o único da América Latina a usar a tecnologia


Permitindo treinos de precisão, o estande de tiro virtual da Polícia Civil possibilita, em média, uma economia de R$ 300 mil por ano. Esse valor é referente à substituição de munição real por virtual para parte do treinamento de tiro. Desde julho do ano passado, os policiais civis goianos contam com essa tecnologia alemã para aperfeiçoar seus treinos. Um investimento de R$ 1,5 milhão, que em três anos estará resgatado. Em média 120 alunos são treinados no local por mês.
Ao contrário dos demais estandes virtuais existentes no País, esse equipamento permite que o policial treine com sua própria arma, incluindo apenas o apontador laser. Goiás é a única localidade da América Latina que usa essa tecnologia. Estados Unidos e alguns países da Europa também fazem uso desse estande. Ele possibilita a interação com alvos fixos, simultâneos, móveis, em simulações de vídeo e também de grandes distâncias, mas o estande de tiro virtual não substitui o treinamento de tiro real.
“A tecnologia veio da Alemanha, o Estado adquiriu da Alemanha, e funciona com a captação de imagens”, afirma o instrutor de tiro da Polícia Civil, agente Leandro Luz e Silva. O estande possui quatro câmeras, duas em um projetor focadas no alvo e aluno, que fazem a leitura de feixes infravermelhos; e outras duas localizadas nos extremos da sala, que permitem focalizar a atuação do aluno, permitindo zoom em detalhes e gravando o local 24 horas. Ele explica que isso é muito importante, pois permite que o professor mostre ao policial em treinamento por meio das imagens gravadas os pontos em que está errando.
O equipamento também permite que o aluno interaja com simulação em vídeo e dependendo da reação do policial, o vídeo mostra reações adversas dos personagens. Entre os diferenciais do estande instalado em Goiás e os existentes em outras localidades do País, como o usado pela Polícia Federal, é a possibilidade da Polícia Civil daqui criar seus próprios vídeos de situações de risco. Por exemplo, o equipamento vem de fábrica com alguns filmes.
Com o treinamento intensivo de um mesmo policial, esse aluno acaba “decorando” as consequências e situações de risco, prejudicando assim o treino. Por isso, a importância da instituição criar suas próprias simulações. No caso dos outros estandes, é necessário comprar novos pacotes de filmes interativos, que custam em média US$ 50 mil.
O estande tem 10 metros de comprimento, mas permite simulações de alvos a quilômetros de distância. Além disso, ao efetuar o disparo o barulho do tiro também é emitido. Como o estande está na sede provisória da Academia da Polícia Civil, algumas de suas funções ainda não estão sendo usadas. Entre elas está o uso de cenários, disparos reais, simulação do recuo da arma (impacto que a arma gera ao efetuar o disparo), ambientação com fumaça e obstáculos. A nova sede deve ser entregue no próximo mês de março.

Tiros reais
Leandro esclarece que o estande de tiro virtual não substitui o treinamento de tiro real. Isso porque alguns efeitos psicológicos de um disparo real não podem ser simulados virtualmente: o cheiro e fumaça de pólvora, os cartuchos que atingem o corpo do policial ao efetuar o tiro, além do estresse psicológico.
Em média a Academia de Polícia Civil ministra de três a quatro cursos de armamento por mês. Alunos novatos devem fazer treinamento diário durante três meses e os veteranos fazem atualizações mensais que duram de três a cinco dias no mínimo, um dia de tiro virtual e os demais de tiro real.

Autor(a): Da Redação

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