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Situação financeira preocupa empresários

Economia Comentários 01 de abril de 2011

Secretário da Fazenda se reúne com Fórum Empresarial. Dificuldades com a “herança” deixada ao Governo de Marconi e a falta de fluxo de caixa para investimentos preocupam os empresários


Representantes do Fórum Empresarial de Goiás, se reuniram na última terça-feira, 29, com o secretário estadual da Fazenda, Simão Cirineu Dias, que, na oportunidade, agradeceu aos representantes do setor produtivo o apoio ao Programa de Recuperação de Créditos da Fazenda Pública Estadual – Recuperar, cuja adesão à segunda fase terminou na última quinta-feira, 31.
Segundo Wilson de Oliveira, que representou a Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg) no encontro, o secretário fez um panorama da situação das contas do governo, assim como já havia feito também anteriormente o governador Marconi Perillo, também em reunião com o Fórum Empresarial.
Nas duas ocasiões, foram apontadas dificuldades neste início de gestão com a “herança” deixada pela administração anterior, em relação ao atraso do pagamento do funcionalismo público. Além disso, o problema com os repasses do Ipasgo (o Instituto que assiste os servidores e dependentes na área de assistência à saúde), o problema da Celg cujo aumento de tarifas está “represado” desde 2006 e as dívidas acumuladas ao longo dos últimos anos pela estatal. Outro grave problema é que o Estado, no ajuste fiscal de 2010, dentre as seis metas estabelecidas cumpriu apenas uma, o que levou a Secretaria do Tesouro Nacional a proibir novas contratações de empréstimos.
O secretário Simão Cirineu também externou preocupação com as despesas urgentes que não podem deixar de ser pagas e dependem do fluxo de caixa do Governo e em questões mais pontuais como a perda de receitas com as vendas on-line e vendas diretas feitas pelas indústrias ao consumidor, como no caso da cadeia da construção civil, o que prejudica a arrecadação é também o segmento varejista. Ele também sinalizou que além débitos fiscais no âmbito do Judiciário e a redução de benefícios fiscais sobre os combustíveis, outras medidas podem ser tomadas, dentre elas, a criação da substituição tributária para os segmentos de auto-peças e bebidas quentes.
Para Wilson de Oliveira, a reunião com o Secretário da Fazenda foi importante e produtiva. Mas deixou o empresariado apreensivo com o fato de que sem fluxo de caixa, em face às demandas de despesas, fica prejudicada a capacidade de investimento do Estado. Além disso, já tendo lançado mão de várias ferramentas para recuperar débitos, outra preocupação é que o Governo tenha de melhorar o desempenho da arrecadação talvez não com o aumento da carga tributária, que é bastante alta, mas com o incremento da fiscalização e outros mecanismos. No caso da substituição tributária para as auto-peças e fabricantes de bebidas quentes, os sindicatos patronais desses setores sinalizam discordância com a medida.
O Fórum Empresarial de Goiás congrega as seguintes entidades: Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg), Federação das Associações Comerciais, Industriais e Agropecuárias do Estado de Goiás (Facieg), Federação da Agricultura do Estado de Goiás (Faeg), Federação do Comércio do Estado de Goiás (Fecomércio), Associação Comercial, Industrial e de Serviços de Goiás (Acieg) e Associação Pró-desenvolvimento Industrial do Estado de Goiás (Adial).

Autor(a): Da Redação

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