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Summerville pede mais atenção do poder público

Cidade Comentários 14 de setembro de 2015

Moradores apontam que as demandas do bairro aumentam, porém, não há nenhuma manutenção, nem ampliação nos serviços básicos


O Residencial Summerville, na Região Leste de Anápolis, foi o terceiro conjunto de casas populares a ser entregue em Anápolis em julho de 2011 através do programa Minha Casa, Minha Vida, parceria entre a Prefeitura de Anápolis e Governo Federal. Foram entregues 256 casas, o investimento, na época, foi estimado em R$ 9,7 milhões através do Fundo de Arrendamento Residencial. Cada unidade habitacional tem 40,25 m² de área construída, com dois quartos, sala, banheiro, cozinha e área de serviço. O local, ainda, conta com asfalto, rede de esgoto e iluminação.


Com o tempo, os moradores do conjunto passaram a conviver com a falta de manutenção e, hoje, reivindicam melhorias para algumas situações. A Senhora Waldirene Pereira da Silva, mora ali há cinco anos. Ela diz que o setor abriga um numero muito maior de famílias do que em 2011 e que, consequentemente, a demanda por ampliação e melhorias de alguns serviços aumentou. “Não temos uma escola municipal. Temos uma creche para atender a nossas crianças. No entanto, algumas mães estão com os filhos em casa por não haver vagas. Ou atravessam a BR-153 todos os dias para levarem seus filhos á escola do setor vizinho. E pior, nós vemos e sabemos que existem crianças que saem de outro setor para vir estudar na creche aqui no Summerville.”


O Centro Municipal de Educação Infantil “ldelfonso Limírio Gonçalves” foi entregue em julho de 2013. A unidade tem um espaço que beneficia a 167 crianças de zero a seis anos, antes em período integral, hoje em dois períodos e, segundo as mães, faltam professores. A área de 1.157.12m² conta com dois berçários; lactário; dois maternais; quatro salas para Jardim I e II; refeitório; pátio coberto; rouparia; lavanderia, solarium e playground.


Cleusa Helena Caetano mora no conjunto há quatro anos e ressalta que não tem posto de saúde na região. Por isso, os moradores precisam se deslocar para outros bairros, de madrugada, para marcarem consultas médicas. Outra reclamação é pela falta de agentes de saúde para atenderem à população no próprio setor. Além disso, os moradores contam que os agentes da dengue não visitam as residências para prevenir, conscientizar e combater a doença.


Maria Aparecida de Oliveira, 72 anos, mora no Summerville há cinco anos. Ela é uma das moradoras que dependem do transporte coletivo e de uma unidade de saúde perto. Mas, afirma que já precisou, por várias vezes, de um agente de saúde para aferir a pressão arterial e teve que ir ao Bairro de Lourdes para conseguir o atendimento. “A Prefeitura poderia nos dar mais atenção, precisamos destes serviços básicos aqui. A segurança é pouca, não temos um posto policial, um posto de saúde, transporte coletivo e transporte escolar para as nossas crianças e, muito menos, área de lazer”, reclama.


Maria Rodrigues dos Santos Dutra, afirma que está com um filho fora da escola. “Infelizmente ele perdeu a motivação de ir para a escola. Ele trabalha e não consegue acompanhar a escola até tarde da noite e vir embora a pé sozinho.”


 


O que diz o poder público


O secretário de Saúde do Município, Luiz Carlos Teixeira Júnior, afirma que existe a possibilidade de se reformar uma obra da Prefeitura na região para fazer uma Unidade Básica de Saúde no setor. Mas, isso, é para longo prazo, pois é necessária uma série de levantamentos de dados para que o Ministério da Saúde aprove o projeto. Com relação aos agentes de Saúde ele diz que foi feito um remapeamento na Cidade para que seja aberto o edital para concurso e contratação de mais agentes. Já a Vigilância Epidemiológica, que combate a dengue, pode ser contatada para visitas pelo telefone 0800 646 0408.


Já a secretária de Educação, Virgínia Maria Pereira de Melo, ressalta a possibilidade de viabilizar a construção de uma escola no setor Summerville. Ela entende que por causa do desenvolvimento contínuo do setor, foi necessário pautar esta possibilidade. “Olhamos um terreno que a \Prefeitura tem lá, mas ele não serve. Estamos olhando outro. Analisamos, também, a possibilidade de ampliarmos o número de vagas na creche, mas não podemos comprometer a estrutura que já temos lá, para não comprometermos o aprendizado das crianças que estudam lá.”


Virgínia conta que, por enquanto, não há possibilidade de oferecer um transporte escolar para as crianças do Summerville, mas que a Secretaria já estuda melhorias e ampliação nas linhas que atendem aquele bairro.

Autor(a): Mariana Lourenço

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