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Tecnologia é aliada na prevenção da hepatite

Saúde Comentários 05 de agosto de 2011

O Ministério da Saúde lançou um hotsite com mensagem direcionada para o público jovem que informa sobre a doença e as formas de prevenção e tratamento


A internet como grande aliada na prevenção da hepatite B. Com essa proposta, o Ministério da Saúde lançou um serviço eletrônico inédito que avisará os jovens sobre a hora de se vacinar contra a doença. Por meio do hotsite: www.hepatitesvirais.com.br, o internauta pode se cadastrar e receber e-mails informando as datas das doses da vacina contra a hepatite B subsequentes à primeira: a segunda (após um mês) e terceira (após seis meses). Está comprovado que, após o ciclo completo, mais de 90% dos adultos jovens ficam imunizados contra a doença. A ação faz parte da campanha publicitária que marca o Dia Mundial de Luta contra as Hepatites Virais no Brasil.
Além do hotsite, foram produzidos cartazes, fôlderes, spot de rádio e vídeo para TV. O foco são fatores de risco e vulnerabilidade, prevenção, importância do diagnóstico precoce e vacinação contra a hepatite B. Com o slogan “Hepatites B e C são doenças silenciosas”, o material informativo passa mensagens específicas para seis públicos: manicures, tatuadores, gestantes, profissionais de saúde, jovens e adultos. A hepatite viral é a inflamação do fígado produzida por um vírus e pode permanecer vários anos sem apresentar sintomas. Muitas pessoas só percebem que estão doentes (principalmente as que têm os tipos B e C), quando as manifestações já são graves, como cirrose ou câncer de fígado.
Para as manicures, há um folheto com instruções detalhadas sobre higiene e esterilização dos instrumentos utilizados nos salões de beleza. O material explica, por exemplo, o tempo e a temperatura ideal que os materiais devem permanecer na estufa para eliminar o vírus. No caso dos tatuadores, a ideia também é estimulá-los a utilizar somente materiais esterilizados ou descartáveis. “Esses profissionais podem ser parceiros no trabalho de prevenção e, para isso, precisam ser sensibilizados em relação a procedimentos adequados de biossegurança que impedem a transmissão das hepatites virais”, explica o Diretor do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde, Dirceu Greco.
As gestantes são incentivadas a realizar o diagnóstico das hepatites durante o pré-natal. Tanto o vírus B quanto o C podem ser transmitidos da mãe para o bebê. No caso do tipo B, 90% a 95% das transmissões ocorrem no momento do parto e 5% a 10% pela placenta. Com a vacina, a chance de transmissão da mãe para o bebê cai 90%. Os profissionais de saúde, que lidam rotineiramente com pessoas potencialmente infectadas e estão mais expostos a se infectarem com o vírus das hepatites B e C, também precisam seguir as medidas de biossegurança e realizar os testes para verificar se foram contaminados no passado.
As peças destinadas aos adultos estimulam o diagnóstico precoce. A hepatite B é mais frequente na faixa etária de 20 a 49 anos e a C entre as pessoas de 30 a 59 anos, mas muitas pessoas desconhecem sua condição sorológica. Os testes estão disponíveis no Sistema Único de Saúde (SUS) e podem prevenir as complicações que as hepatites podem causar, como a evolução para cirrose ou câncer de fígado. Além disso, a falta de diagnóstico precoce para a hepatite C também é a principal causa de indicação de transplante de fígado no Brasil. (Fonte: Ministério da Saúde)

O que é:

Hepatite designa qualquer degeneração do fígado por causas diversas, sendo as mais freqüentes as infecções pelos vírus tipo A, B e C e o abuso do consumo de álcool ou outras substâncias tóxicas (como alguns remédios). Enquanto os vírus atacam o fígado quando parasitam suas células para a sua reprodução, a cirrose dos alcoólatras é causada pela ingestão freqüente de bebidas alcoólicas - uma vez no organismo, o álcool é transformado em ácidos nocivos às células hepáticas.

Tipos:

Hepatite A: é transmitida por água e alimentos contaminados ou de uma pessoa para outra; a doença fica incubada entre 10 e 50 dias e normalmente não causa sintomas, porém quando presentes, os mais comuns são febre, pele e olhos amarelados, náusea e vômitos, mal-estar, desconforto abdominal, falta de apetite, urina com cor de coca-cola e fezes esbranquiçadas. A detecção se faz por exame de sangue e não há tratamento específico, esperando-se que o paciente reaja sozinho contra a doença. Apesar de existir vacina contra o vírus da hepatite A (HAV), a melhor maneira de evitá-la se dá pelo saneamento básico, tratamento adequado da água, alimentos bem cozidos e pelo ato de lavar sempre as mãos antes das refeições.
Hepatite B e Hepatite C: os vírus da hepatite tipo B (HBV) e tipo C (HCV) são transmitidos sobretudo por meio do sangue. Usuários de drogas injetáveis e pacientes submetidos a material cirúrgico contaminado e não-descartável estão entre as maiores vítimas, daí o cuidado que se deve ter nas transfusões sangüíneas, no dentista, em sessões de depilação ou tatuagem. O vírus da hepatite B pode ser passado pelo contato sexual, reforçando a necessidade do uso de camisinha. Freqüentemente, os sinais das hepatites B e C podem não aparecer e grande parte dos infectados só acaba descobrindo que tem a doença após anos e muitas vezes por acaso em testes para esses vírus. Quando aparecem, os sintomas são muito similares aos da hepatite A, mas ao contrário desta, a B e a C podem evoluir para um quadro crônico e então para uma cirrose ou até câncer de fígado.

Tratamento:

Não existe tratamento para a forma aguda. Se necessário, apenas sintomático para náuseas e vômitos. O repouso é considerado importante pela própria condição do paciente.

A utilização de dieta pobre em gordura e rica em carboidratos é de uso popular, porém seu maior benefício é ser de melhor digestão para o paciente sem apetite. De forma prática deve ser recomendado que o próprio indivíduo doente defina sua dieta de acordo com sua aceitação alimentar. A única restrição está relacionada à ingestão de álcool. Esta restrição deve ser mantida por um período mínimo de seis meses e preferencialmente de um ano.

Autor(a): Da Redação

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