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Sorte lançada

Contexto Político Comentários 09 de abril de 2010

Já se pode discutir, pelo menos teoricamente, os rumos da política de Goiás, com vistas às eleições de três de outubro.


“Ninguém pode ver, nem compreender, nos outros, o que ele próprio não tiver vivido”. (Hermann Hesse)

Sorte lançada
Já se pode discutir, pelo menos teoricamente, os rumos da política de Goiás, com vistas às eleições de três de outubro. Os exatos seis meses do pleito surgiram os prováveis nomes que estarão na disputa. A novidade, por enquanto, seria Vanderlan Cardoso, ex-prefeito de Senador Canedo e que se apresenta como “terceira via”, apoiado pelo Governador Alcides Rodrigues (PP). O que Alcides quer com isso, ainda não deu para entender. Forçar um segundo turno? Acabar com a polarização? É muito cedo para se afirmar. Além do mais, há de se considerar que, queira-se, ou não, as eleições para governador, em todos os estados, vão estar atreladas à eleição para a Presidência da República. Assim sendo, o desempenho de Íris Rezende, pela aliança PMDB-PT, vai depender, e muito, do que estiver ocorrendo com Dilma Rousseff. O mesmo se dirá em relação à candidatura de Marconi Perillo, que, seguramente, será vinculada à de José Serra. Quanto à de Vanderlan, existe uma indagação. A quem ele estaria ligado. Ou vai seguir carreira solo? Só o tempo dirá.
Internacional
Caberá ao ex-diretor da agência “Campus Party”, Marcelo Branco, coordenar a campanha digital da ex-ministra da Casa Civil Dilma Rousseff à Presidência da República. Ele fechou contrato com a Agência Pepper e vai trabalhar ao lado dos americanos Scott Godstein e Joe Rospars, responsáveis pela campanha de mídias sociais de Barack Obama, presidente dos EUA, e Andrew Paryze, especialista em marketing digital da Blue State Digital. A empresa foi contratada no ano passado pelo PT. Esses especialistas criaram uma base de apoio que ajudou a levar Obama à Casa Branca e levantar US$ 500 milhões para a campanha on-line do democrata, número recorde de doações.
Pedra no sapato
Nem tudo são flores na campanha do PT à Presidência da República. Agora é o ex-ministro Ciro Gomes, do PSB, que todos tinham como aliado de primeira hora, “empinar a carroça”. Ciro acha que os 10 por cento que vem obtendo nas pesquisas, o credenciam a entrar na disputa e, fatalmente, levar a decisão para segundo turno entre Dilma (PT) e José Serra (PSEB). E não quer nem ouvir em ser candidato a vice-governador de São Paulo, na chapa do PT, como “prêmio de consolação”.

Munição
Pelo que se ouve nos bastidores e nos subterrâneos da política goiana, a escolha do sucessor de Alcides Rodrigues (PP) no Governo do Estado pode ser dolorosa. Fala-se em dossiês e mais dossiês sendo preparados para a detonação dos adversários. De um lado e de outro. O que poderia ser uma festa democrática, tende a se tornar em total baixaria.

Triunvirato
Antônio Gomide-PT (Anápolis), Paulo Garcia-PT (Goiânia) e Maguito Vilela-PMDB (Aparecida de Goiânia) formam o triunvirato que vai dar sustentação político/administrativa na campanha de Íris Rezende. Aliados de primeira hora, acompanhando o que se observa em nível nacional, os três comandam o maior PIB do Estão, além do maior contingente eleitoral de Goiás. Traduzindo: o desempenho deles à frente das respectivas prefeituras, poderá ser fundamental no convencimento do eleitorado.

Apoio
Vários ex-secretários do ex-prefeito Pedro Sahium (DEM) foram prestigiá-lo na abertura do Instituto Concisa, que ele inaugurou na semana passada. Entre os presentes Joaquim Amarildo (Indústria e Comércio); Fábio Maurício Correia (Infraestrutura); Keila Resende (Chefia de Gabinete); Maria Candinha (Fazenda), Luiz Carlos Duarte Mendes (Procuradoria) e Rosana Sahium (Serviço Social). Pedro Sahium é candidatíssimo a deputado estadual.

