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Sucessão no Governo Estadual à vista

Política Comentários 04 de janeiro de 2013

Terminadas as eleições municipais, o foco agora estará voltado para a sucessão no Estado e os partidos já se movimentam nos bastidores


A eleição de 2012 terminou no dia 1º, seguindo as regras do calendário eleitoral, com a posse de prefeitos e vereadores em 5.565 municípios brasileiros. As atenções, no campo político, estarão com foco voltado, agora, para a sucessão nos governos estaduais, que vai ocorrer em outubro de 2014, juntamente com as eleições de deputado estadual; deputado federal, senador e Presidente da República. Muita gente acha que é um assunto que ainda está longe de ser tratado, mas em verdade, os partidos e os políticos estão se movimentado e a eleição municipal que passou, faz parte deste intricado jogo.
Ainda é cedo para se fazer conjecturas sobre nomes, muito embora alguns já estejam evidenciados nas bolsas de especulação. O Partido dos Trabalhadores, por exemplo, tem algumas cartadas. Dentre elas estão os prefeitos reeleitos de Goiânia (Paulo Garcia) e de Anápolis (Antônio Gomide). Este último, com uma das maiores votações proporcionais obtidas no País e, claro, isso pesa no jogo político. Paulo Garcia, por sua vez, administra uma Capital e, fazendo uma boa administração pode, sim, se credenciar para o embate nas urnas. Há, ainda, o deputado federal Rubens Otoni, que tem um trabalho forte em todo o Estado, no jargão político, diz-se que é um nome com capilaridade.
O Partido do Movimento Democrático Brasileiro, também, deverá estar presente na disputa. A legenda apoiou Paulo Garcia em Goiânia e, em 2014, gostaria de ter a cabeça de chapa, que poderia ser o ex-governador e ex-prefeito da Capital, Íris Rezende. Por fora, corre também o deputado federal Sandro Mabel, que tem uma boa base política espalhada nos municípios goianos. O PMDB pode, ainda, dispor de um nome novo para disputar, eventualmente, com Marconi Perillo, do Partido da Social Democracia Brasileira, no caso de o mesmo concorrer à reeleição. Mas, ele também tem opção em candidatar-se ao Senado e, diante dessas possibilidades, poderia segurar um pouco o processo, uma vez que os adversários estarão esperando por esta definição para elaborarem as suas estratégias do jogo.
O problema do PSDB poderá ser o aliado Democratas. O deputado federal Ronaldo Caiado deu sinais de que poderá entrar na disputa. Só lembrando, Caiado ficou neutro na última eleição para o Governo do Estado, ou seja, não apoiou Marconi, mas liberou o partido para a aliança com os tucanos e, a partir daí, foi indicado o vice José Éliton que, hoje, é um fiel escudeiro do governador. Como ele ficaria no meio desse jogo, Caso Caiado, que é presidente regional do DEM, leve adiante o projeto da candidatura?
Há também o Partido Socialista Brasileiro que tem como principal liderança o megaempresário Júnior Friboi. Mas ele é uma incógnita. Pode ser candidato ou apoiar outra candidatura. Também, vem surgindo com força no cenário político estadual o Partido Social Cristão, que pode resolver testar a sua força.
Há também outro jogador em campo: Wanderlan Cardoso, que disputou pela primeira o cargo na eleição passada para o governo, tendo sido considerado uma das revelações naquele pleito. Ele esteve recentemente no PMDB, mas sem espaço para pretensões maiores, deixou a sigla e ainda não fez nova opção partidária. É também um nome a ser considerado.
Em resumo, a situação é a seguinte: os jogadores estão em campo. Falta definir quem joga de que cada lado. Uma coisa é certa, a sucessão em 2014 promete ser muito disputada e pode ser que tudo seja bem diferente do que foi colocado até agora. Agora, é hora da articulação, da conversa de bastidor, das avaliações. Um jogo não se ganha sem uma tática bem definida e esta tática começa a ser desenhada.

Autor(a): Claudius Brito

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