(62) 3317 5500 • comercial@jornalcontexto.net

Surge um novo impasse na construção da nova cadeia

Geral Comentários 08 de julho de 2016

Novo presídio deveria estar pronto desde dezembro de 2014, mas devido a falhas em medição da obra, recursos não foram repassados, aponta o órgão fiscalizador


O Tribunal de Contas da União (TCU) realizou auditoria na Caixa Econômica Federal (Caixa), na Superintendência de Administração Penitenciária do Estado de Goiás (Seap-GO) e na Agência Goiana de Transportes e Obras Públicas (Agetop), para fiscalizar obra penitenciária localizada em Anápolis, no Estado de Goiás.
A auditoria faz parte de um conjunto de trabalhos que busca avaliar as políticas públicas conduzidas pelo Departamento Penitenciário Nacional, em especial, o Programa Nacional de Apoio ao Sistema Prisional (Pronasp), em relação à expansão da infraestrutura, como a construção de novos presídios estaduais em todo o país.
O Pronasp contém obras que objetivam reduzir o elevado déficit de vagas constatado no sistema carcerário brasileiro, principalmente das vagas destinadas a presos provisórios, aqueles ainda sem a condenação definitiva.
O tribunal constatou indícios de irregularidades em relação tanto ao projeto básico da obra quanto ao seu andamento. O projeto foi considerado deficiente porque não contemplou os equipamentos necessários para a instalação de um circuito fechado de TV, nem a extensão da rede de alta tensão, indispensável para o abastecimento de energia. A deficiência também ficou caracterizada pelo fato de que a decisão quanto ao local de perfuração de um poço não foi fundamentada por estudos geofísicos. O local não é atendido por rede pública de abastecimento de água.
As falhas tornaram necessária a assinatura de termos aditivos aos contratos originais, que seriam custeados pelo estado de Goiás, sem prejuízo aos cofres da União, motivo pelo qual não houve responsabilização dos gestores pelo TCU.
O tribunal também verificou, à época da auditoria, que apesar de já haver 90% de avanço físico das obras, elas estavam em ritmo lento de execução, em virtude de atrasos no pagamento de medições.
Por esse motivo, o TCU determinou à Secretaria de Estado da Segurança Pública e Administração Penitenciária do Estado de Goiás que comprove a efetiva retomada e/ou conclusão das obras da Cadeia Pública de Anápolis/GO.
O relator do processo é o ministro Vital do Rêgo. (Com informações da assessoria do TCU)

Autor(a): Da Redação

Comentários


Deixe seu comentário Dê sua opinião a respeito desta notícia. Seu e-mail não será publicado.


Código Anti Span Incorreto!
Obrigado! Seu comentário foi postado com sucesso!
Falhou! Preencha todos os campos obrigatórios (*)

+ de Notícias Geral

UniEVANGÉLICA - Seminários destacam direitos da pessoa com deficiência

20/09/2018

Foi promovido nesta semana na UniEVANGÉLICA o Seminário dos Direitos Humanos e da Pessoa com Deficiência, uma iniciativa d...

Regulamenta lei que proíbe fabricação e uso do cerol

20/09/2018

O governo de Goiás editou o Decreto n° 9.316, de 18 de setembro de 2018, que regulamenta a Lei n° 17.700/2012, que dispõe...

Comarca de Anápolis fica de fora do plano para a expansão de novas varas

20/09/2018

A Comarca de Anápolis ficou de fora da primeira fase do plano de reestrutura judiciária, definido pela Lei 20.254/18, que d...

Vereador destaca do Dia do Vicentino

20/09/2018

Em discurso no pequeno expediente, durante a sessão ordinária da última quarta-feira,19, o vereador Lisieux José Borges (...