Ernani e o PMDB
O ex-prefeito Ernani de Paula reuniu-se, na casa de um empresário anapolino, com alguns membros do PMDB, dentre eles o ex-deputado e ex-conselheiro do Tribunal de Contas do Estado, Frederico Jayme e o ex-vereador Ricardo Nabem. Também esteve presente o vereador do partido, Wesley Silva, que transmitiu ao presidente da Câmara Municipal, o vereador Sírio Miguel (PSB), o recado dado por Ernani, cumprimentando-o pelo trabalho à frente da Mesa Diretora. O presidente devolveu a gentileza, dizendo que os participantes do encontro (entre eles o ex-prefeito) “são pessoas que muito contribuíram e contribuem com a cidade”. Tempos outros, não é mesmo?

Ciretran I
O vereador Wesley Silva (PMDB) abriu o caminho para o debate sobre a situação caótica em que se encontra o prédio da Ciretran de Anápolis. Segundo ele, os arquivos estão em caixas nos corredores, porque não há local para a guarda desses documentos. Além do problema das más acomodações tanto para os funcionários como para os usuários. Ele sugeriu que a Câmara Municipal faça uma visita in loco as instalações do órgão na cidade e, depois, uma visita à direção estadual para reivindicar a construção de uma nova sede. O vereador apontou que o município poderia fazer a doação de uma área.

Ciretran II
O vereador Amilton Batista (PTB) destacou que o Detran é a maior fonte arrecadadora do Estado, só perdendo para a própria Secretaria da Fazenda. Segundo ele, o órgão tem uma arrecadação bastante expressiva em Anápolis e, por conta disso, deveria proporcionar instalações melhores para os funcionários e usuários. O vereador disse que grande parte do que o governo estadual gasta com propaganda, sai do Detran. Ele adiantou, em princípio, não concordar com a doação de área pelo Município, porque o Estado tem muitas áreas que poderiam servir a esta finalidade.

Batente
Os vereadores estrearam, esta semana, as sessões ordinárias sob as novas regras do Regimento Interno. No geral, aconteceu o que sempre acontece: vereadores falando além do tempo que é permitido para cada um, no pequeno e no grande expediente. Isso, mesmo com as regras ampliando os espaços para as falas dos edis. As sessões também estão começando mais cedo, às 15 horas.

Meirelles
Ele foi o “furacão” nos bastidores da sucessão para o Governo de Goiás. Agora, o presidente do Banco Central, com a opção de permanecer no cargo e não disputar eleições este ano, pela legislação, nem pitacos poderá dar sobre o assunto. Assim reza o rito de sua função pública. E, num ano eleitoral, Meirelles terá muito trabalho para não deixar a economia desandar. É a forma de ajudar Lula a eleger sua pré-candidata Dilma Rousseff.

Centro de Convenções
Uma empresa da capital arrendou o antigo prédio do Supermercado Tatico. Há rumores de que a mesma planeja transformar o local num grande centro de eventos e negócios, como era a ideia de se fazer quando o prédio foi doado à Associação Comercial e Industrial de Anápolis, com a promessa de mais R$ 1 milhão para a reforma. Só que a conta não foi paga, o prédio foi retomado da entidade e o milhão também não veio. A torcida é que este novo projeto, com a iniciativa privada, possa decolar.

Campanha
Há muita gente pensando em reeditar as campanhas para tentar fazer com que os eleitores anapolinos privilegiem os candidatos da cidade, para fortalecer a representatividade política do Município na Assembleia Legislativa e na Câmara Federal. Em si, não é uma ideia ruim. Mas o problema não está só no eleitor. Uma grande parcela pode ser atribuída também aos partidos que, ao longo dos anos, têm adotado a estratégia de lançar candidatos sem nenhuma densidade eleitoral. Estes, mais atrapalham, do que auxiliam, porque não ajudam a formar o cociente eleitoral e pulverizam os votos.

Calendário eleitoral
05/05 (151 dias antes)
Último dia para o eleitor requerer inscrição eleitoral ou transferência de domicílio;
Último dia para o eleitor que mudou de residência dentro do município pedir alteração no seu título eleitoral;
Último dia para o eleitor portador de necessidades especiais solicitar sua transferência para seção eleitoral especial.

E agora...
Com a desistência de Henrique Meirelles de disputar as eleições em Goiás este ano, o leque se abre para o deputado federal Rubens Otoni (PT). Com a definição de Iris Rezende como cabeça de chapa na aliança PMDB-PT, ele poderia sair na vice ou candidato ao Senado. Lembrando que há duas vagas em disputa. E, também, é claro, fica mantida a possibilidade de reeleição. Este caminho seria mais fácil, em tese. Se é o melhor caminho, esta é a decisão que caberá a Otoni tomar, e o quanto antes melhor. Aliás, o PT vem mantendo uma tradição de não deixar as decisões para a última hora. O que seria uma decisão acertada, porque o tempo de campanha é curto.


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