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Sucessão estadual: PP e DEM podem ter candidatos

Política Comentários 22 de outubro de 2009

Embora ainda longe das definições oficiais, as eleições para Governador de Goiás podem apresentar nomes surpreendentes para a disputa


Com a cada vez mais difícil reaproximação entre alcidistas (PP) e marconistas (PSDB), visando as eleições do ano que vem, outros quadros passam a ser desenhados na política goiana, embora tudo não passe, ainda, de meras especulações. O fértil campo do imaginário político de Goiás aponta para uma série de composições, algumas lógicas, outras nem tanto. Nomes, até então fora de qualquer cogitação, ganham força e podem, (pelo menos para serem levados à mesa de negociação no momento certo) surgir como alternativas partidárias, principalmente no PP (Partido Progressista), do Governador Alcides Rodrigues.
Esta composição contracenaria com a idéia de que as eleições de 2010 em Goiás seriam polarizadas entre o tucano Marconi Perillo e um nome da aliança PT/PMDB, com maiores chances para o Prefeito de Goiânia, Íris Rezende Machado. Certamente que mais alternativas seriam, também, colocadas, como Rubens Otoni e Henrique Meirelles. Tem-se como certo que as eleições para o Governo de Goiás não se resolveriam no primeiro turno, motivo pelo qual, cada grupo busca se fortalecer para ter argumentos (leia-se votos) de negociar no segundo turno. Marconi deve ser, entretanto, o alvo de qualquer uma dessas composições. Até porque, fala-se, com certa insistência, que muitos integrantes da outrora Base Aliada, ainda apostam numa recomposição e, até, têm deixado cargos importantes no Governo, para abraçarem a candidatura do senador. Sem contar os que nunca saíram dela, mesmo estando entrelaçados no Governo de Goiás, como é o caso, por exemplo, do deputado estadual Túlio Isac, que mesmo sendo do PSDB, permanece como Secretário de Comunicação de Alcides e Fernando Cunha Júnior, marconista “de quatro costados”, mas que, também, está com Alcides desde o primeiro dia de governo.
Grupo Alcides
As avaliações iniciais dão conta de que, não podendo ser candidato, tendo em vista já, haver sido reeleito em 2006, Alcides Rodrigues, para não ficar desprotegido politicamente assim que deixar o governo e, principalmente, para formar um grupo de apoio, gostaria, e muito, de indicar um candidato, nem que seja para ter trunfos de negociação em um eventual segundo turno. Assim é que, surgem nomes como Jorcelino Braga, Sérgio Caiado, Ernesto Roller, Pedro Canedo e outros, com mais chances para o primeiro, hoje considerado o “homem forte” do Governo Alcides. Isto porque o Governador teria se desencantado da composição com o Partido dos Trabalhadores, devido ao flerte, que virou noivado, entre este e o PMDB, por conta de entendimentos já em nível nacional.
Esta semana, por exemplo, sacramentou-se a aliança entre PT e PMDB, a ponto de se anunciar o “direito” do PMDB em indicar o candidato a Vice Presidente da República para as eleições de 2010. Assim sendo, ao PP restaria, ainda, uma coligação, ou parceria, com o Democratas, que, pelo menos em parte, não caminharia ao lado do PSDB. Há diferenças enormes entre os dois partidos, aumentadas que foram, desde as eleições passadas. Assim sendo, hoje, não causaria surpresa uma chapa formada por Ronaldo Caiado (DEM) e um nome do PP, a ser escolhido, ou indicado por Alcides Rodrigues.
Pré-candidatos
Embora ainda não tenha se manifestado publicamente a respeito, o secretário de estado da Fazenda, Jorcelino Braga, seria, a princípio, o nome preferencial do Governador Alcides Rodrigues. Mesmo sendo neófito em política - se destaca como empresário bem sucedido, dono de emissoras de rádio e outros veículos de comunicação - Jorcelino Braga teria tomado gosto pela política e seria apresentado aos eleitores goianos como “o novo”, estratégia que deu certo com Marconi Perillo em 1998, quando venceu o então imbatível Íris Rezende Machado. Jorcelino Braga teria a seu favor, o mérito de haver equacionado a situação financeira do Governo, equilibrado as economias do Estado, viabilizando uma série de projetos interessantes.
Mas, se o nome da eventual composição for, por exemplo, Ronaldo Caiado, contar-se-ia como fator positivo sua força no eleitorado do interior, o que lhe valeu, até hoje, vários mandatos de deputado federal, assim como a disputa pelo Governo do Estado e uma vez pela Presidência da República. Caiado, com fama de “durão”, seria colocado como um enérgico governante, capaz de impor a respeitabilidade que estaria faltando no Governo. Entretanto, nem Ronaldo Caiado, nem Jorcelino Braga, por enquanto, assumem a disposição em disputar. Todos preferem aguardar o momento exato, o que vai acontecer, seguramente, no início do ano que vem. É em março, por exemplo, que o Presidente do Banco Central, Henrique Meirelles (hoje no PMDB) definirá seu futuro político. E, dessa definição, dependem várias prováveis e eventuais candidaturas, mesmo que fora da parceria entre PMDB e PT. Mas, é um assunto que, certamente, terá maiores desdobramentos.

Autor(a): Nilton Pereira

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