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Sulcoreanos querem montadora de tratores em Goiás

Economia Comentários 27 de setembro de 2013

Ainda não há nada definido, mas Anápolis está entre as opções dos investidores coreanos


O secretário de Indústria e Comércio, Alexandre Baldy, e o presidente da Federação das Indústrias de Goiás (FIEG), Pedro Alves de Oliveira, com comitiva goiana, visitaram as instalações da montadora de tratores coreana Daedong Industrial Co, Ltd., localizada em Daegu. A empresa é considerada líder mundial na área de engenharia e desenvolvimento de equipamentos para a agricultura mecanizada, presente no mercado há mais de 65 anos.
Os integrantes da missão goiana foram recebidos pelo executivo da empresa, Kenny Yoon, responsável pela área internacional da companhia, que faturou 53% dos 420 milhões de dólares em 2012 somente no mercado norte-americano. A companhia Daegong demonstrou grande interesse pelo mercado brasileiro de tratores e máquinas agrícolas, que possui hoje uma capacidade instalada de fabricação de aproximadamente 100 mil tratores por ano.
“A empresa coreana entende que após o regime automotivo do Plano Brasil Maior ficou inviável exportar seus produtos para o Brasil. Então, o melhor será investir para ter a sua unidade industrial local e não sofrer o impacto do aumento do IPI de 30 pontos percentuais”, explicou Alexandre Baldy.
Dentro desta perspectiva, a empresa, uma das maiores companhias do segmento na Coréia do Sul, em reunião com a comitiva goiana, liderada pelo secretário Alexandre Baldy e o presidente da Fieg, Pedro Alves, demonstrou interesse pelas parcerias com os empresários que estavam presentes e demonstraram estar firmes no propósito de se instalarem no Brasil, reconhecendo que o Governo de Goiás apresentou os incentivos mais arrojados para atrair o investimento e consolidar a parceria.
Os investimentos para industrializar, com mais de 60% de conteúdo local, deverão girar em torno de 100 milhões de reais, segundo os participantes da reunião, gerando aproximadamente 500 empregos diretos e indiretos e o local da provável instalação ainda será definido em visita que os coreanos deverão fazer a Goiás no mês de outubro deste ano. “Tudo indica que pelo ganho em logística e a infraestrutura necessária, com mão-de-obra, Anápolis desponta como principal cidade”, explicou Baldy.

Meio-ambiente
Alexandre Baldy e o presidente da Fieg visitaram também uma das maiores indústrias de tratamento de lixo da Coréia do Sul. Lá viram como é o funcionamento, observaram a operação e controle e ainda entenderam o correto manejo e tratamento de lixo. Um segmento que possibilitará grandes investimentos no Brasil.
Os coreanos demonstraram muito interesse em joint-ventures com empresários goianos. Outra empresa visitada foi a Hyundai-Kia, onde a comitiva conheceu a estrutura de desenvolvimento e pesquisa para novas tecnologias, veículos e sustentabilidade. Os integrantes da missão goiana assistiram a uma apresentação do plano estratégico da companhia, andaram pelos 3.700.000 metros quadrados do centro de pesquisa em um ônibus movido somente a hidrogênio e viram como a empresa recolhe e descarta os automóveis produzidos pela montadora. Ainda pelas ruas do complexo, puderam perceber diversos protótipos andando e sendo testados. Empresas fornecedoras de partes e peças participaram de reuniões com a comitiva, demonstrando interesse de irem para Anápolis e consolidarem o parque industrial da montadora CAOA/Hyundai.

Protocolo
Na produtiva viagem à Ásia, Alexandre Baldy e Pedro Alves ainda assinaram, na residência oficial do embaixador da Coréia do Sul, Edmundo Fujita, protocolo de intenções para atrair tecnologia e investimentos com o instituto KEiTi. O presidente da instituição, Yoon Seung-joon, comentou que a parceria pode render bons frutos para Goiás, pois a Coréia do Sul tem vasta experiência no tratamento dos resíduos e coleta de lixo, indústria que movimenta bilhões de dólares. Com a legislação que obrigará os municípios a investirem no tema, o Estado de Goiás e Fieg saem na frente com a organização de evento para tratar do assunto junto aos gestores municipais e os detentores da tecnologia, os coreanos, provavelmente no início de 2014.

Autor(a): Da Redação

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